Acontecimentos desagradáveis no colégio

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Taboão da Serra - SP

12/06/2023 às 23:22

ID: 166298561

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Bom dia, pessoal. Sou um ex-aluno da escola e gostaria de deixar meu relato sobre diversos acontecimentos um tanto quanto desagradáveis que ocorreram dentro da instituição.

Formulei esse texto expositivo com intuito de alertar pais e mães que estão pensando em trocar seu filho de escola ou que pretendem colocar em seu filho aqui. Já que avisado, vamos lá!

Primeiramente, gostaria de deixar enfatizado algumas frases que eu já escutei dos próprios funcionários da escola, sendo estas:

"O seu gato [Editado pelo Reclame Aqui] mesmo ou foi igual Jesus? depois de três dias voltou"

"Você está com vontade de levar uma advertência, professor?"

"Esse ensino médio não tem futuro, não estudam, são preguiçosos, não tem educação, são ignorantes" (******* que essa frase foi dita por um docente que nem mesmo lecionava no ensino médio para dar alguma opinião concreta sobre nós).

Para facilitar sua compreensão, separei em tópicos os assuntos que serão abordados a seguir.

Diretores

O primeiro tópico que eu gostaria de abordar é sobre os diretores da escola. Na realidade, eu não tenho tanta coisa para falar sobre eles, afinal, o único dia que eu os vi foi no dia da minha formatura, que, por sinal, ficaram negligenciando esse assunto por um bom tempo.

Uma coisa é certa, o Estado é laico. Isto é, ele não deve se manifestar em assuntos religiosos, não adotando nenhuma religião em específico, garantindo uma liberdade religiosa a todos. Tendo isso em vista, mencionarei atitudes questionáveis da diretoria em relação a isto.
A primeira atitude é eles terem vedado uma apresentação que minha sala faria sobre o livro "Auto da barca do inferno, uma obra clássica de mais de ******* anos atrás, simplesmente por ter a palavra "inferno" no nome, e também por se tratar de figuras religiosas na história da obra, não indo de acordo com o viés religioso dos diretores.
Outra atitude semelhante, foi terem negado fazermos uma trote com o tema "Halloween", usando o argumento que poderia assustar as crianças presentes na escola. O mais interessante disso tudo, é que essas mesmas crianças, em alguns dias, momentos após o sinal de início das aulas, tem que fazer uma oração em sala, oração essa de acordo com a religião dos diretores, sendo um desrespeito à liberdade religiosa que temos e também um desrespeito aos pais e as crianças que seguem outra religião.

Mas essa instituição é privada, não? Eles podem estabelecer um viés religioso.
Sim e não. Instituições privadas podem sim ter algum viés religioso, porém ele deve ser explícito a todos, como da instituição Adventista, por exemplo. Mas não é o caso do CETS. Resumindo: a escola não tem um viés religioso, mas sim os diretores, que estabelecem sua religião nela.

A partir do próximo tópico, o buraco vai ficando cada vez mais embaixo.

Equipe pedagógica

"A sra. Taurino nunca caminhava, ela sempre marchava como um soldado, com passos largos e os braços balançando ao lado do corpo. Ela marchava pelo corredor, bufando à medida que avançava. Se por acaso um grupo de crianças surgisse em seu caminho, ela passava direto, como se fosse um tanque, fazendo com os pequenos pularem às presas para a esquerda e para direita."

Esse trecho foi retirado de um livro chamado "Matilda", de *******, e, por mais que seja um livro fantasioso, ele é facilmente comparável ao dia-a-dia no colégio.

Neste tópico não falarei sobre a equipe pedagógica em si, mas sim de uma pessoa específica que faz parte da mesma, sendo a maior representante do grupo.

Compreensão, paciência e comunicação, são características que estão em escassez para alguém que faz parte de algo tão importante e influente na escola.

O primeiro contratempo que tive o desprazer de presenciar foi com o meu irmão. Eu e ele tínhamos acabado de entrar no colégio, tanto de maneira objetiva, quanto subjetiva (éramos alunos novos na época). Meu irmão estava vestindo um capuz, capuz esse da própria blusa da escola, e de maneira rude e ríspida, o profissional disse: "Está no Alasca agora?". Pode parecer algo bobo, mas demonstra uma grande falta de profissionalismo, já que, além de não ter afinidade nenhuma com ele, ao invés de usar uma linguagem não violenta dizendo frases como: "na escola não é permitido usar capuz, pode retirar por favor?" ou semelhantes, a pessoa decidiu ser grosseira com uma criança que tinha 10 anos na época. Mas este acontecimento está longe de ser o pior.

