Desrespeito total com minha familia

Reclamação não resolvida

Não resolvido

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São Paulo - SP

18/03/2014 às 17:44

ID: 8272253

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Tenho um filho de 2 anos, e ele começou a frequentar a escola a titulo de adaptação no dia 03 de fevereiro *******.

Logo efetuamos o pagamento da primeira mensalidade (R$ *******,00).

Ele frequentou essa escola por 5 dias, todos os dias eu fiz contato telefônico e falei com a Shirley Relitz, responsável pela escola, me abri completamente ao dialogo porém em nenhum momento foi nos apresentados as normas da escola, sequer ela foi comentada. E também não recebemos nossa via do contrato, que nos foi prometida para uma ocasião posterior.

E no dia 07 de fevereiro de *******, meu filho demonstrou irritação e choro ao deixar ele, e optei por esperar um pouco até que ele ficasse seguro e eu também. Ficamos no máximo 15 minutos na escola e a Sra Shirley me chamou a atenção de forma grosseira ao telefone dizendo que "estava atrapalhando o meu filho" . Não gostei dessa posição da escola ao criar esse muro entre os pais e a escola, pois até então nós poderíamos ficar presente nesse período de adaptação (nossa adaptação também pois nunca tínhamos passado por esse processo de separação). Marquei de ir conversar pessoalmente pois não estava disposta a tirar ele da escola, eu precisava dela!

Na segunda feira cheguei lá cedo, ela já foi me tratando de forma ríspida, distorcendo tudo que falei ao telefone, dizendo que eu sempre a maltratei, se fazendo de vítima e alterando a voz.

Eu tenho minha consciência limpa, quem me conhece sabe como sou, e não haveria por que destrata-la, sempre fui amigável e gentil. Sempre quis ser próxima a escola, participar e confiar.



Não vou expor detalhes da discussão aqui, pois é longa, mas reforço que fomos destratados e desrespeitados. Após o pedido de devolução do dinheiro, houve gritos e deboche por parte dessa senhora, saímos de lá sendo expulsos e humilhados. meu filho tão pequeno ficou muito assustado, não merecia passar por isso!!



Há testemunhas, porém são funcionários da própria escola, a professora Aline ficou chocada com a cena.

Solicito de forma amigável desde então a devolução da quantia paga (R$*******,00), de conformidade com o artigo 51 e incisos, do Código de Defesa do Consumidor, que considera abusivas cláusulas de retenção total, podendo ser descontadas unicamente as despesas razoáveis efetivamente demonstradas que seu estabelecimento tenha tido com nosso filho, e que não excedam os 10% (dez por cento) consagrados pela lei e jurisprudência brasileiras.



Fiz contato telefônico logo depois, e a mesma me ofereceu 50% do valor "pois abriu uma exceção devido as minhas condições".

Me recuso a aceitar pois conheço meus direitos.



Já enviei notificação judicial e não obtive respostas.



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Resposta da empresa

20/03/2014 às 10:55

“Falamos em adaptação sempre que enfrentamos uma situação nova, ou readaptação, quando entramos novamente em contato com algo já conhecido, mas por algum tempo distante do nosso convívio diário. O processo de adaptação inicia com o nascimento, nos acompanha no decorrer de toda a vida e ressurge a cada nova situação que vivenciamos. Sair de um espaço conhecido e seguro, dar um passo à frente e arriscar-se, tendo como companhia o desconhecido para o qual precisamos olhar, perceber, sentir, avaliar, nos leva às mais diferentes reações: permanecer no espaço seguro e protegido, seguir adiante ou desistir e voltar atrás” (DIESEL, M. Adaptação Escolar, Sentimentos e Percepções do Educador Diante da Questão”. Porto Alegre, *******)

Sabemos que no período de adaptação algumas crianças choram ou ficam retraídas na escola e que algumas famílias sentem-se inseguras quanto ao acolhimento que será dado aos seus filhos por parte dos profissionais que atuam no espaço escolar. Ao acolher o aluno em seus primeiros momentos na escola ou a cada nova etapa escolar, precisamos fazer com que se sintam cuidados, confortáveis e, acima de tudo, seguros. A forma como cada escola planeja o período de adaptação demonstra qual a concepção de educação e de aluno direcionam sua prática. A adaptação é necessária, porém não precisa acontecer de forma passiva e o acolhimento é que garantirá a qualidade dessa adaptação.

