Clínica cobrou valor adicional e não forneceu nota fiscal detalhada após implante de DIU com produto errado e reposicionamentos ineficazes.

Reclamação não respondida

Não respondida

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Brasília - DF

20/07/2026 às 11:21

ID: 254336777

Resumo do caso:
No dia 31/03/2026 eu contratei um pacote para implante de DIU de Cobre na Clínica Nova Saúde (Águas Lindas de Goiás) no valor de R$ 1.248,00. De início eu já havia feito um ultrassom em outro local para assegurar que podia fazer o implante, mas como estava incluso no pacote e a médica recomendou, eu fiz um novo ultrassom para saber as dimensões ulterinas e confirmar. Na conferência dos resultados, eu perguntei a médica sobre os próximos passos e ela confirmou que seria implantado um DIU de cobre da marca Andalam no tamanho normal, até questionei a diferença desse para outros modelos e tamanhos, e ela confirmou que no meu histórico (tinha tido filho e dimensões ulterinas normais, que não eram atendidas pelo tamanho menor que o normal) seria o tamanho normal mesmo. Porém no dia do procedimento, a médica responsável informou que estava sem o tamanho normal disponível e iria substituir pelo "Mini" que era menor do que ela mesma havia combinado na revisão dos resultados, eu fiquei insegura e questionei sobre essa mudança de última hora, até porque em todos os detalhes estavam listados no tamanho normal e esse era o combinado anterior, mas ela prosseguiu com o DIU Andalam Mini assegurando falsamente que serviria. Até aqui temos dois pontos, o primeiro é o acesso aos resultados para comparar o tamanho do dispositivo e confirmar o tamanho correto que era o tamanho normal que havia sido combinado, o segundo ponto é a falta de estoque do produto contratado para o dia agendado, nesse caso a médica não sugeriu reagendar ou aguardar o tamanho normal chegar e já afirmou que iria trocar o tamanho, mesmo diante da validação anterior.
Devido ao erro na escolha do produto, o dispositivo ficou deslocado desde o início, pois após o implante ela confirmou as marcações do aparelho e disse que ocorreu tudo bem, porém no primeira ultrassom de posicionamento o resultado foi o aparelho abaixo da região alvo, sendo necessário eu fazer 2 reposicionamentos, gerando sofrimento físico, dor e frustração, pois os 2 foram ineficazes (feitos com outra profissional, pois a médica que implantou o aparelho se desligou da clínica, inclusive), culminando na remoção definitiva do aparelho no dia 11/06/2026.

Até a retirada e antes do segundo reposicionamento, a gestora dos médicos conversou comigo, mas o que deveria ser um acolhimento foi transformado em um discurso de transferência de culpa no qual ela tentou incumbir no meu corpo o fato do aparelho não ter ficado no local correto, alegando uma expulsão espontânea, em uma tentativa de retirar a responsabilidade sobre a troca do tamanho do aparelho de última hora por falta de material contratado no dia agendado do implante. Porém, a própria gestora admitiu não ser médica e fez um comentário que nenhum dos outros profissionais do equipe médica fizeram, em nenhum momento seja por ultrassom ou análise visual foi constatado alguma evidência de expulsão, mas sim a aproximação aquém do esperado do aparelho no destino que ele deveria ficar, sem retrocesso, portanto sem expulsão ou culpa do meu corpo por um erro que não foi dele.

Enfim, para além do transtorno, a clínica ainda me cobrou mais R$ 200,00 por fora para cobrir 2 ultrassons decorrentes do erro que estava fora do pacote. Não satisfeitos, ainda se negaram a fornecer a nota fiscal detalhada com os valores dos materiais e serviços pagos do pacote, sendo que isso foi solicitadono meu plano de saúde para ser anexado no detalhamento financeiro.

Após reclamação, a empresa confessou o erro via WhatsApp e ofereceu um novo procedimento. Por quebra de confiança, recusei nova intervenção invasiva e exigi o reembolso e o meu prontuário médico. A clínica me fez assinar um formulário digital e até quis exigir um prazo de espera de 30 dias úteis, mas citei a lei de LGPD para expor que esse prazo era ilegal e então a atendente garantiu por escrito a entrega do prontuário em PDF e a resposta do estorno até o dia 16/07/2026. Até o momento, a empresa mantém-se em total silêncio, retendo meus dados de saúde.

Fundamentação Legal:
Artigo 20, vício do serviço (CDC): Direito à restituição integral e imediata do valor pago por falha grave na prestação do serviço.
Artigo 6, III e Artigo 39 (CDC): Prática abusiva, cobrança indevida e recusa de emissão de nota fiscal detalhada.
Artigo 19 da LGPD (Lei 13.709/18): Infração federal pela retenção ilegal e omissão na entrega de dados médicos/prontuário, cujo acesso deve ser gratuito e facilitado, sendo que no formulário preenchido tenho uma cláusula cobrando R$10,00 para a entrega do documento de prontuário no formato PDF, mas esclareci que isso é ilegal.

Pedido / Detalhes da Reclamação:
Diante do exposto, exijo:
A restituição imediata e integral do valor do pacote (R$ 1.248,00) acrescido do reembolso dos exames cobrados indevidamente por fora (R$ 200,00), totalizando R$ 1.448,00.

O envio imediato do meu prontuário médico completo em formato PDF para o meu e-mail, de forma gratuita, conforme determina a LGPD.

A emissão da nota fiscal detalhada dos serviços contratados e pagos.

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