Rispidez, broncas desnecessárias, gritos e um comportamento decente apenas na presença dos pais, são coisas corriqueiras na escola. Posso citar inúmeros exemplos disso, mas, de novo, falarei de algo que é difícil esquecer. Certo dia, uma colega de classe estava usando seu celular para consultar a apostila virtual, já que sua apostila ainda não havia chegado. Porém, o profissional fez algo que me fez questionar se realmente o termo que eu usei como sujeito da frase é o certo. A pessoa, como de costume, chegou em seu tom rude, faltando com qualquer sinal de compreensão, falou que a minha colega não poderia usar sua apostila virtual, que não era permitido, e ainda insinuou que a culpa era da própria aluna por não ter ido cobrar sua apostila na secretaria, sendo que a mesma já tinha feito isso. ******* que nenhum docente reclamou sobre isso, afinal, temos o direito de usar a apostila virtual quando necessário, já que faz parte do material que foi pago.

Apatia, falta de comunicação não violenta e, principalmente, falta de respeito, serão os protagonistas no caso que eu contarei a seguir.
Mal havia sido tocado o sinal de início de aula quando isso aconteceu. Tínhamos acabado de entrar na sala, e como sempre, estávamos conversando em um tom normal, sem haver excedências de barulho ou algo do tipo. Um professor estava olhando sua apostila, se preparando para começar a escrever no quadro, porém (a esse ponto eu não preciso dizer que foi de forma rude de novo), o maior representante do grupo pedagógico da escola entra na sala e diz para o lecionador que ele não estava mantendo a sala em "ordem", soltando a seguinte frase: "Você está com vontade de levar uma advertência, professor?".
Diferente de com os alunos, a advertência para o professor é grave, e, dependendo da gravidade, pode ocasionar uma suspensão ou até a demissão do docente por justa causa. Me senti mal por ele, foi algo imoral, não ético e injusto. Além de ser uma conversa que não deveria acontecer em meio a todos os alunos, a sala estava longe de estar fora do "controle", e mesmo se não tivesse, essa atitude não seria cabível.

Comportamentos injustos assim não foram os únicos, tanto para alunos quanto para professores, mas os desprazeres já mencionados foram tão chulos que nem vale a pena mencionar o resto.

Assim como a personagem do livro citado lá em cima, aparentemente, essa pessoa, nunca foi criança

Professores

O CETS possui professores maravilhosos, professores esses que fazem o colégio ser minúsculo diante seus bons trabalhos. Eles realmente pegam a palavra professor e fazem jus à profissão, mas infelizmente, muitos deles são injustiçados pela escola.

Eu espero muito que eles reconheçam seus talentos, eu espero muito que eles saibam o tamanho de seus potenciais. Mas eu não iniciei esse tópico para falar deles, eles sabem que podem mudar vidas. Eu iniciei esse tópico para falar de um professor em específico, que assim como a pessoa citada no tópico anterior, o termo ""profissional"" está muito longe de ser cabível.

Diferente dos demais professores, ele tem como característica abuso de poder, infantilidade, hipocrisia e imoralidade. E você vai entender o porquê.

Piadas desnecessárias, deboche excessivo, escárnio com aluno, eram coisas comuns nos meus ******* minutos semanais com ele, e nos de outros alunos também.
Um acontecimento muito marcante ocorreu bem no dia da prova do mesmo, algo que é importante para os alunos, não? Algo que pode até decidir se sua média vai ser azul ou não no final do bimestre.
Esse momento para realizar algo tão importante bimestralmente estava coberto de desconforto. Isso pelo motivo do docente ficar falando sem parar, com ele mesmo e com os alunos. Eu chamei ele para falar que eu não estava conseguindo prestar atenção na prova devido a sua conversa, e ******* que a sua prova é cheia de textos. Mas o mesmo mencionou a seguinte frase: "Mas vocês também falam na minha aula; no manual do aluno não diz nada sobre eu não poder fazer isso". Eu não preciso nem comentar, o acontecimento fala por si mesmo.
Mas isso é possível relevar, afinal, nas suas seguintes provas ele manteve o ambiente silencioso, como deveria ser em dia de aplicação de prova, mas o resto que será citado aqui, é necessário uma observação.

Teve um certo aluno que estava com seu pé semi descalço, e, ao invés do professor pedir para o estudante colocar o seu calçado direito (algo que na realidade nem é mesmo necessário), ele pegou os mesmos e jogou pela janela da sala, fazendo os tênis cair no corredor, pedindo para o próprio aluno pegar.

Um ato que não é errado mas é questionável, será abordado a seguir. O indivíduo, em uma das suas aulas, pediu para um aluno subir em uma cadeira bem em frente a toda a sala e ler um texto que, por sinal, é um pouco desconfortável. Como já dito, questionável.

