Negligência em cirurgia veterinária causa sequelas irreversíveis em pet

Não respondida
Guarujá - SP
11/02/2026 às 10:35
ID: 240424135
No dia 8 de julho de 2025, entreguei minha pet Branca aos cuidados da veterinária e professora universitária *****, do Hospital Clinvet 24 horas, em Santos (SP), confiante no sucesso da cirurgia para remoção de um mastocitoma na região do ânus. Mas, infelizmente, não foi o que aconteceu.
Relato o caso somente agora, porque Branca precisou passar por mais duas cirurgias para reconstrução do ânus já em uma clínica veterinária de São Paulo, recebendo alta apenas em 26 de janeiro de 2026.
No Clinvet, Branca teve alta em 9 de julho, sem conseguir defecar. Nos dias 10 e 11, enviei fotos e vídeos mostrando o esforço e a dor dela às veterinárias responsáveis pela cirurgia, Paola e a oncologista *****. A orientação era sempre a mesma: procurar os veterinários de plantão, o que fiz nos dias 12 e 20 de julho. Depois, fui informada que o retorno deveria ocorrer apenas um mês após a cirurgia para retirada dos pontos.
No dia 8 de agosto, retornamos ao Clinvet. Branca não foi examinada pelas veterinárias responsáveis pela cirurgia. Foi levada por um jovem que eu nunca havia visto no hospital e devolvida pouco depois, enrolada em sua cobertinha. Em casa, percebi que os pontos da patinha traseira estavam intactos, o que me obrigou a buscar socorro em minha cidade.
O caso foi normalizado menos por mim. Continuei insistindo por respostas. Após muitas mensagens, fotos e vídeos mostrando fezes formando um tampão no ânus, a consulta pós-cirúrgica foi marcada para 25 de setembro. O diagnóstico foi devastador: Branca havia perdido o reflexo anal. Durante a cirurgia, foram atingidos o esfíncter, removida a glândula adanal e aberta a patinha traseira para retirada do linfonodo poplíteo que, segundo registros, já havia sido removido em maio de 2024, no mesmo hospital e pelas mesmas veterinárias.
As explicações variavam: eletroquimioterapia local, profundidade do tumor ou retirada da glândula adanal. Nenhuma comprovação. Nenhuma resposta definitiva. Nenhuma solução. Solicitar imagens seria inútil sob alegação de cláusulas contratuais.
O sofrimento da Branca continuava. Somente em 6 de outubro, Paola conversou comigo e me orientou a retirar manualmente as fezes com o dedo, usando luva e óleo de coco, afirmando que era superpossível. Tentei diversas vezes, mas Branca já estava extremamente estressada, escondia-se e rosnava. Ainda assim, a veterinária afirmou não saber que ela não defecava. Minhas mensagens a partir de 12 de julho e o próprio prontuário do hospital contradizem isso.
Mesmo diante de um quadro irreversível, a vet Paola sugeriu um tratamento multidisciplinar TOP (nas palavras dela), com consulta de R$ 350,00 com a Nutricionista, 5 hospedagens gratuitas no hospital e sessões de Fisioterapia com os profissionais da Reabilita (pacote R$ 400,00).
Muito sincera, a veterinária da Reabilita informou que precisaria desses 5 dias para saber se Branca teria alguma resposta ou não. "Tratamentos para lesão de nervo periférico são, normalmente longos e precisam ser instituídos o mais rápido possível". Dia 31 de outubro, fui buscar Branca, as marmitinhas que sobraram azedas, os tapetinhos, os remédios dela e o cobertor sujo de fezes. Branca estava do mesmo jeito que deixei.
Após três dias sem evacuar, levei Branca às pressas a um hospital veterinário na minha cidade, onde foi realizada lavagem intestinal. A quantidade de fezes (foto anexa) era impossível de ser removida manualmente.
Cansada de tentativas e achismos, solicitei os prontuários para buscar um neurologista e outras terapias. Foi então que fui informada, de forma surpreendente, que Paola também era neurologista.
Hoje, Branca não evacua como antes. Mas, graças a Deus e à equipe de São Paulo, ela consegue eliminar seus brigadeirinhos ao latir, ao pular do sofá.. mas isso não importa, recolho com gratidão e alívio por vê-la sem dor.
*****, tutora da Branca.