Falta de feedback pedagógico e descarte de trabalhos avaliados no Colégio Mendel

Reclamação em réplica

Em réplica

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São Paulo - SP

13/02/2026 às 21:41

ID: 240703743

Desde 18/11 solicito, de forma reiterada, esclarecimentos pedagógicos sobre um trabalho avaliado com nota abaixo do esperado para meu filho, aluno do Colégio Mendel (unidade Tatuapé). A escola jamais apresentou o feedback técnico mínimo: não informou em quais critérios da rubrica o aluno não atendeu nem ofereceu orientação pedagógica para seu desenvolvimento.

Após insistentes tentativas de diálogo com coordenação, orientação e direção, a resposta institucional foi de que os trabalhos foram descartados, mesmo com a solicitação de esclarecimentos feita ainda durante o período letivo. Isso inviabiliza qualquer transparência no processo avaliativo e demonstra fragilidade grave de procedimento e de governança acadêmica.

A postura da escola foi defensiva, tentou encerrar unilateralmente o assunto e transferiu a responsabilidade para a família, o que considero inaceitável para uma instituição que se apresenta como referência em excelência educacional. O episódio revela uma desconexão entre o discurso institucional e a prática adotada.

Aguardo um posicionamento formal do Colégio Mendel sobre a falha ocorrida e quais medidas serão adotadas para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer com outros alunos e famílias.

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Resposta da empresa

20/02/2026 às 17:20

Em que pesem os argumentos lançados pela Sra. Luciane, em verdade ela insiste na obtenção de informações acerca da métrica adotada pela instituição de ensino quando da avaliação realizada no trabalho apresentado por seu filho, então aluno do colégio em 2025. Ocorre que ao contrário do que a referida Sra. aponta, na verdade, o Colégio Agostiniano Mendel detém procedimentos preexistentes e bastante objetivos para esclarecimentos de situações dessa ordem, bastando que os contatos efetivados pelos responsáveis dos alunos em questão ocorra num período máximo de 5 (cinco) dias após a divulgação da nota, tudo conforme consta no Regimento Escolar e no Guia de Normas e Condutas adotados pelo colégio e parte integrante do contrato de prestação de serviços educacionais regulador da relação aqui questionada, bem como da Deliberação publicada no site da instituição, o que, frisa-se, aqui não ocorreu.
Desta forma, e, com isso, o mesmo trabalho objeto de tal questionamento fora entregue aos alunos que o realizaram, de modo que, assim, o colégio já não mais o detém em seu poder. Importante ressaltar que os trabalhos que não foram retirados pelos estudantes ficaram armazenados no colégio até o final do ano letivo de 2025 e estiveram à disposição da Sra. Luciane para que tivesse a oportunidade de verificar se algum deles era de seu filho, mesmo estando fora do prazo previsto para tal esclarecimento. Não houve comparecimento, sendo que o colégio disponibilizou diversas datas para reunião presencial, a fim de esclarecer os critérios de avaliação pessoalmente, mas não houve disponibilidade por parte da família.
No mais, independente da veracidade dos argumentos acima, o fato é que os profissionais a frente da referida disciplina detém de autonomia para promoção da dita análise e avaliação, sendo que nenhum prejuízo fora sofrido pelo então estudante, o qual já não mais se vincula à instituição.
De qualquer forma, o compromisso da instituição é o de manter a excelência educacional, incentivando a autonomia dos alunos e seu desenvolvimento acadêmico, respeitando a qualificação técnica do corpo docente e os critérios de avaliação por eles adotados.
Atenciosamente,
Diretoria Colegiada

Réplica do consumidor

20/02/2026 às 17:34

Em primeiro lugar, é [Editado pelo Reclame Aqui] a afirmação de que o trabalho foi entregue ao aluno. O trabalho não foi devolvido, nem ao aluno nem à família, o que por si só já inviabiliza qualquer alegação de oportunidade de verificação posterior.

Causa estranheza que, apenas agora, a instituição passe a invocar um suposto prazo de 5 dias, argumento que nunca foi apresentado ao longo dos inúmeros contatos realizados desde 18/11, data a partir da qual venho solicitando, de forma reiterada e respeitosa, apenas o esclarecimento do critério de avaliação que resultou na nota 2 (de um total de 5) em um trabalho de Artes.

