Negligência da Coelho da Fonseca na venda de imóvel com ônus não informado

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São Paulo - SP

13/11/2025 às 15:47

ID: 231831377

INSATISFAÇÃO COM A NEGLIGÊNCIA DA COELHO DA FONSECA

Gostaria de expressar minha profunda insatisfação, indignação e frustração com a IMOBILIÁRIA COELHO DA FONSECA, uma empresa que se apresenta ao mercado como referência em profissionalismo, tradição e excelência em intermediação imobiliária, mas que, na prática, demonstrou uma conduta negligente, indiferente e completamente descompromissada com a boa-fé e com o consumidor.
Nas negociações, fui atendido pelo Gerente Comercial, *****, CRECI n *****, que conduziu toda a negociação com cordialidade e profissionalismo. Durante essa etapa inicial, tudo transcorreu perfeitamente: visitas, envio de documentos, análise do imóvel, assinatura do contrato e realização dos pagamentos. Em nenhum momento houve qualquer alerta de problema, pendência ou risco relacionado ao imóvel ou ao condomínio. Ao contrário: sempre foi reforçado que não existia qualquer ônus, processo judicial, ação contra o condomínio ou qualquer situação que pudesse comprometer a tranquilidade da compra.
O Gerente Comercial *****, sempre garantiu que o imóvel estava 100% livre e desimpedido, conforme as tratativas realizadas.
A Coelho da Fonseca, uma empresa com décadas de atuação e que se orgulha de seu alto padrão de atendimento, passou extrema confiança. E foi justamente essa confiança que me levou a prosseguir na compra, acreditando que, por se tratar de uma das maiores imobiliárias do país, haveria diligência mínima, responsabilidade profissional e análise criteriosa da documentação fornecida pelo vendedor.
Infelizmente, o que ocorreu foi o oposto.
Após a conclusão da venda e transferência dos valores, fui surpreendido com a existência de um processo trabalhista contra o condomínio, com sentença anterior à venda e já em fase recursal no período em que o imóvel foi colocado à venda pela própria Coelho da Fonseca. Ou seja, a ação já existia, já havia decisão judicial, e mesmo assim a imobiliária não realizou qualquer verificação, tampouco informou sobre o risco decorrente dessa demanda.
Essa omissão me trouxe um prejuízo estimado em mais de R$ 50.000,00, valor que jamais teria assumido se tivesse sido corretamente informado como é esperado de qualquer imobiliária que se diz séria, muito menos uma que cobra corretagem elevada e promete excelência em cada etapa da negociação.
Quando contatei novamente a Coelho da Fonseca para relatar o problema, a decepção foi ainda maior. O Direto Executivo, *****, que passou a tratar do assunto, simplesmente afirmou que a imobiliária não tem obrigação alguma de analisar documentos, alertar sobre processos existentes ou orientar o comprador sobre riscos jurídicos ainda que ela tenha intermediado a venda desde o início.
Essa postura demonstra não apenas negligência, mas desrespeito completo à boa-fé objetiva, ao dever de informação e à responsabilidade pós-venda. A Coelho da Fonseca se coloca como líder no mercado, mas quando o consumidor necessita de suporte, simplesmente abandona o cliente e se exime de qualquer responsabilidade.
A situação se agravou quando o caso foi levado ao conhecimento do Diretor Executivo, *****, que, mesmo após analisar o processo judicial, afirmou que a empresa não solicitará qualquer ressarcimento ao vendedor, não oferecerá qualquer tipo de apoio e que a situação não é de responsabilidade da imobiliária. Em outras palavras: após apresentar o imóvel como se estivesse livre de ônus, conduzir toda a transação, e demonstrar absoluto profissionalismo no momento da venda, a empresa vira as costas quando o problema aparece.
É revoltante perceber que toda a excelência prometida antes da assinatura do contrato desaparece completamente quando surge um problema real justamente quando o consumidor mais precisa da imobiliária que intermediou todo o negócio. A Coelho da Fonseca teve:
Oportunidade de verificar a documentação;
Dever de prestar informações claras;
Obrigação moral e ética de alertar sobre riscos;
Responsabilidade mínima de intermediar com transparência.

Mas preferiu agir com negligência, omissão, falta de zelo e total ausência de compromisso com o resultado da negociação.
É extremamente frustrante constatar que uma empresa com tantos anos de mercado, com uma reputação tão forte e com tanto investimento em marketing de qualidade, age com tamanha indiferença e desprezo pelo consumidor.
A sensação que fica é de que, enquanto a venda está acontecendo e a corretagem está garantida, o atendimento é impecável. Mas quando o consumidor enfrenta um prejuízo provocado por informações omitidas durante a negociação, a empresa simplesmente se recusa a resolver, alegando que não é responsável mesmo tendo participado ativamente de cada etapa da transação.
Essa conduta é incompatível com o que se espera de uma empresa do porte da Coelho da Fonseca. É incompatível com o Código de Defesa do Consumidor. É incompatível com o mínimo de ética profissional.
Hoje, além de lidar com um prejuízo significativo, sinto-me enganado, desrespeitado e totalmente desamparado pela imobiliária que deveria oferecer segurança e transparência. É lamentável que uma marca tão tradicional no mercado imobiliário brasileiro não esteja comprometida com a boa-fé e com a resolução de problemas causados por sua própria negligência.
A expectativa agora é que a empresa reveja sua postura, reconheça o erro grave cometido e apresente uma solução concreta, compatível com o dano sofrido e com a confiança que depositamos na marca durante todo o processo de compra.
Ademais, após consultar o reclame aqui fora notado que outros clientes passaram por uma situação semelhante e não foram respondidas e a situação não fora resolvida.
Aguardo uma resolução pela Imobiliária Coelho da Fonseca que me recebeu, apresentou o imóvel e negligenciou sobre dívidas, mesmo afirmando com base em experiência de mercado não existir qualquer ônus perante o imóvel ou que pudessem afeta-lo, ocorre que a credibilidade depositada em seus serviços não correspondeu à expectativa gerando uma enorme frustração.
Por fim, não recomendo qualquer aquisição junto a essa imobiliária, pois qualquer prejuízo que o comprador sofrer por negligencia será de sua inteira responsabilidade de acordo com as respostas que recebi dos executivos da Imobiliária Coelho da Fonseca.

