Desqualificação profissional e negligência médica e conflitos de interesses em tratamento de insônia.

Respondida
São Paulo - SP
02/06/2026 às 15:20
ID: 250359729
Boa tarde, gostaria, por meio desta, de deixar aqui expressa a minha opinião sobre os serviços pelos quais estive contratando nesta clinica com o médico psiquiatra Dr. ***** já ha algum tempo. No início, tudo parecia correr muito bem.
No entanto, de alguns meses para cá, algumas situações começaram a entortar o caminho. E comecei a notar, certos comportamentos do médico que me deixaram muito desconfortável e insegura com seu real conhecimento no tratamento da minha condição médica, que no caso é de insônia crônica e crise de pânico; e também com seu compromisso com o que deveria ser sua maior prioridade como médico. Fiquei desconfiada ja no primeiro sinal, mas ainda fui engolindo em nome da continuidade do meu tratamento e buscando confiar no seu conhecimento, mas as coisas só pioraram com o tempo.
Primeiro foi o aumento imposto do valor da consulta duas vezes consecutivas em curto espaço de tempo (menos de 3 meses de um aumento para o 2 aumento do preço da consulta) bem no momento que eu encerrei um plano de saúde e passei a pagar a consulta particular. Mesmo informando que não estava em condição na epoca de assumir um onus tão caro e também o desconforto em trocar de medico, e haja vusta a minha condição de necessidade do tratamento contínuo, o fato do meu novo convênio não cobrir mais a clinica, e o fato de mudar de conveniada para particular, me pareceu que o Sr se aproveitou da situação para esticar sua lucratividade. Isso realmente me soou estranho e desconfortável, mas mesmo assim continuei e aceitei os novos valores nas 2 vezes, embora com dessabor. Observei um possível desvio de propósito aqui e fiquei observando a continuidade do tratamento.
O Segundo problema que chamou minha atenção, foi que o mesmo veio a sugerir algumas vezes que eu buscasse transferir ou adicionar um tratamento com um psicologo, com uma narrativa onde tentou (sem sucesso) defender a ideia que insônia crônica se tratava com psicoterapia. Informei que já havia feito diversos tratamentos anos antes e que já havia validado com clareza que não existe protocolo de psicologia para tratamento de insônia crônica, muito menos crise de pânico. Mas mesmo assim continuava insistindo como se não houvesse amanhã. Isso foi bem escancarado. Seria Outro desvio de propósito ou seria uma inocente real falta de conhecimento na sua profissão ou desatualização/ falta de especialidade?
Gente do céu, sempre que ouço isso de um médico psiquiatra sei que essa classe faz estratégias de venda casada com seus amigos, ou outras vezes começam a trazer problemas e impor situações para dispensar o paciente pois têm medo do seu conhecimento raso esbarrar em algumas reportagens recentes sobre alguns medicamentos para dormir, o que nunca foi meu caso ja que o mesmo chegou a reconhecer e admitir que eu só parecia um pouco nervosa devido a questões pessoais. Então ficou no ar se essa estranha orientação pra mim: será que era falta de conhecimento sem intenção de, medo de tratar o paciente corretamente, ou era uma tentativa de subestimar a inteligência dos pacientes e lucrar com indicação de amigos?
Outra situação similar foi sua insistência em me fazer tomar um remédio de ansiolítico e insistir que aquele remédio ia curar a insônia ou as crises de pânico. Mesmo custando uma fortuna, cheguei a comentar que o remédio era caro e não estava funcionando após concordar em suas sugestões até de dobrar a dose, após 4-5 meses de uso, informei que nada havia mudado na minha insônia com aquela medicação. Ignorou e mandou eu continuar deixando subentendido que, tomando isso pos muitos meses mais, um dia uma magica ia acontecer e eu seria curada com essa medicação? Woops! :(
Na ultima consulta houve mais uma situação estapafúrdia: Em uma das ultimas ocasiões, quando minha filha de 4 anos estava presente, o Dr chegou no absurdo de dizer que eu e a minha filha precisávamos contratar psicólogos com urgência para resolver, porque minha filha também estava com problemas e minha filha também para tomar remédios. Achei muito estranho a forçassão de barra nesse caminho e logo me pareceu claro que se tratava de um esforço de fazer venda casada para amigos.
