A escola que prometia acolhimento virou um pesadelo para minha família

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São Paulo - SP

14/07/2025 às 14:05

ID: 222033021

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Tive uma experiência profundamente frustrante com esta escola, tanto no período em que meu filho estudou lá quanto após nossa saída.

Meu filho frequentou a instituição de fevereiro a maio de 2023. Todas as mensalidades até a saída foram pagas corretamente, inclusive a de janeiro, mesmo tendo matriculado meu filho no dia 15 de fevereiro.

Mesmo assim, a escola entrou com uma ação judicial para cobrar multa contratual, alegando que não respeitei o aviso prévio de 30 dias exigido em contrato. No entanto, comuniquei formalmente a saída com 25 dias de antecedência, o que por si só já demonstra boa-fé e intenção de cumprimento. Ainda assim, estão exigindo o valor integral da multa, de forma inflexível e desproporcional.

No processo judicial, a escola ainda alegou que não houve tentativa de acordo, o que é mentira. Solicitei reunião presencial e por e-mail, tentei resolver amigavelmente e inclusive propus acordo durante a audiência de conciliação, mesmo não concordando com a cobrança. A resposta foi negativa e, pior, ouvi do advogado da escola que iriam recorrer e me perseguir judicialmente,o que, de fato, estão fazendo até hoje.

Além disso, o contrato da escola apresenta cláusulas abusivas e duvidosas:

Venda casada de material escolar com uma papelaria parceira, sem opção de escolha;
E, no meu caso, cobrança de multa integral mesmo com aviso prévio razoável.

Sobre a cláusula usada para justificar a multa, ela diz:

O contrato poderá ser rescindido por iniciativa dos contratantes mediante requerimento escrito com aviso prévio de 30 dias, sendo devida a mensalidade do mês seguinte.

A redação dessa cláusula é vaga e ambígua. Em nenhum momento diz que, com 25 dias de aviso, haverá multa integral. A única penalidade expressa seria o pagamento da próxima mensalidade. Ou seja, é perfeitamente possível outra interpretação, como a de que o simples aviso geraria o pagamento de mais uma mensalidade, o que já está quitado.

Mesmo que a cláusula estivesse clara (o que não está), nada impede que escola e pais entrem em acordo, especialmente quando há intenção legítima de resolver o impasse, como tentei desde o início.

Além dos problemas contratuais e jurídicos, meu filho também foi mal acolhido. Por não dominar o inglês, foi exposto e constrangido em sala de aula, inclusive sendo encaminhado à diretoria em um episódio isolado, ainda em fase de adaptação, situação que abalou profundamente sua autoestima no período. Afinal o objetivo era que aprendesse o idioma.

Outro ponto importante que deve ser observado pelos pais:
as salas possuem carteiras duplas, e essa configuração física, infelizmente, pode expor alguns alunos a situações de desconforto, como toques indesejados de colegas mal-intencionados, pernas ou braços se encostando de forma insistente. Recomendo que os pais orientem seus filhos a trocar de lugar sempre que se sentirem desconfortáveis e, principalmente, que conversem com seus filhos para que aprendam a diferenciar o que pode ter sido um esbarrão acidental daquilo que é intencional. Nenhum aluno deve se sentir constrangido ou invadido em seu espaço.

Por fim, deixo um alerta aos pais, leiam atentamente cada cláusula do contrato. Se encontrarem termos abusivos, exijam alteração por escrito ou simplesmente não matriculem seus filhos. Como a própria escola declarou em juízo:
Se não estava satisfeita, era só não ter matriculado.

Infelizmente, essa frase representa exatamente a forma como nos sentimos tratados, como números, e não como seres humanos.

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Resposta da empresa

15/07/2025 às 08:29

Olá, Renata! Como vai?

Agradecemos por compartilhar seu relato.

O Colégio BAL tem como princípio o acolhimento, o respeito às famílias e a condução ética de todas as suas relações institucionais. Trabalhamos sempre com base em contratos claros, previamente acordados e assinados no momento da matrícula, com cláusulas padronizadas conforme a legislação vigente e amplamente adotadas no setor educacional.

