Bolsa Colcci com defeito de material e baixa durabilidade após poucas utilizações, com SAC negando responsabilidade por vício oculto.

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Sorocaba - SP
25/05/2026 às 11:12
ID: 249585883
Adquiri uma bolsa da marca Colcci acreditando estar comprando um produto de qualidade, durabilidade e acabamento compatíveis com o valor pago e com a reputação da marca. Porém, após pouquíssimas utilizações aproximadamente três vezes apenas a bolsa começou a apresentar problemas evidentes no material, com manchas, desgaste e pigmentação decorrentes do simples uso cotidiano.
Ao entrar em contato com o SAC da empresa, minha primeira surpresa negativa foi a postura completamente automática e indiferente diante da situação. Inicialmente, fui informada de que nada poderia ser feito porque já havia transcorrido determinado prazo desde a compra do produto, como se isso, por si só, anulasse qualquer responsabilidade da empresa sobre a qualidade do item vendido.
Mesmo explicando que o defeito não era perceptível no momento da compra e que surgiu posteriormente durante o uso comum da bolsa, a empresa insistiu em afirmar que, por terem passado mais de 90 dias da aquisição, não seria possível realizar qualquer tratativa.
No entanto, o próprio Código de Defesa do Consumidor prevê expressamente a situação de vício oculto justamente quando o defeito não é imediatamente identificável no momento da compra e só se manifesta posteriormente, durante a utilização do produto. Portanto, o prazo não pode ser interpretado de maneira absoluta quando estamos diante de um defeito que surge depois e demonstra inadequação do material ou baixa durabilidade do produto.
Posteriormente, após o envio de fotos e vídeos detalhados demonstrando o estado da bolsa, recebi uma nova resposta da empresa alegando que os danos apresentados seriam apenas marcas pontuais de coloração e pigmentação ocasionadas por fricção, descartando defeito de qualidade ou inadequação do material.
Essa justificativa, sinceramente, é ainda mais absurda.
Uma bolsa é um acessório de uso diário. Ela é feita justamente para acompanhar a rotina do consumidor, tendo contato com roupas, braços, superfícies e movimentos naturais do uso cotidiano. É completamente inadmissível que uma empresa utilize como argumento o fato de o produto sofrer fricção, sendo que isso é literalmente inerente à finalidade de uma bolsa.
Se um produto apresenta manchas, desgaste, deterioração ou alteração no material apenas pelo contato comum e inevitável do uso normal, isso não demonstra mau uso por parte do consumidor, mas sim uma evidente fragilidade e baixa qualidade do material empregado na fabricação.
Na prática, a própria justificativa apresentada pela empresa confirma que a bolsa não suporta condições normais de utilização sem sofrer danos visíveis.
Ou seja: para que o produto permanecesse intacto, ele praticamente não poderia ser utilizado, o que torna sua finalidade completamente inviável.
Além disso, é importante destacar que a bolsa foi usada pouquíssimas vezes, sempre com cuidado, justamente porque se trata de um item de valor mais elevado. Ainda assim, o material apresentou deterioração precoce incompatível com qualquer expectativa razoável de durabilidade.
O que mais causa indignação não é apenas o defeito em si, mas a postura da empresa ao tentar normalizar um problema claramente relacionado à qualidade do produto, transferindo ao consumidor a responsabilidade por um desgaste que ocorreu em condições normais e mínimas de uso.
Me senti extremamente frustrada, desrespeitada e decepcionada com a forma como o caso foi tratado, principalmente pela ausência de análise técnica adequada e pela tentativa constante de se eximir da responsabilidade sem considerar os direitos do consumidor previstos em lei.
Diante disso, registro aqui minha reclamação formal e solicito uma solução compatível com o problema apresentado, considerando a evidente inadequação e baixa durabilidade do produto adquirido.