O mais interessante é que eu cheguei a levar minha filha na medica que ele indicou e a mesma foi dispensada do tratamento na 2 consulta, pois a própria psicóloga (muito competente e comprometida com sua ética profissional) recomendou apenas mais atividades recreativas para ela gastar mais energia.
Na mesma ocasião alguns comentários desrespeitosos me incomodaram bastante. Vendo que minha barreira era o profundo conhecimento no assunto, apelou para forçassão de barra tentando me atacar e me desqualificar como mãe dizendo que eu não tinha capacidade de impor respeito para minha filha. Na verdade ele se irritou com as brincadeiras dela na sala e me atacou diretamente com esses comentários narcisistas. Isso realmente foi muito chato e principalmente porque eu não sou nenhuma ignorante. Qual o objetivo de tanta apelação em direcionamentos absurdos?
Na ultima tentativa de marcar consulta, veio a cartada final. Entrei em contato com suas secretarias para marcar e informei que eu teria agenda a partir do dia ***** . Na ocasiao elas comentaram que o Dr estaria ausente neste período e que poderiam tentar um encaixe dias antes, porém avisei que ja havia compromissos nessas datas e também por estarem em cima da hora não poderia desmarcar. Então sugeri outras possibilidades para renovar as receitas e não ficar mais de 10 dias sem is medicamentos obrigatórios na minha cabeceira de cama para dormir: ou que gentimente deixasse uma receita para o período e deixar marcada a consulta em seu retorno, ou fazer uma consulta virtual com o pagamento integral para renovação das receitas do mês inteiro.
Bom o mesmo disse que era obrigatório que eu cancelasse meus compromissos profissionais para ir à sua presença em cima da hora e caso não fosse assim, não aceitava nenhuma outra possibilidade e que se eu tivesse problemas para dormir com 10 dias sem medicação era para eu sair na madrugada e procurar um pronto socorro, menasagem enviada via ***** por suas secretarias e ainda corroborada por elas que deixaram claro que estavam apenas repassando a orientação do medico.
Acebi completamente fora de contexto mas mesmo assim ainda validei esse direcionamento com algumas amigas psicológicas e elas me alertaram com clareza que isso era um ato de negligência medica e afrontava o codigo de ética da classe pois, se o mesmo decidiu se ausentar para um passeio, viagem ou congressos, deve sim se colicar a disposição para facilitar e deixar todos os pacientes amparados, porém mesmo com minha insistência em tentar viabilizar amigavelmente, ele permaneceu cegamente persuadido por seus interesses paralelos e ele através das suas secretarias insistiram que eh deveria ficar 10 dias sem nenhuma medicação e que se tivesse dificuldade de dormir nesses dias era para eu ir de madrugada procurar ajuda em um pronto-socorro.
É muito claro até p/ um leigo, que não ha conexão alguma entre tratamento de insônia crônica, onde o paciente só precisa de um facilitador para dormir, algo tão simples de se resolver, o Sr ***** propôs visitas nas madrugadas em um pronto-socorro, transferindo sua responsabilidade para uma situação fora de contexto.
Os medicos têm conflitos de interesses em varios sentidos e a etica e compromisso em realmente ajudar o paciente fica sempre em ultimo plano. Todas as situações acima são, na verdade, da mesma natureza ou todas juntas: conhecimento raso na própria area de atuação, medo de exercer sua profissão por insegurança dessa lacuna de conhecimento, ataque pessoal tentando me desqualificar como mãe, ou subestimar minha inteligência como mulher, para forçar e por fim negligência e falta de compromisso com a saude mental do seus pacientes.
Diante do exposto por ele próprio, comunico minha decisão de trocar o Dr Edson por um profissional mais qualificado.
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Resposta da empresa
14/06/2026 às 20:24
O título da reclamação é calunioso, difamatório, ofensivo moralmente e profissionalmente.