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Resposta da empresa

13/11/2025 às 17:03

Ao contrário do exposto na reclamação, a Coelho da Fonseca agiu de acordo com o que consta na Legislação.
E, a bem da verdade, sequer recebeu sua comissão, que é devida pelo vendedor e teve o fluxo alterado diretamente pelas partes (comprador e vendedor), sem sua participação.
De toda forma, o próprio comprador, advogado que é, já ingressou em Juízo para demandar indenização do vendedor, exclusivamente, em clara demonstração de que eventual omissão foi da parte, não da imobiliária, que não tinha a informação de eventual contingência do condomínio e, para ficar claro, não tem obrigação ou mesmo viabilidade na apreciação de contingências condominiais.
Estando a disputa na esfera judicial, exclusivamente entre comprador e vendedor, não há espaço para reclamação contra a Coelho da Fonseca.
Finalizando, os ataques pessoais da reclamação, contra executivos da Coelho da Fonseca, são inverídicos, pois houve atenção ao caso e a resposta foi bem diferente da exposta. A Coelho da Fonseca não afirmou inexistir obrigação de análise documental (tanto que o contrato que a empresa sugeriu indica rol de documentos) e não se colocou contra qualquer auxílio: apenas enfatizou que o tema já está sob jurisdição estatal, não lhe cabendo julgar quem tem razão.

Réplica do consumidor

14/11/2025 às 12:30

A resposta apresentada pela Coelho da Fonseca não condiz com a realidade e contém informações inverídicas. É necessário esclarecer:

O aditivo de pagamento foi elaborado pela própria Coelho da Fonseca. A imobiliária afirma que não participou do fluxo financeiro, o que é falso.
O aditivo com a forma de pagamento foi produzido e encaminhado pela própria empresa, que acompanhou toda a negociação, tratativas e assinaturas. Portanto, não há como negar a participação direta na formalização do negócio.
Cabe, sim, à imobiliária verificar toda a documentação do imóvel. A empresa tenta dizer que não tinha obrigação de analisar contingências. Isso não faz qualquer sentido: a imobiliária é a especialista contratada justamente para conferir certidões, analisar documentos, verificar processos e garantir transparência.
Se a imobiliária não tivesse essa obrigação, o serviço dela não teria utilidade alguma. E mais grave: a ação trabalhista que gerou prejuízo já estava sentenciada um mês antes de o imóvel ser anunciado. Ou seja, era perfeitamente possível e necessário verificar essa informação, agindo com imprudência.
Se a imobiliária diz que não sabia, está confessando que não verificou nada e essa é exatamente a falha na prestação do serviço. Houve desleixo e negligência claros. A Coelho da Fonseca:
não verificou informações essenciais do imóvel;
garantiu ao comprador que a documentação estava regular;
intermediou documentos incompletos;
conduziu toda a assinatura sem alertar sobre riscos;
e agora tenta negar responsabilidade.

O resultado foi um prejuízo superior a R$ 50.*******,00, totalmente evitável se a empresa tivesse feito o mínimo.
Os executivos tentam se esquivar da responsabilidade. Ao contrário do que alegam, não houve ataques pessoais, mas sim relato de fatos.
Os executivos envolvidos prometeram auxílio, afirmaram que analisariam a situação, mas, quando o problema apareceu, passaram a negar qualquer responsabilidade, adotando postura defensiva e evasiva.
A Coelho da Fonseca é responsável, sim, pelo que ocorreu. A empresa tenta dizer que, por existir processo judicial entre comprador e vendedor, ela não teria relação com os fatos. Isso não procede. A imobiliária participou de toda a negociação:
coletou documentos,
orientou pagamentos,
elaborou aditivo,
atestou regularidade,
promoveu a intermediação,
e conduziu a assinatura do contrato.

Logo, faz parte da [Editado pelo Reclame Aqui] de consumo e responde solidariamente pelos danos, conforme o Código de Defesa do Consumidor.

Conclusão

A Coelho da Fonseca tenta afastar responsabilidade com informações que não correspondem à verdade.
O que ocorreu foi uma falha grave na prestação do serviço, que resultou em prejuízo direto ao comprador.
Confiei na empresa porque possui anos de mercado e se apresenta como referência.
Infelizmente, quando o problema apareceu, a imobiliária optou por se esquivar, negar fatos e não oferecer nenhuma solução real.
Reforço minha insatisfação e mantenho minha reclamação, aguardando uma postura responsável e coerente da empresa.