“Considerar a adaptação sob o aspecto de acolher, aconchegar, procurar oferecer bem estar, conforto físico e emocional, amparar, amplia significativamente o papel e a responsabilidade da instituição de educação neste processo. A qualidade do acolhimento deve garantir a qualidade da adaptação; portanto trata-se de uma decisão institucional, pois há uma inter relação entre os movimentos da criança e da instituição fazendo parte do mesmo processo” (ORTIZ, Revista Avisa Lá).

Sentimentos diversos estão presentes no período de adaptação. Os pais ficam angustiados e inseguros por deixarem seus filhos com pessoas que não fazem parte de seu convívio. A equipe escolar lida com reações diversas das crianças: choros, birras, quietude excessiva, recusa de alimentos entre outras. Cabe à escola acolher a cada uma dessas reações com paciência e intervenções que ajudem a aproximar os alunos da rotina escolar, criando vínculos de segurança e afeto, estabelecendo ao mesmo tempo, uma relação de confiança com os alunos.

É importante a participação dos familiares nos primeiros dias de aula, desde que a equipe escolar considere todas as circunstancias envolvidas. Indicamos essa participação em forma de convite e não como condição para a permanência da criança nos primeiros dias de aula.

Quanto ao fato da mensalidade, a primeira parcela deve ser paga no ato da matrícula como uma das condições para o deferimento do ******* pelo aluno para ingressar, formalmente, na instituição de ensino.

O acordo foi oferecido (conforme mencionado) e a ameaça com o telegrama enviado já esta sendo tratada pelo nosso departamento jurídico.

Reservamos-nos o direito de cumprir o contrato de prestação de serviços.



Sem mais,

A direção.

Réplica do consumidor

20/03/2014 às 18:23

Primeiramente, mesmo sendo a primeira vez que passamos por essa experiência de adaptação, conhecemos bem nossos sentimentos e temos dicernimento para lidar

com eles, e que fique claro que a ADAPTAÇÃO DA CRIANÇA não foi o motivo da desistencia do contrato.

Reforço aqui: Na sexta feira, ultimo dia que ele foi pra escola fiquei por 15 minutos acompanhando a rotina, até que o meu filho se ambientasse e fiquei extremamente incomodada e insegura com a postura da Sra SHirley ao telefone ao me "chamar a atenção", achei melhor conversar pessoalmente (pois não tinha a intenção de tirar a criança da escola) e foi nessa

conversa que nos desentendemos, pois ao invez de desfazer o mal entendido no telefone a Sra Shirley reforçou com sua postura arrogante e grosseira que a

escola não se abria a conversas e questionamentos. Em nenhum momento nos foi apresentados as normas da escola, inclusive nossa via de contrato nos foi

prometida para uma ocasião posterior e nunca foi entregue a nós.
A Sra Shirley mentiu ao afirmar que demorei 1 hora e 30 minutos na escola, pois tenho horario de entrada no serviço e responsabilidades, não demorei mais que

15 minutos.
Distorceu o fato de desconhecer as normas da escola afirmando que eu não tive interesse em saber, dizendo que nunca me abri para conversas, afirmou que a

maltratei em todas as ligações, sendo que de forma alguma, ainda mais sem motivos destrataria alguém que esta cuidando da parte mais preciosa da minha vida

(meu filho).
Além disso, após a solicitação de devolução da nossa parte do valor, fomos retirados da escola aos gritos, de forma constrangedora nos assustando e assustando nosso filho que presenciou tudo, acredito que a partir daí o contrato de prestação de serviço foi quebrado por parte da prestadora.

A criança frequentou a escola por 5 dias (segunda a sexta) em horarios irregulares (algumas horas), não levamos documentos da criança e nem os nossos

documentos, como afirmam que a criança estava matriculada?
Em *******% das escolas que visitamos efetivam a matricula apenas depois do periodo de adaptação, pois consideram passivel a desistencia nesse periodo sendo que

a criança pode se adaptar ou não.

Que fique claro que esse não telegrama não continha ameaças, é apenas um documento formal ainda amigavel para tentarmos resolver a questão sem precisar de

intervenção júridica. Tenho a minha cópia e posso apresenta-la aqui se for necessario.

Por motivos pessoais e a fim de evitar desgaste emocional estou adiando essas medidas, por isso estou recorrendo ao reclameaqui.

Até poderia aceitar a proposta, mas vou até o fim pois conheço os meus direitos, não estou solicitando um valor exorbitante, quero apenas 90% do que paguei, que o que consta é o meu direito.

Consideração final do consumidor

28/05/2014 às 20:23

Não resolvido amigavelmente!

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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