Antes de mais nada, devo fazer alguns esclarecimentos técnicos e teóricos, a luz dos conhecimentos atuais, acerca de diagnóstico e tratamento de insônia, diagnóstico e tratamento de transtorno de pânico, diagnóstico e tratamento de dependência de zolpidem, diagnóstico e tratamento de dependência de clonazepam, cobrança de honorários e encaminhamentos para tratamentos de acordo com o código de ética médica.
-Sobre a Insônia:
Algumas causas que aparecem com a insônia ou contribuem para ela incluem:
ansiedade ou estresse; depressão; dor crônica; alterações hormonais; uso de estimulantes.
Insônia crônica:
costuma ser definida quando ocorre pelo menos 3 noites por semana e persiste por 3 meses ou mais. Pode estar relacionada a: hábitos de sono desorganizados; ansiedade; depressão; doenças clínicas; manutenção de comportamentos que perpetuam a dificuldade para dormir.
-Códigos diagnósticos oficiais:
Na classificação do CID-10 ( da OMS) a insônia pode aparecer em categorias diferentes dependendo da causa:
Insônia não orgânica CID-10 F51.0
Usado quando a insônia é considerada um transtorno do sono sem causa orgânica identificada, frequentemente associada a fatores psicológicos ou comportamentais.
Distúrbios do início e da manutenção do sono CID-10 G47.0
Categoria neurológica para insônia (dificuldade para iniciar ou manter o sono).
Na CID-11 (Classificação Internacional de Doenças 11 edição), a insônia está classificada como:
Transtorno de insônia Código: 7A00
Na CID-11, o conceito ficou mais moderno do que na CID-10: o foco não é apenas falta de sono, mas um distúrbio persistente do início, manutenção, consolidação ou qualidade do sono, acompanhado de prejuízo durante o dia (cansaço, sonolência, dificuldade de atenção, humor, funcionamento etc.).
A CID-11 também considera:
dificuldade para iniciar o sono; dificuldade para manter o sono; despertar precoce; oportunidade adequada para dormir (ou seja, não dormir pouco apenas por escolha ou falta de tempo).
-O tratamento da Insônia crônica:
Costuma combinar medidas comportamentais e, em alguns casos, medicamentos e o plano depende da causa.
1. Tratamento mais recomendado: terapia para insônia (TCC-I)
A terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) costuma ser considerada tratamento de primeira linha em muitas diretrizes.
Ela trabalha pontos como:
regular horário de dormir e acordar; reduzir o tempo acordado na cama; diminuir associações que mantêm a insônia; técnicas para reduzir hiperalerta mental; revisar hábitos e crenças sobre o sono.
2. Ajustes de hábitos (higiene do sono)
Costumam ajudar quando mantidos por semanas:
manter horários regulares; evitar cafeína no fim do dia (cada pessoa tem sensibilidade diferente); reduzir telas e luz intensa perto do horário de dormir; evitar cochilos longos ou tardios; deixar quarto escuro, silencioso e confortável; fazer atividade física regularmente.
3. Investigar e tratar causas associadas
Exemplos: ansiedade ou depressão; dor crônica; refluxo; medicamentos que atrapalham o sono.
4. Medicamentos (quando indicados)
Dependendo do caso, o médico pode considerar: medicamentos específicos para insônia; alguns antidepressivos ou outras opções em situações selecionadas, tais como: melatonina, trazodona, mirtazapina (se houver ansiedade/depressão associada), doxepina baixa dose
-Evitar:
* manter Z-drugs, como zolpidem;
* benzodiazepínicos de longo prazo, como clonazepam.
-Sobre o Transtorno de pânico:
Diagnóstico (CID-10 F41.0 / CID-11 6B01) O tratamento do transtorno do pânico costuma combinar psicoterapia, medidas comportamentais e, em alguns casos, medicamentos. O plano depende da frequência das crises, intensidade e impacto no dia a dia.
O que normalmente faz parte do tratamento
1. Psicoterapia (muito utilizada)
A abordagem com mais evidência costuma ser a terapia cognitivo-comportamental (TCC).
