Insatisfação com atendimento pediátrico: diagnóstico incorreto de pneumonia e falta de manejo de sintomas

Não resolvido
São Paulo - SP
15/06/2026 às 22:13
ID: 251484719
Venho registrar minha profunda insatisfação com o atendimento pediátrico recebido nesta unidade.
Minha filha, de 9 meses, deu entrada apresentando apenas febre alta, sem outros sintomas respiratórios. Foram solicitados exames, incluindo raio-X, swab e exame de urina. O swab e o raio-X foram realizados, porém o exame de urina não conseguiu ser coletado porque o coletor fornecido era inadequado. Ficamos aproximadamente 4 horas aguardando e, mesmo após todo esse tempo, não houve sucesso na coleta.
O que mais me causou indignação foi que durante toda essa espera minha filha permaneceu com febre alta, cada vez mais sonolenta, e em nenhum momento foi oferecida medicação para controle do sintoma enquanto aguardávamos os resultados.
Após a avaliação dos exames realizados, fomos informados de um diagnóstico de pneumonia e foi prescrita amoxicilina e dipirona. Estranhei o diagnóstico porque minha filha não apresentava sintomas respiratórios além da febre, mas seguimos a orientação médica e iniciamos o tratamento.
Após alguns dias de uso do antibiótico, minha filha apresentou manchas vermelhas pelo corpo e diarreia. Diante da insegurança em relação ao quadro, buscamos outras avaliações médicas. Segundo outro médico e também após revisão do raio-X por um radiologista, fomos informados de que não havia sinais de pneumonia no exame.
Minha maior preocupação não é apenas a divergência diagnóstica entendo que medicina envolve avaliação clínica e que interpretações podem variar mas a condução do atendimento, a falta de acolhimento dos sintomas enquanto aguardávamos e a prescrição de um antibiótico para um diagnóstico que posteriormente foi questionado.
Gostaria de um posicionamento da clínica sobre:
1. O médico que realizou o atendimento era pediatra especialista ou médico em residência?
2. Quem supervisionou e validou o diagnóstico?
3. Qual foi o fundamento clínico e radiológico para o diagnóstico de pneumonia?
4. Por qual motivo não foi ofertado manejo da febre durante a espera?
Infelizmente, após essa experiência, perdi a confiança no serviço.
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Resposta da empresa
22/06/2026 às 09:55
Sra. Gabrielly,
Lamentamos a percepção pelo nosso atendimento e, conforme informei, parte da questão trazida se trata de conduta médica, que foi encaminhada à Gerência Médica para análise do prontuário médico da sua filha, lembrando apenas, que a Gerência e a Diretoria Médica são responsáveis pelo corpo clínico da instituição.
Em resposta aos seus questionamentos:
1 e 2:
A plantonista que atendeu sua filha é uma médica, devidamente graduada e registrada no Conselho Regional de Medicina, atualmente cursando a Residência Médica em Pediatria.
Os médicos residentes em pediatria têm licença, qualificação legal para exercer a medicina, possuem autonomia profissional e atuam seguindo protocolos clínicos rigorosos e diretrizes internas estabelecidas pelo Santa Isabella, para garantir a excelência e a segurança no cuidado de todos os nossos pacientes, com atuação supervisionada e orientada de médicos preceptores da nossa instituição. Nosso compromisso é com a saúde e o bem-estar dos nossos pequenos pacientes, e todos os procedimentos e condutas são tomados com a máxima responsabilidade e expertise da nossa equipe multidisciplinar.
A segurança dos pacientes e a qualidade do atendimento são valores fundamentais do Santa Isabella.
3:
Por se tratar de questão técnica médica, foi respondida pela Gerência Médica:
Recebemos sua manifestação e agradecemos por compartilhar sua experiência conosco. Compreendemos sua preocupação em relação ao atendimento prestado à sua filha e lamentamos que sua percepção sobre a assistência recebida tenha gerado insegurança e perda de confiança em nosso serviço.
Após análise detalhada do prontuário, dos exames realizados e dos registros assistenciais da equipe médica e de enfermagem, prestamos os seguintes esclarecimentos:
A paciente foi admitida em nossa unidade em 13/06/2026 com histórico de febre há dois dias e redução da aceitação alimentar. Na avaliação inicial, encontrava-se em bom estado geral, sem sinais de desconforto respiratório, com saturação adequada e temperatura aferida dentro da normalidade no momento da triagem.
Considerando a faixa etária da paciente e a ausência de um foco infeccioso evidente ao exame físico, foi realizada investigação diagnóstica compatível com o quadro clínico apresentado, incluindo pesquisa para vírus respiratórios, radiografia de tórax e tentativa de coleta de urina, exames frequentemente utilizados na avaliação de lactentes com febre sem foco definido.
Em relação à coleta de urina, foi realizada tentativa utilizando coletor apropriado para a idade. Durante o período de observação, houve diurese, porém não foi possível obter amostra adequada para análise, o que impossibilitou a conclusão desse exame durante a permanência da paciente na unidade.
Quanto ao manejo da febre, esclarecemos que não houve registro de febre durante as avaliações realizadas pela equipe assistencial enquanto a paciente permaneceu em observação no pronto atendimento. Ainda assim, a equipe manteve acompanhamento clínico e monitorização durante todo o período de permanência na unidade.
