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São Paulo - SP

05/01/2024 às 22:00

ID: 179817037

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Passei por uma breve internação na Clínica Maia, Bela Vista - Itapecerica da Serra. Fiquei 19 dias internada e fiquei decepcionada com o tratamento dos chefes de enfermagem da clínica, enfermeira chefe Taís, enfermeiro chefe Rodrigo e enfermeiro chefe Joelsio, são pessoas detestáveis, sem empatia nenhuma e sem preparo para lidar com pacientes em situação tão vulnerável como eu me encontrava. Fui internada por depressão e por diversas vezes quando precisei do apoio desses profissionais, eu fui negligenciada.
Além da depressão, tenho um problema sério na coluna lombar, onde tenho até uma cirurgia com 6 parafusos. Numa noite me queixei de dor intensa e então solicitei um dorflex para amenizar a dor, o enfermeiro Joelsio sem nem ao menos procurar saber do meu problema, me negou o remédio e madou as técnicas do plantão Eva e Rose me passarem o recado pois ele mesmo, nem se dava o trabalho de falar pessoalmente conosco, o que já acho um descaso. Ok fui me deitar e dormir mesmo com dor. Quando foi de madrugada, eu acordei sentindo a dor com mais intensidade ainda, me levantei e fui ao posto de enfermagem, expliquei às mesmas técnicas que eu continuava com muita dor e que até perdi o sono, daí então elas contataram o enfermeiro Joelsio pelo rádio e o mesmo liberou o dorflex. Por que ele esperou eu dormir com dor, acordar no meio da madrugada com mais dores ainda para só então, me liberar um medicamento que eu havia *******, momentos antes de dormir?
Após a minha segunda semana de internação um plantão da noite percebeu que minha pressão arterial estava dando alterada, com isso me orientaram à pedir que todos os outros plantões fizessem a aferição dos meus sinais e assim, passei a fazer. Primeiro dia, pressão bem alta, 15x90, segundo dia, alta tbm, 14×90, terceiro dia, 16x10 e comecei a ficar muito preocupada, um técnico ou outro fazia algum comentário mas ninguém fazia nada, até que comecei a questionar se não passariam com algum médico para ver sobre minha pressão, se não teria que entrar com alguma medicação, e só falavam que iam passar para o enfermeiro do plantão e ficava por isso mesmo. E passava-se mais um dia e, minha pressão dava alta antes mesmo do café da manhã e eu comecei a ficar alterada com a falta de cuidado da equipe de enfermagem, os técnicos até eram atenciosos, mas eles não podiam fazer nada sem o aval do enfermeiro chefe. Com a pressão arterial estando bem alta, muito fora do meu normal que sempre foi 12x80 pra baixo, comecei a sentir também fortes dores de cabeça, me davam dipirona e mesmo assim a dor não passava, comecei a me angústiar com a situação, a sentir que estava sendo negligenciada, sendo tratada com indiferença diante da minha queixa com a pressão alta e as dores de cabeça. Após 1 semana sentindo dor de cabeça sem separar e com a pressão alta em todas as aferições, eu estava no meu limite, estava nervosa, muito aborrecida e sentindo angústia, foi então que pedi um remédio S.O.S. (todos os pacientes internados, possuem essa medicação de urgência, para EVITAR casos crises, muita agitação, insônia, etc). Eram exatamente 13h15 quando pedi, falaram que não podiam me dar naquele momento porque o técnico estava sozinho e precisava esperar o colega voltar do almoço, indignada e com muita dor, eu respeitei e fui esperar, quando foi 14h30 eu voltei e cobrei o remédio SOS novamente, daí o técnico disse que ia sair naquele momento para buscar, fui esperar novamente, voltei depois de uns 20 minutos e estava outra técnica, a Sara no postinho, e ela disse que ia falar com o enfermeiro Rodrigo para ele liberar o remédio para mim, eu tentando ser educada apesar de já estar muito alterada pela situação de muito stress e dor que me proporcioram, eu expliquei para ela que o Rodrigo já estava sabendo e que o técnico Pedro tinha saído para buscar o remédio e que naquele momento já estava fazendo 2h que eu estava aguardando equilibradamente, foi quando ela falou que acabara de retornar do almoço dela e que ninguém havia passado nada para ela e que eu teria que esperar. Como assim esperar gente, esperar ainda mais? Daí eu não aguentei, testaram e desrespeitaram todos os meus limites, eu comei a chorar, a falar alto, mostrar a minha insatisfação e desespero por estar internada ali, que é praticamente igual a estar presa, e precisando de ajuda médica e NINGUÉM fazia nada, entrei numa crise de pânico, chamaram psicólogos, o enfermeiro Rodrigo apareceu, ficou me olhando com um olhar de desprezo e indiferença que nunca mais se Deus quiser eu quero passar por isso novamente e finalmente me deram o remédio SOS. Depois que eu me desestabilizei, me alterei, entrei em crise, eles me olharam, me viram e me atenderam, mas precisava deixar chegar a isso? Qual a função do remédio SOS, não era para dar um apoio e evitar crises? Não é para casos de emergências? E sendo emergência, por que temos que esperar o funcionário voltar do almoço para nos medicar?Primeiro tem que esperar pegar fogo para depois apagar o incêndio? Eu me senti muito mal, senti que não fui olhada com empatia, não tive um atendimento humanizado, individualizado, esperaram eu passar mal, muito mal para só depois me socorrerem. Naquele dia fiquei mal pro resto do dia.