Ela pode ajudar a:
entender o ciclo do pânico; identificar interpretações catastróficas dos sintomas físicos; reduzir comportamentos de evitação; trabalhar exposição gradual às situações que geram medo.
2. Medicamentos (quando indicados)
Dependendo do caso, o médico pode considerar:
antidepressivos usados para transtornos de ansiedade; medicamentos para controle mais rápido dos sintomas em situações selecionadas.
3. Hábitos que podem ajudar
regularidade do sono; atividade física compatível com a condição da pessoa;
reduzir excesso de cafeína e estimulantes;
técnicas de respiração e manejo da ansiedade.
-Sobre a Dependência de zolpidem: Classificação: CID-10: F13.2 Síndrome de dependência de sedativos/hipnóticos
CID-11: 6C43 Dependência de sedativos, hipnóticos ou ansiolíticos.
Pode acontecer, especialmente quando o medicamento é usado por tempo prolongado, em doses maiores do que as prescritas ou com aumento progressivo da necessidade de tomar para conseguir dormir.
O Zolpidem é um remédio para insônia que costuma ser indicado por períodos limitados, porque o uso contínuo aumenta o risco de problemas.
Sinais que podem sugerir dependência:
sentir que não consegue dormir sem o remédio; precisar de doses maiores para ter o mesmo efeito (tolerância); ansiedade ou desconforto quando tenta reduzir; uso antecipado (tomar mais cedo); dificuldade de interromper mesmo querendo.
Também pode ocorrer insônia rebote ao reduzir ou suspender o sono piora temporariamente e dá a impressão de que o remédio é indispensável.
Algumas pessoas podem apresentar:
sonolência no dia seguinte; alterações de memória; comportamentos durante o sono sem lembrar depois;quedas (principalmente em pessoas mais velhas).
-Sobre a Dependência de clonazepam:
Classificação: CID-10: F13.2 Síndrome de dependência de sedativos/hipnóticos
CID-11: 6C43 Dependência de sedativos, hipnóticos ou ansiolíticos
Pode acontecer, especialmente quando o medicamento é usado por tempo prolongado, em doses mais altas ou com uso frequente.
O Clonazepam pertence à classe dos benzodiazepínicos, usados para ansiedade, pânico, insônia e outras indicações.
Sinais que podem sugerir dependência:
sentir que precisa do remédio para conseguir funcionar ou dormir; precisar aumentar a dose para obter o mesmo efeito (tolerância); ansiedade, irritabilidade ou piora do sono quando tenta reduzir; dificuldade de diminuir mesmo querendo; preocupação constante em não ficar sem o medicamento.
Quando se decide reduzir, o plano costuma envolver:
revisão do motivo original do uso (pânico, insônia, ansiedade etc.); redução gradual e individualizada; tratamento da condição de base; medidas comportamentais e, em alguns casos, psicoterapia.
-Sobre o Código de Ética Médica no Brasil:
1-Honorários médicos:
O valor da consulta não é definido pelo Conselho de Medicina nem pelo paciente isoladamente. Em regra, os honorários médicos são definidos pelo médico (ou pela instituição prestadora do serviço) e devem ser avisados previamente ao paciente, com transparência.
O Código também traz princípios importantes:
o médico deve ser remunerado de forma justa; é vedado o exercício mercantilista da Medicina; o médico não deve deixar de avisar previamente ao paciente o custo estimado dos procedimentos.
Na prática:
consulta particular o profissional ou clínica estabelece o valor e informa previamente;
Alguns cenários comuns:
Consulta particular: o médico ou a clínica define o valor dos honorários e deve informar isso ao paciente de forma clara, preferencialmente antes do atendimento. Não existe um preço oficial obrigatório para consulta médica em geral.
Retorno: não existe uma regra única no Código de Ética que obrigue retorno gratuito ou que determine prazo fixo. Cada profissional ou serviço pode ter política própria (por exemplo, retorno em até X dias), desde que seja informada ao paciente.
Reajuste de valor: pode ocorrer, mas deve ser comunicado de forma transparente.