Após a realização dos exames, a paciente foi reavaliada pela equipe médica. Na interpretação clínica e radiológica disponível naquele momento, observou-se imagem compatível com opacificação em região retrocardíaca, achado que, associado ao contexto clínico, fundamentou a hipótese diagnóstica considerada pela médica responsável e a prescrição do tratamento instituído.
Compreendemos sua observação sobre a posterior revisão do exame. Ressaltamos, contudo, que a medicina é uma ciência baseada na integração entre história clínica, exame físico e exames complementares, sendo possível que avaliações realizadas em momentos distintos ou por profissionais diferentes resultem em interpretações divergentes, sem que isso necessariamente caracterize falha assistencial.
Em resposta aos seus questionamentos, informamos que os atendimentos foram realizados por médicos regularmente formados, habilitados e inscritos no Conselho Regional de Medicina, atuando de forma autônoma e dentro das atribuições profissionais legalmente estabelecidas.
Por fim, agradecemos suas observações, que foram encaminhadas à coordenação médica para análise e discussão interna, contribuindo para o aperfeiçoamento contínuo dos nossos processos assistenciais e da experiência dos pacientes e familiares atendidos em nossa instituição.
Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.
Dra. Vanessa Longuini (CRM/SP n *****)
Gerente Médica
Santa Isabella Serviços Médicos e Hospitalares
4:
Conforme apontado pela Gerência Médica, após verificar as anotações no prontuário médico eletrônico da sua filha, no momento da avaliação pela triagem e posteriormente na avaliação médica, ela não apresentava febre. Essa informação foi dada pela médica no terceiro parágrafo acima.
A orientação dada aos pais, é que retornem à triagem, se ainda estiver na fila de espera pelo atendimento médico e solicitem nova aferição. A triagem está orientada a fazer nova aferição, caso seja solicitado pelos responsáveis, e medicar o paciente, em caso de febre, enquanto aguardam atendimento médico. Caso o paciente já esteja em consulta com o médico, os responsáveis devem informar sobre o desconforto percebido para que seja feita nova aferição e oferecida medicação, pela enfermagem, em caso de febre.
Nossa Gerente Médica se coloca à disposição para esclarecimentos técnicos que se façam necessários.
Agradecemos seus apontamentos e permanecemos à disposição.
Atenciosamente,
Lygia Cury
Gerente de Relacionamento
Santa Isabella Serviços Médicos e Hospitalares
Réplica do consumidor
22/06/2026 às 21:00
Lygia, na teoria os protocolos parecem muito eficientes, mas a minha experiência foi completamente diferente.
Sobre o diagnóstico de pneumonia: posteriormente revisei o caso e o exame com outros pediatras e o que me foi explicado é que a imagem interpretada como pneumonia correspondia à área cardíaca, sem evidência compatível com o diagnóstico que me foi passado no atendimento.
Também gostaria de entender se houve discussão do caso com algum preceptor ou médico de apoio antes de fechar esse diagnóstico, porque, pelo que vivenciei, a decisão parece ter sido tomada sem validação adicional.
Outro ponto que me preocupou foi que a temperatura da minha filha foi aferida apenas na triagem. Durante a observação, apesar dos meus relatos de febre, não houve nova aferição. Além disso, observei uma profissional da enfermagem tossindo e espirrando durante o atendimento sem utilização de máscara, o que me gerou desconforto considerando que estávamos em ambiente pediátrico.
Não se trata de impressão ou interpretação isolada minha são fatos que aconteceram durante o atendimento e que me deixaram extremamente preocupada.
Como consequência, minha filha de apenas 9 meses utilizou antibiótico por quase 7 dias por um diagnóstico que posteriormente foi questionado por outros profissionais. Independentemente da intenção da equipe, isso gerou exposição desnecessária a medicamento, desgaste emocional e perda de confiança no atendimento.
Meu objetivo com esse relato não é apenas registrar insatisfação, mas pedir que revisem fluxos, reforcem discussões clínicas e processos diagnósticos para evitar que outras crianças passem pela mesma situação.
Consideração final do consumidor
22/06/2026 às 21:00
Lygia, na teoria os protocolos parecem muito eficientes, mas a minha experiência foi completamente diferente.
Sobre o diagnóstico de pneumonia: posteriormente revisei o caso e o exame com outros pediatras e o que me foi explicado é que a imagem interpretada como pneumonia correspondia à área cardíaca, sem evidência compatível com o diagnóstico que me foi passado no atendimento.
Também gostaria de entender se houve discussão do caso com algum preceptor ou médico de apoio antes de fechar esse diagnóstico, porque, pelo que vivenciei, a decisão parece ter sido tomada sem validação adicional.
Outro ponto que me preocupou foi que a temperatura da minha filha foi aferida apenas na triagem. Durante a observação, apesar dos meus relatos de febre, não houve nova aferição. Além disso, observei uma profissional da enfermagem tossindo e espirrando durante o atendimento sem utilização de máscara, o que me gerou desconforto considerando que estávamos em ambiente pediátrico.
Não se trata de impressão ou interpretação isolada minha são fatos que aconteceram durante o atendimento e que me deixaram extremamente preocupada.
Como consequência, minha filha utilizou antibiótico por 7 dias por um diagnóstico que posteriormente foi questionado por outros profissionais. Independentemente da intenção da equipe, isso gerou exposição desnecessária a medicamento, desgaste emocional e perda de confiança no atendimento.
Meu objetivo com esse relato não é apenas registrar insatisfação, mas pedir que revisem fluxos, reforcem discussões clínicas e processos diagnósticos para evitar que outras crianças passem pela mesma situação.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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