Relato sobre a falta de acessibilidade na Clínica São Matheus, em Goiânia

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Goiânia - GO
23/06/2026 às 17:27
ID: 252172507
Ontem passei por uma situação que considero importante compartilhar para alertar outras famílias que possuem idosos, pessoas obesas ou com mobilidade reduzida.
Minha avó, de 92 anos, com obesidade mórbida, acabou de sair de uma internação e ainda está bastante debilitada. Ela consegue caminhar, mas com muita dificuldade e apresenta pressão baixa.
Fomos à Clínica São Matheus, em Goiânia, para a realização de um exame. Ao chegarmos, fomos surpreendidos pela falta de uma cadeira de rodas adequada para pacientes obesos, apesar de a clínica informar em seu perfil que possui acessibilidade.
Como engenheira civil, também observei que o acesso até a sala de exames é feito por corredores estreitos, com curvas de 90, que, na minha avaliação, aparentam não oferecer o espaço de circulação previsto pela NBR 9050 para cadeiras de rodas.
Sem uma cadeira apropriada, minha avó precisou caminhar até a sala do exame. Foi um percurso extremamente difícil, cansativo e, principalmente, perigoso. A todo momento existia o risco de uma queda ou até mesmo de um desmaio. Se ela caísse, dificilmente conseguiríamos levantá-la, e as consequências poderiam ter sido muito graves.
Somente na volta lembraram da existência de uma cadeira utilizada no setor de ressonância, que finalmente comportava o peso dela e permitiu o retorno com segurança.
Não escrevo isso para buscar qualquer benefício ou vantagem. Escrevo porque essa situação pode acontecer com qualquer família. A acessibilidade não é um detalhe nem um favor: ela é essencial para garantir dignidade, segurança e atendimento adequado às pessoas que mais precisam.
Espero sinceramente que a clínica reveja essa questão e providencie equipamentos e estrutura compatíveis com pacientes obesos, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Ninguém deveria passar pelo risco e pela humilhação que minha avó enfrentou ontem.