Experiência traumática em clínica: deformação facial, negligência e conduta antiética após procedimento estético

Reclamação não respondida

Não respondida

Reclamar dessa empresa

Rio de Janeiro - RJ

19/02/2026 às 08:05

ID: 241045377

Experiência traumática, conduta antiética e absoluto despreparo profissional

O que vivi na Clínica Hartmann, no Hospital da Bahia, ultrapassa qualquer descrição simples de insatisfação. Foi uma experiência profundamente traumática, humilhante e assustadora, o pior dia da minha vida.

Em outubro, realizei um procedimento de Ultrassom Microfocado (HIFU) na clínica e não obtive qualquer resultado. Em uma nova visita ao Brasil, decidi tentar novamente. Mais uma vez, durante o procedimento, não senti absolutamente nada, o que me causou estranheza, pois já havia realizado HIFU em outros locais e conheço perfeitamente a sensação do tratamento.

Entrei em contato e fui orientada a retornar. No meu retorno, fui atendida pela Dra. *****, que me convenceu a realizar um procedimento com injetáveis. Eu já possuía cadastro na clínica e havia deixado muito claro que não gosto de exageros e não queria alterações estruturais no meu rosto. Buscava algo discreto, natural e funcional. Informei, inclusive, que meu namorado aguardava no térreo e que tinha viagem para o exterior em 3 dias.

Ainda assim, fui persuadida com a promessa de que haveria apenas um leve inchaço temporário e que o resultado compensaria. Confiei, que erro!

Durante o procedimento, começaram comentários inadequados e desconcertantes, como: Acho que você não gostou da minha energia. As aplicações foram extremamente dolorosas, com agulhadas intensas e sucessivas. Mesmo diante da dor evidente, não houve pausa, explicação ou preocupação com meu desconforto.

Ainda deitada, sem acesso a espelho, comecei a sentir e perceber meu rosto inchando de forma anormal e acelerada. Ao me levantar e olhar no espelho, entrei em estado de choque. Meu rosto estava completamente deformado, desproporcional, irreconhecível. Enquanto eu me desesperava, a médica repetia: Você está linda. A discrepância entre a realidade visível e a negação da situação foi, por si só, perturbadora.

Ela afirmou que o inchaço diminuiria em 10 minutos. Depois disse 20. Passaram 30 minutos, depois 40. Nada mudava. O inchaço era severo e progressivo. Eu tinha passagem marcada para retornar ao exterior em três dias, com compromissos profissionais importantes, o que era de conhecimento da médica. Naquele momento, pensei que minha vida havia sido permanentemente afetada. Pensei no meu trabalho, na minha família, na minha filha. Pensei em como eu poderia viver daquela forma.

Após mais de duas horas aguardando melhora, pedi que meu namorado subisse. Ao me ver, ele também ficou profundamente alarmado. De maneira educada e respeitosa, solicitou apenas o nome das substâncias utilizadas.

Foi nesse momento que a situação atingiu um nível ainda mais grave.

A médica dirigiu-se à recepção completamente descontrolada, gritando de forma agressiva e desproporcional, uma cena incompatível com qualquer ambiente profissional, muito menos com uma clínica médica. Em 48 anos de vida, jamais presenciei um comportamento tão descompensado vindo de um profissional de saúde.

Eu estava fragilizada, com dores intensas, emocionalmente devastada e precisando de acolhimento. Em vez disso, fomos submetidos a gritos, hostilidade e expulsos da clínica.

Ressalto: mantivemos postura educada e respeitosa o tempo todo, fato que pode ser comprovado pelas câmeras da própria recepção.

Sem qualquer assistência ou suporte, saí da clínica em estado de choque. Procurei outras clínicas ainda abertas no hospital. Os profissionais que me atenderam demonstraram preocupação imediata e questionaram por que não houve acompanhamento ou suporte por parte da médica responsável.

O inchaço levou mais de 12 dias para reduzir significativamente. As dores persistiram por mais de 20 dias, e isso porque busquei atendimento médico por conta própria. Não houve acompanhamento ou qualquer demonstração de responsabilidade profissional após o ocorrido. Me mandou uma menssagem no WhatzApp apos mais de uma semana, que bloqueei automaticamente, pois ev esse nome no meu celular apos tudo isso, era um pesadelo.

Há outros relatos públicos mencionando condutas semelhantes e questionamentos quanto à eficácia dos aparelhos utilizados.

O que vivi não foi apenas um procedimento malsucedido. Foi uma experiência de negligência emocional, ausência de ética, descontrole profissional e total falta de responsabilidade no pós-procedimento.

Não desejo essa experiência a ninguém, nem mesmo aos demais funcionários da clínica, que aparentam trabalhar sob constante tensão, pisando em ovos.

É inadmissível que um profissional da saúde trate pacientes com tamanha falta de ética, respeito, equilíbrio emocional e responsabilidade.

Foi, sem dúvida, o pior dia da minha vida.

Compartilhe