Grave descaso e negligência com paciente internado alerta para outras famílias

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São Paulo - SP

27/07/2026 às 01:17

ID: 254892277

Meu pai esteve internado nesta clínica e nossa família vivenciou situações extremamente graves de descaso, negligência e falta de cuidados básicos com um paciente em situação de vulnerabilidade.

Durante o período em que esteve sob responsabilidade da instituição, meu pai passou mais de 24 horas sem receber alimentação e ficou 3 dias sem tomar banho, mesmo dependendo completamente da equipe para seus cuidados básicos de higiene. Também houve negligência em relação à troca de fraldas.

Meu pai é hipertenso e ficou sem a medicação necessária para o controle da pressão arterial, fazendo com que sua pressão se desregulasse. Posteriormente, ele apresentou um quadro com suspeita de possível infarto. Impossível ignorar a gravidade de deixar um paciente hipertenso sem seu medicamento de uso contínuo e permitir que sua pressão se descontrole enquanto ele estava sob os cuidados da instituição.

Também houve aplicação de medicação errada, problemas relacionados à perda ou desaparecimento do prontuário e falta de comunicação adequada sobre resultados de exames importantes.

E, para completar, no momento da saída, a clínica se recusou a entregar o prontuário do meu pai, dificultando o acesso da família a um documento essencial para o acompanhamento da saúde e a continuidade adequada do tratamento.

O que torna toda essa situação ainda mais revoltante é que, mesmo diante de todas essas falhas, ainda tentaram colocar a responsabilidade sobre a família, como se os problemas tivessem acontecido porque não havíamos comunicado ou acompanhado adequadamente o paciente.

Isso não corresponde à realidade.

Meu pai esteve acompanhado pelos familiares durante todo o período em que esteve na clínica. As situações foram comunicadas e discutidas diretamente com a coordenadora *****, com médicos plantonistas e com enfermeiros. A família esteve presente, acompanhando a situação, buscando informações e cobrando constantemente os cuidados necessários.

Portanto, não é aceitável tentar transferir para a família a responsabilidade por falhas que ocorreram enquanto meu pai estava sob os cuidados da instituição. Não faltou comunicação por parte da família. Não faltou acompanhamento. Não faltaram tentativas de buscar informações e cobrar os cuidados necessários.

Ainda assim, meu pai ficou 3 dias sem tomar banho, passou mais de 24 horas sem alimentação, ficou sem a medicação para controle da pressão, teve a pressão desregulada, recebeu medicação errada, houve problemas relacionados ao seu prontuário, não recebeu adequadamente informações sobre resultados de exames e, ao deixar a clínica, ainda tivemos dificuldades para obter seu próprio prontuário.

Estamos falando de uma pessoa que dependia completamente da equipe para receber alimentação, medicamentos, higiene e cuidados básicos. Mesmo assim, foi necessário cobrar aquilo que deveria ser obrigação da instituição: alimentar o paciente, dar banho, trocar sua fralda, administrar corretamente seus medicamentos, acompanhar adequadamente sua condição de saúde e garantir o acesso à sua documentação.

Meu pai já não está mais nesta clínica, mas considero fundamental deixar este relato como um alerta para outras famílias. Muitas vezes, confiamos que nossos familiares estão sendo bem cuidados porque estão dentro de uma instituição de saúde. Porém, a realidade que vivenciamos mostrou que é necessário questionar, acompanhar e fiscalizar constantemente até mesmo os cuidados mais básicos.

Se você está pensando em colocar um familiar nesta clínica, especialmente alguém idoso, debilitado ou dependente de cuidados, pesquise muito antes de tomar essa decisão. Converse com outras famílias, conheça o local e procure saber como os pacientes realmente são tratados no dia a dia.

Nenhum familiar deveria precisar descobrir que seu ente querido passou fome, ficou 3 dias sem banho, teve problemas com medicação, ficou sem seu remédio de controle da pressão, teve sua saúde colocada em risco e ainda enfrentou dificuldades para ter acesso ao próprio prontuário ao deixar a instituição.

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