Insatisfação com o tratamento recebido no hospital, incluindo falas desrespeitosas, preconceituosas e falta de humanidade na comunicação do prognóstico.

Respondida
Belo Horizonte - MG
27/06/2026 às 16:45
ID: 252514441
Quero relatar minha insatisfação com o tratamento que eu e minha família temos recebido deste hospital.
Meu irmão está internado na ala de oncologia e, em vários momentos, presenciamos situações que consideramos incompatíveis com a postura esperada de profissionais da saúde.
Em uma dessas ocasiões, meu irmão estava sentindo fortes dores e solicitou medicação. Como resposta, um enfermeiro disse: "A gente dá a mão e você quer o braço." Considero essa fala extremamente desrespeitosa, principalmente por se tratar de um paciente em sofrimento físico e emocional.
Em outra situação, uma médica disse a ele: "Você quer que eu te mande para onde você veio?" Entendemos essa fala como preconceituosa e discriminatória, especialmente considerando o histórico de vida do meu irmão. Nenhum paciente deve ser tratado de forma diferente por conta de seu passado, e profissionais da saúde devem prestar atendimento com respeito, ética e humanidade a todos.
Nosso objetivo com esta reclamação não é criar conflitos, mas solicitar que a direção do hospital apure esses acontecimentos e tome as providências cabíveis para que nenhum outro paciente ou familiar passe por situações semelhantes.
Esperamos mais empatia, respeito e profissionalismo no atendimento, especialmente em um setor tão sensível quanto a oncologia.
Também gostaria de destacar a forma como notícias difíceis são comunicadas aos pacientes e familiares. Em determinado momento, foi informado que o caso do meu irmão "não tinha mais jeito". Compreendo que os profissionais precisam transmitir informações médicas de forma clara e honesta, mas acredito que isso possa ser feito com mais empatia, sensibilidade e respeito. Meu irmão é um paciente jovem, com toda uma vida pela frente, e ouvir uma notícia dessa magnitude de forma tão direta e sem o devido cuidado torna o momento ainda mais doloroso para ele e para toda a família. Sei que médicos não são psicólogos e nem sempre têm treinamento específico para lidar com essas situações, porém estamos falando de pessoas que estão enfrentando momentos extremamente delicados. Um pouco mais de humanidade na comunicação faz toda a diferença para quem está recebendo uma notícia tão difícil.
Fomos hoje dia 27/06 pedir um relatório médico para tentarmos que meu irmão continue o tratamento no hospital Santa casa, e o médico que estava lá novamente falou que não tinha mais jeito no caso do meu irmão, que não tinha mais tratamento, porém, nós somos família, nós estamos sofrendo é somente nós sabemos o que estamos passando, temos o total direito de ter o relatório médico e a cópia de todo o prontuário do meu irmão.
Só o meu irmão sabe como está a cabeça dele agora, com apenas 27 anos a médica virar na cara dele e falar que não tem mais jeito e que vai mandar ele pra casa pra curtir o pouco tempo que tem com a família
"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana"
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Resposta da empresa
02/07/2026 às 11:25
Prezada Família, Agradecemos por compartilhar sua manifestação. Reconhecemos a sensibilidade e o sofrimento vivenciados por seu irmão e por toda a família neste momento tão delicado. Em atenção aos apontamentos apresentados, informamos que foi realizado acolhimento pela Coordenação de Enfermagem, bem como apuração junto às equipes assistenciais envolvidas. Ressaltamos que, durante o acolhimento, foram identificados registros de reconhecimento e elogios aos profissionais enfermeiros do setor por parte da própria família. Contudo., diante do cenário descrito na manifestação os profissionais da equipe foram abordados para tratativas educacionais. Quanto às falas atribuídas à equipe médica, os fatos relatados teriam ocorrido durante período de internação em terapia intensiva. Após avaliação junto à equipe assistencial, não foram identificados elementos que corroborassem os relatos apresentados. Consta que houve orientação ao paciente quanto à não utilização de aparelho celular, em conformidade com normas institucionais vigentes. Esclarecemos ainda que o paciente encontra-se acompanhado pela equipe de Cuidados Paliativos desde 25/03, em razão da complexidade e gravidade do quadro clínico. Em 10/04, durante acolhimentos realizados pela equipe especializada, foi registrado entendimento do paciente acerca da condição de saúde e do prognóstico. Em 26/06, novas informações sobre a evolução clínica foram compartilhadas e discutidas com a família, que recebeu novo acolhimento pela equipe de Cuidados Paliativos. Considerando a manifestação apresentada, foi solicitado novo acolhimento pela equipe de Cuidados Paliativos, com atendimento em 01/07, visando oferecer espaço adicional para escuta, esclarecimentos e apoio à família. Nos solidarizamos com o momento vivenciado e permanecemos à disposição para acolher suas necessidades, reforçando que a Coordenação Assistencial está disponível para prestar suporte sempre que necessário. Atenciosamente,
Sistema de Gestão de Manifestação - Ouvidoria FELUMA