Quando o paciente pede desconto, pelo ponto de vista ético no Brasil, em geral o médico pode conceder ou não não existe obrigação ética de reduzir o valor da consulta.
Na prática, o profissional pode: manter o valor integral; conceder desconto por decisão própria;
Do lado do paciente, pedir desconto não é inadequado por si só; aceitar ou não fica a critério do profissional ou da clínica.
2- Indicação de outros profissionais:
Segundo o Código de Ética Médica brasileiro, um médico pode indicar outro médico quando isso for do interesse do paciente por exemplo, por necessidade de avaliação especializada, continuidade do tratamento ou encaminhamento.
Também é aceitável indicar nomes específicos quando houver motivo técnico (experiência, área de atuação, disponibilidade etc.), mantendo o foco no benefício do paciente.
O paciente continua tendo o direito de escolher outro profissional, se desejar.
3- Fornecimento de receitas:
Em geral, não existe obrigação ética ou legal de o médico fornecer receita sem consulta ou sem avaliação médica adequada. Pelo ponto de vista ético, a prescrição médica costuma depender de que o médico tenha informações suficientes para avaliar o paciente, porque ao prescrever ele assume responsabilidade técnica pelo tratamento.
Medicamentos com controle especial: costumam exigir ainda mais cuidado e cumprimento de regras específicas.
Ou seja: o paciente pode solicitar renovação, mas isso não significa que o médico seja obrigado a emitir a receita sem reavaliar.
Para clonazepam, em geral não existe obrigação de o médico renovar ou emitir receita sem consulta ou sem avaliação clínica adequada.
O Clonazepam é um medicamento que exige receita de controle especial no Brasil e o médico assume responsabilidade pela prescrição.
Isso acontece porque com o uso prolongado podem surgir questões como: tolerância; dependência física; necessidade de revisar o diagnóstico (ansiedade, pânico, insônia etc.); avaliar se ainda faz sentido manter.
Se o médico optar por não renovar sem consulta, isso não significa abandono do paciente pode ser parte da necessidade de reavaliar segurança e indicação.
O fato de o médico não fornecer receita de clonazepam ou zolpidem sem consultar ou reavaliar o paciente, por si só, não é considerado negligência pelo Código de Ética Médica.
Pelo contrário: prescrever envolve ato médico e responsabilidade profissional. O médico precisa entender que tem elementos suficientes para indicar ou renovar o tratamento com segurança.
No caso de Clonazepam e Zolpidem, isso costuma ter ainda mais peso porque são medicamentos que podem exigir reavaliação periódica; análise de benefício e risco; revisão de dose e tempo de uso; atenção a dependência, tolerância e efeitos adversos.
Se houve: oferta de consulta para avaliação; possibilidade de continuidade do cuidado; recusa da paciente em comparecer. Isso normalmente tende a ser visto de forma diferente de abandono ou omissão de atendimento.
Então, apenas recusar fornecer receita após oferecer consulta presencial não é negligência ética.
Além do que, a paciente pedia receitas fora da consulta com frequência isso costuma reforçar, do ponto de vista ético e também frequentemente jurídico, que o médico pode entender que precisa reavaliar antes de continuar prescrevendo.
Se havia um padrão como: pedidos frequentes fora da consulta; orientação anterior para retorno; oferta de consulta; recusa da paciente em ser avaliada naquele momento. Isso tende a tornar mais compreensível a decisão de não emitir receita sem avaliação.
Observação importante:
Os medicamentos em questão são o Clonazepam e o Zolpidem.
O uso dessas medicações não estavam sendo feitos de forma correta, conforme a orientação médica, existindo um uso abusivo com risco de dependência.
Feito os esclarecimentos acima, fica mais compreensível o quanto a reclamação em questão é inverossímil e enganosa. Além de ofender, caluniar, difamar e desrespeitar esse médico que lhe ofereceu atendimentos dentro dos melhores preceitos éticos e científicos, pacientemente, dentro da prática psiquiátrica de mais alta qualidade!
Edson Daher Junior