Importante registrar que não estou questionando a nota, mas sim o fundamento pedagógico da avaliação, o que é direito básico dos responsáveis e, sobretudo, essencial ao processo educativo do aluno. A negativa reiterada em prestar esse esclarecimento demonstra que o objetivo pedagógico não foi atendido, pois avaliar sem explicar não educa, apenas pune.

Também não procede a alegação de que houve tentativa efetiva de reunião com a família. A própria escola informou, à época, que a orientadora estava em treinamento na semana solicitada, e posteriormente foi sugerido um horário incompatível com a minha disponibilidade previamente informada. Ou seja, não houve real abertura para diálogo.

Adicionalmente, chama atenção o fato de que:
A escola se recusa a permitir contato direto com a professora;
Não apresenta qualquer registro formal, rubrica, critério de correção ou justificativa objetiva para a nota atribuída;
Afirma não ter mais o trabalho em mãos, mas ainda assim não consegue explicar a avaliação, o que evidencia falha grave de procedimento e de gestão pedagógica.

Portanto, é nítido que a instituição não dispõe mais de elementos mínimos que sustentem a nota aplicada, limitando-se a adotar uma postura defensiva, sem assumir sua responsabilidade no processo avaliativo e no dever de prestar esclarecimentos.

Reitero que o único pedido desde o início é simples e legítimo:
qual foi o critério utilizado para atribuir nota 2 ao trabalho apresentado?

Negar essa informação básica viola o dever de transparência e frustra o próprio propósito educacional do serviço contratado. A busca por esse esclarecimento continuará até que a escola cumpra minimamente seu papel pedagógico e institucional.

Réplica da empresa

24/02/2026 às 15:08

Prezada Sra. Luciane, em que pesem todos os argumentos já lhe destacados pela instituição subscritora, o fato é que nenhum deles parece atendê-la, mormente suas infundadas acusações e/ou alegações detenham um inquestionável subjetivismo e/ou achismo aqui não cabido. Sendo assim, damos por encerrada a presente tratativa, ficando V. Sa. à vontade para tomar as eventuais providências que entender cabível para fins de rediscussão da matéria pelas vias judiciais competentes, estando certa de que a instituição irá também promover a sua necessária e tempestiva defesa nos referidos autos, apontando os excessos e as infundadas acusações que nos são direcionadas.
At.,
Colégio Agostiniano Mendel

Réplica do consumidor

27/02/2026 às 18:18

Prezados,

Lamento profundamente o teor da resposta encaminhada, especialmente após seis anos de vínculo com a instituição, período em que meu filho foi aluno dedicado, respeitoso e academicamente comprometido.

Em nenhum momento minhas manifestações foram baseadas em achismos ou subjetividades, mas sim na ausência objetiva de elementos pedagógicos mínimos: não houve devolutiva formal do trabalho, não houve acesso ao material supostamente avaliado, não houve critérios claros de correção apresentados, tampouco justificativa individualizada para a nota atribuída.

Reitero que o ponto central nunca foi a nota isoladamente considerada, mas sim a ausência de transparência, de feedback pedagógico e de entrega do serviço educacional nos moldes contratados. A negativa reiterada de apresentar o trabalho ou esclarecer formalmente os critérios avaliativos evidencia que a demanda nunca foi efetivamente enfrentada.

Registre-se, ainda, que houve relatos semelhantes de outros responsáveis quanto à condução da disciplina, o que reforça que a questão não se limita a um inconformismo isolado.

Diante da postura adotada pela instituição que opta por encerrar unilateralmente a tratativa sem apresentar os esclarecimentos solicitados não resta alternativa senão buscar as vias administrativas e legais cabíveis, a fim de assegurar o direito à informação, à transparência avaliativa e ao respeito contratual.

Após anos de pontualidade, confiança e parceria com o colégio, é triste constatar que uma solicitação objetiva de esclarecimento seja tratada como excesso ou acusação infundada. Esperava-se postura compatível com os valores educacionais e humanos que a própria instituição afirma cultivar.

Seguirei, portanto, às instâncias competentes para a devida apuração dos fatos.