Negligência com os pacientes.

Não respondida
São Paulo - SP
28/07/2026 às 08:42
ID: 255002971
Rede Altana Premium Care Unidade Borges Lagoa.
Essa avaliação é um alerta para que nenhuma família confie um ente querido a esta clínica.
Meu primo, em recuperação de um AVC hemorrágico, foi transferido para esta instituição após uma longa internação hospitalar, já estabilizado e com um plano terapêutico bem estabelecido. Logo na admissão, a clínica perdeu seu prontuário, receitas e toda a documentação encaminhada pelo hospital de origem. Como consequência, ele permaneceu por horas sem receber medicamentos essenciais (anti-hipertensivos, antibióticos e analgésicos), sem alimentação enteral e sem hidratação. A justificativa para a suspensão da hidratação foi a presença de diarreia por Clostridium, uma conduta que nos pareceu extremamente preocupante, considerando que a própria diarreia aumenta o risco de desidratação.
No dia seguinte, tentaram administrar cloreto de sódio a um paciente com histórico recente de hipernatremia e comprometimento renal, condições que já haviam sido controladas durante a internação hospitalar.
Durante os três dias em que permaneceu na clínica, ele não recebeu sequer um banho no leito. O antibiótico foi suspenso sem confirmação de resolução da infecção e sem realização de exames. Também foi iniciado um probiótico sem qualquer avaliação prévia, apesar do histórico de dois choques sépticos e da condição de imunossupressão, situação que exige extrema cautela.
O paciente, que chegou com pressão arterial controlada, apresentou registros entre 150x100 e 220x120, conforme o próprio prontuário da clínica. Mesmo diante desses valores, nenhuma conduta eficaz foi adotada. Apenas quando foi solicitado uma ambulância para retorná-lo ao hospital de origem foi administrada uma medicação para reduzir a pressão, evitando um risco cardiovascular ainda maior.
As duas médicas responsáveis demonstravam desconhecer o caso. Diante de perguntas objetivas, as respostas eram repetidamente: "não sei" ou "não tenho essa informação", evidenciando que sequer conheciam o prontuário do paciente.
Além disso, foi presenciado diversas falhas graves de assistência: banheiros com fezes nas paredes, profissionais manipulando pacientes sem uso de luvas, sonda nasoenteral obstruída e descumprimento de protocolos básicos de segurança do paciente.
Se a família não estivesse presente e vigilante durante todo o tempo, acreditamos que ele teria corrido sério risco de vida.
Nossa experiência foi marcada por negligência, desorganização e falta de preparo técnico. Além do medo de perder nosso ente querido nas mãos de profissionais desqualificados.
Este relato é para que outras famílias tenham conhecimento do que vivemos antes de decidir confiar a vida de seus familiares a esta instituição.