Não entrei em muitos detalhes nestes últimos dois atos já que não ocorreram na minha sala, porém, eles não deixam de ter ocorrido por causa disso, eles não deixam de causar indignação e questionamentos.

O que vai ser falado agora é algo completamente sensível, eu não gostaria de estar entrando nesse assunto, mas isso não pode ocorrer de novo.
Na minha sala, um aluno tinha acabado de perder seu pet, ele tinha faltado uma semana por causa disso, e não é de menos. Na sua volta à escola, o profissional comentou esse assunto com o aluno e com a sala, porém, ele fez a seguinte piada: "Seu gato [Editado pelo Reclame Aqui] mesmo ou foi igual Jesus? depois de três dias voltou". Infantil, sem graça, imoral, a atitude já diz por si só.

É importante mencionar que o profissional saiu impune de tudo isso, e também não pediu desculpas pelas suas atitudes. Meu único arrependimento de lá foi de não ter notificado tudo isso para a escola, mas eu duvido muito que adiantaria de algo.

Essa mesma pessoa que tanto estamos falando aqui, fez um descaso com o meu sonho em frente a todos presentes no dia da apresentação do Trabalho de Conclusão do Ensino Médio. E não foi nem a única injustiça desse dia, mas esse ato foi tão execrável e negligente que eu não irei nem me aprofundar

Esse professor precisa beber água e pensar sobre suas atitudes.

Eu, como um futuro atuante da área de educação, acho uma desonra eles tomarem todas essas atitudes mediante a uma profissão tão importante que os mesmos decidiram ter.

Levando em consideração que tudo o que eu disse são fatos, para e pense se este lugar é cabível para seu filho ou filha.

Eu apenas revelei a verdade, faça dela o que quiser.

Nota:
Sobre as duas pessoas que eu deixei em evidência neste relato, ambos como argumento para fazerem o que fazem, usaram frases como: "Eu vou ser o professor que você mais vai sentir saudade"; "Vocês vão sentir saudade disso quando o chefe de vocês encherem seus sacos o dia inteiro". Além de ser um argumento inválido para qualquer tipo de atitude, é triste pensar que anos de faculdade ao invés de aumentar o conhecimento de mundo e senso de justiça, acabou servindo para aumentar apenas o ego. Enfim, essa nota foi apenas a minha opinião.

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Resposta da empresa

11/11/2024 às 11:00

Olá, Nicolas,

Agradecemos pelo seu relato detalhado e por lembrar-se tão bem de tantas experiências durante o seu tempo no Colégio CETS. Ficamos satisfeitos em saber que, mesmo após tantos anos, as suas memórias sobre nossa instituição ainda ocupam um espaço tão importante na sua vida.

Gostaríamos de assegurar que o Colégio CETS se mantém dedicado ao desenvolvimento acadêmico e humano dos seus alunos, seguindo padrões profissionais e éticos em todas as áreas. Sobre as alegações que menciona, não temos registo de episódios como esses relatados nos nossos arquivos internos ou em feedbacks anteriores de alunos e famílias. No entanto, respeitamos a sua visão pessoal sobre os acontecimentos.

A nossa missão, que continuamos a honrar, é formar cidadãos críticos e responsáveis, capacitando-os para enfrentar desafios com empatia, discernimento e respeito, valores que são e sempre serão promovidos por toda a nossa equipa docente e administrativa.

Estamos à disposição para qualquer necessidade futura, e desejamos que encontre na sua carreira educacional a realização e inspiração para contribuir positivamente com as futuras gerações, da mesma forma que nos esforçamos para fazer todos os dias.

Atenciosamente,
Equipe Colégio CETS

Réplica do consumidor

14/11/2024 às 13:21

Olá, obrigado pela resposta, porém lamento que o que foi relatado seja tratado como 'experiência pessoal', obscurecendo a veracidade do que foi publicado pouco tempo após minha saída (em *******), como pode ser observado pela data de publicação. Meu texto menciona comportamentos que afetam diretamente o bem-estar dos alunos, evidenciando atitudes evasivas do Colégio CETS quanto à resolução de problemas internos. É curioso que essa resposta tardia (que soa até cômica e idealizada) siga o padrão descrito na escrita, reafirmando a tese levantada. Desejo que um dia vocês consigam entregar o serviço profissional e ético que vendem.

Atenciosamente,
Nicolas.

Consideração final do consumidor

14/11/2024 às 13:23

A resposta não ofereceu medidas concretas para os problemas mencionados, soando levemente sarcástica e minimizatória.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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