Mãe relata agressões recorrentes contra filha de 4 anos no Colégio Alicerce e falha na prestação de serviço

Não resolvido
São Paulo - SP
10/04/2026 às 18:49
ID: 245746355
Nunca imaginei que precisaria escrever algo assim, mas como mãe, cheguei ao meu limite. Minha filha, apenas 4 anos, sofreu agressões físicas repetidas dentro do Colégio Alicerce ao longo de meses, conforme relatos reiterados da menor e comunicações formais realizadas à instituição. E não se tratou de um episódio isolado, mas de uma situação recorrente que, apesar de diversas tentativas de resolução, não foi efetivamente solucionada.
Desde o ano passado, minha filha vinha relatando que estava sendo agredida por uma colega dentro da escola. Como qualquer mãe, confiei que a instituição tomaria as providências necessárias. Falei com professoras, coordenação e direção em diversas oportunidades, inclusive por meio de e-mails, sempre acreditando que a situação seria tratada com a devida seriedade. No entanto, isso não ocorreu.
Em 2026, a situação se agravou. Em fevereiro, minha filha relatou uma agressão que causou dor. Em março, foi agredida duas vezes no mesmo dia, inclusive dentro da sala de aula, o que é ainda mais grave, considerando tratar-se de um ambiente que deveria contar com supervisão constante. E, em abril, foi novamente empurrada sem qualquer motivo. Ou seja, não se trata de um fato pontual, mas de um problema contínuo.
O mais grave é que a própria direção do Colégio Alicerce reconheceu que essas situações não receberam a prioridade devida. Mesmo após esse reconhecimento, as agressões continuaram ocorrendo. Isso não é falta de comunicação. Trata-se de falha na prestação do serviço e omissão diante de fatos graves.
A instituição, enquanto responsável pela guarda, vigilância e proteção dos alunos durante o período escolar, não garantiu um ambiente seguro, especialmente considerando tratar-se de criança de apenas 4 anos.
Além disso, também enfrentei questões financeiras questionáveis, como a cobrança recorrente de matrícula e rematrícula, funcionando na prática como uma mensalidade adicional, bem como a obrigatoriedade de aquisição de material didático exclusivamente por meio da escola, sem possibilidade de escolha.
Diante de tudo isso, perdi completamente a confiança na instituição e tive que tomar a decisão de retirar meus filhos da escola, o que não foi fácil, especialmente pelo vínculo afetivo existente. Nenhuma mãe trabalha e investe em educação para ver seu filho exposto a situações recorrentes de agressão sem solução.
As medidas cabíveis já estão sendo adotadas junto aos órgãos competentes.
Espero, sinceramente, que o Colégio Alicerce reveja suas práticas, para que nenhuma outra criança passe por situação semelhante.
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Resposta da empresa
14/04/2026 às 20:25
Sra. Alessandra.
O Colégio Alicerce refuta integralmente as alegações apresentadas. Reiteramos que não houve qualquer agressão ou falha na prestação de nossos serviços. Com mais de 45 anos de trajetória ilibada, nossa instituição pauta-se estritamente pela resolução de conflitos por meio de diretrizes educativas e pedagógicas.
Em respeito à privacidade de menores de idade, o Colégio não discute casos individuais em canais públicos. O assunto está sob condução exclusiva de nosso Departamento Jurídico, que permanece como o canal oficial para quaisquer tratativas formais.
Atenciosamente,
Colégio Alicerce
Réplica do consumidor
14/04/2026 às 20:35
A resposta apresentada pelo Colégio Alicerce limita-se a uma negativa genérica, desprovida de qualquer enfrentamento dos fatos concretos relatados, os quais foram reiteradamente comunicados à instituição ao longo dos últimos meses, inclusive por meio de registros formais.
Não se trata de alegações abstratas, mas de episódios específicos, sucessivos e previamente reportados à equipe pedagógica e à direção, que, inclusive, chegaram a reconhecer internamente a ausência de priorização adequada na condução da situação.
A invocação de uma suposta trajetória institucional não afasta, em nenhuma medida, a responsabilidade objetiva da instituição de ensino quanto ao dever de guarda, vigilância e proteção dos alunos durante o período escolar, especialmente quando se trata de criança de apenas 4 anos de idade, em condição de manifesta vulnerabilidade.
A opção por não tratar casos individualmente em ambiente público não autoriza a simples negativa dos fatos, tampouco afasta os elementos já devidamente documentados, que demonstram a recorrência das ocorrências e a ineficácia das medidas adotadas.
O encaminhamento do caso ao Departamento Jurídico, por sua vez, apenas confirma que a situação ultrapassou a esfera pedagógica, evidenciando a sua gravidade e a necessidade de apuração sob a ótica da responsabilidade civil.
Diante desse cenário, permanecem hígidos todos os fatos narrados, assim como as medidas já adotadas junto aos órgãos competentes, com a devida preservação de provas.
Consideração final do consumidor
16/04/2026 às 13:00
Eu não poderia ter experiência pior.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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