No dia seguinte, já acordei angustiada, agitada pela situação do dia anterior, me arrumei pra ir pro café da manhã e fui primeiramente ao posto de enfermagem, eram 07h50, pedi para PROVIDENCIAR o meu SOS, pois eu já sabia que não me dariam na mesma hora, e como resposta já ouvi, "SOS só após as 10h", poxa eu não estava bem, eu ia ter que esperar duas horas de novo? Então expliquei para a técnica Tatiane, que eu estava angustiada e que não queria acabar me desestabilizando, pois eu já havia passado mal no dia anterior, ela me olhou rapidamente e disse que ia ver com a enfermeira Taís, eu agradeci e voltei para o quarto, não fui mais tomar café pois comei a chorar e não queria me expor pros colegas. Se passaram 50 minutos e já íamos começar uma atividade obrigatória, e então saí do quarto para cumprir a mesma, mas como eu não estava bem, fui novamente ao postinho de enfermagem e perguntei de novo pra técnica Tatiane sobre o meu SOS, ela respondeu que ainda ia ver, me retirei sem falar nada e fui pra sala na atividade em grupo, ao me sentar eu já senti que estava com a respiração mais acelerada, tentei me controlar mais não foi possível, comecei a chorar, a sentir falta de ar, coração muito acelerado, mãos https://******* uma crise de ansiedade e desmaiei. Quando voltei a consciência eu estava no SEP (Setor de Emergência Psiquiátrica), é um quarto em que ficamos em vigilância 24 por dia. Lá mediram minha pressão e a mesma estava 14x11, muito alta para o meu normal, me deram o SOS, que mais cedo me falaram que só poderia ser após as 10h, e naquele momento não eram 10h ainda. Novamente esperaram eu perder o meu controle, eu entrar numa crise, a pressão arterial subir mais ainda, para só depois me atenderem. O pior era o meu sentimento de frustração, pois eu procurei a clínica Maia como referência em tratamento da saúde mental, eu estava muito doente psicologicamente, (mesmo agora, ainda não estou totalmente bem), e ninguém estava fazendo nada por mim ali, e eu estava de mãos atadas, pois estava totalmente à mercê deles, aquilo era triste e aterrorizante, nem informações minhas, eles passavam para a minha família, meu marido disse que diversas vezes mandava msg perguntando por mim e eles nunca responderam, minha mãe ligavam e eles não atendem o telefone, que tratamento humanizado é esse, que negligenciam a gente paciente e não tranquilizam nossas famílias com uma simples msg?!
Naquele dia passei o resto do dia no SEP em observação, pois a minha pressão não baixava, finalmente passaram o meu caso para o médico do dia e o mesmo foi me ver, se eu não me engano é Dr. Pedro o nome dele, ele foi muito atencioso comigo, eu falei que meu pai era e minha mãe é hipertensa, que ela já teve até um AVC, e a situação da minha pressão estar alta todos os dias mais a dor de cabeça e ninguém tomando nenhuma ação, estava me deixando muito mal, eu havia melhorado no quadro depressivo e estava com medo de regredir por não estar sendo respeitada e acolhida com minhas queixas. Ele pediu pra eu ficar tranquila, pediu desculpas pela situação ter chegado onde chegou e me prescreveu o remédio de pressão (Losartana). Agradeço a este Dr. e a enfermeira Natália que me olharam de forma individual e humanizada.
Meu marido acabou me tirando da clínica antes do término do tratamento, porque viu que eu tive uma melhora significativa no quadro depressivo, até a psicóloga Priscila concordou com a minha evolução, e com receio deu regredir pela negligencia desses péssimos profissionais que citei no início, ele achou melhor eu não ficar mais naquele ambiente.
Então essa foi a minha péssima experiência com a clínica Maia, onde em muitos momentos me senti extremamente infeliz e solitária, negligenciada, sem acolhimento. Um lugar onde recorremos em meio ao desespero, desesperança com a vida, em enorme sofrimento, não deveríamos ser e nem nos sentirmos mal tratados dessa forma.
Espero que com o registro da minha reclamação, a forma no tratar, no olhar dos enfermeiros chefes para com cada paciente em individual, possa mudar sinceramente para melhor.
Nesta profissão as pessoas precisam ter amor, se não nada adianta, e numa internação o que os pacientes mais precisam é de amor e respeito para com a doença que estão enfrentando.

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Resposta da empresa

08/01/2024 às 12:08

Prezada, Luana
Agradecemos as pontuações! Estamos dedicados a investigar o seu caso e resolver. Permanecemos à disposição para oferecer o melhor atendimento possível.

Atenciosamente,
Equipe Clínica Maia

Consideração final do consumidor

09/01/2024 às 11:34

Uma resposta padrão e indiferente, assim como o tratamento na clínica. O que esperar dessa instituição que se interessa apenas pelo dinheiro das pessoas que se internam, quanto mais gente melhor, enquanto os traumas que ficamos muitas das vezes são irreparáveis.
Claro que eles nunca darão uma resposta pública se retratando, se desculpando ou algo do tipo, mas assim como as outras dezenas de reclamações aqui registradas (que são bem parecidas), espero ajudar famílias que estão buscando um tratamento sério e humanizado para seus entes, à não recorrerem à Clínica Maia jamais como opção. E a acredito na justiça de Deus que no momento certo chegará para cada um de nós, individualmente.
Sem mais!

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