Compreendemos que divergências contratuais podem ocorrer, mas reforçamos que buscamos sempre resoluções pautadas no diálogo e na via institucional adequada, respeitando o direito de ambas as partes. Em situações judiciais, os encaminhamentos seguem orientações legais, inclusive quanto às tentativas de conciliação, com registro formal de todas as tratativas.

Em relação ao acolhimento pedagógico e emocional, reiteramos que o bem-estar dos nossos alunos é prioridade constante. Qualquer situação pontual que tenha afetado o desenvolvimento ou a adaptação do estudante é tratada com seriedade por nossa equipe pedagógica, sempre aberta à escuta e a melhorias.

Sobre a estrutura física mencionada, informamos que seguimos normas técnicas e pedagógicas compatíveis com o nível de ensino, além de orientações constantes à equipe e aos alunos para garantir um ambiente respeitoso, seguro e confortável para todos.

Estamos sempre disponíveis para esclarecimentos e seguiremos à disposição para quaisquer dúvidas, pelo canal institucional ou diretamente com nossa equipe administrativa.

Atenciosamente,
Direção Colégio BAL

Réplica do consumidor

15/07/2025 às 16:19

Lamento que, mais uma vez, a escola use uma resposta genérica, sem abordar os fatos reais vividos por minha família. O contrato pode até estar dentro da lei, mas isso não justifica a rigidez, a falta de empatia e o despreparo emocional com que tudo foi conduzido.

Meu filho ficou apenas três meses no colégio, e mesmo assim passou por constrangimentos durante o período de adaptação, especialmente com uma professora que afirmou em voz alta que não responderia mais às perguntas dele, atitude inadmissível em qualquer ambiente educacional.

Pedi reunião com a coordenação para explicar pessoalmente a situação e tentar um acordo justo, mas nem sequer quiseram me ouvir.

Minha proposta era simples, paguei integralmente os meses de janeiro e fevereiro, mesmo meu filho só tendo começado as aulas no dia 15 de fevereiro. Ou seja, foram 45 dias pagos sem que ele estivesse matriculado. Além disso, ele sequer concluiu o mês de maio, pois pedi o cancelamento antes disso. Ainda assim, a escola insistiu em cobrar a multa integral, mesmo faltando apenas 5 dias para o fim do aviso prévio.

Também houve cobrança de taxa de papéis escolar com venda casada. Fui informada de que não poderia comprar em outro lugar, apenas pagando para o colégio repassar à papelaria parceira que, sinceramente, nem sei se existe, pois o colégio é extremamente pequeno e chegaram a desativar uma sala só para guardar materiais pagos pelos pais.

Meu objetivo naquela reunião negada era justamente explicar tudo isso, por que estava retirando meu filho, a forma injusta de cobrança, a ausência de acolhimento e a falha na prestação de serviços.

Outro ponto que me preocupa é a estrutura das salas com carteiras duplas, que pode expor nossos filhos a toques indesejados de colegas, algo desconfortável.

Como mãe, seguirei alertando outras famílias para que analisem com muito cuidado cada cláusula contratual antes de assinar.
Não recomendo o Colégio BAL.

Aos pais que estão pesquisando, recomendo que leiam os comentários no Google. Lá vocês encontrarão diversos relatos semelhantes ao meu. Alguns positivos (muitos parecem forçados), mas muitos outros de famílias frustradas com a postura inflexível da escola.

Deixo aqui o link para facilitar:
https://*******

E deixo uma dica à coordenação, escutar uma mãe em sofrimento não é fraqueza institucional, é empatia.

E uma pergunta sincera, será que realmente valeu a pena perseguir judicialmente uma mãe e um aluno por uma multa, sendo que o prejuízo maior foi nosso?

Um adolescente que deveria concluir o ensino médio e sair fluente em inglês teve seus planos interrompidos pela falta de bom senso de uma escola.

Se quiserem um exemplo de escola acolhedora, indico o Colégio Padre Moye, lá, quando meu filho chegou no meio do mês, não cobraram a mensalidade integral. E em momentos de dificuldade, sempre nos acolheram com diálogo e compreensão, exatamente o oposto da postura do BAL.

Consideração final do consumidor

15/07/2025 às 16:23

Nota 0 porque esqueceram que lidam com famílias, não com números. Falharam no acolhimento, na escuta e na empatia com um aluno que estava apenas começando.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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