Omissão de socorro a aluna com a clavícula fraturada nas dependências da escola

Em réplica
Mogi Mirim - SP
05/04/2024 às 03:08
ID: 186105249
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesNo dia 25/03/******* minha filha de apenas 7 anos de idade, matriculada no 2 ano B do E.F I, sofreu uma queda nas dependências da escola, resultando em uma fratura na clavícula, confirmada pra meio de radiografia realizada no mesmo dia.
Ao invés de receber o devido socorro e cuidado, minha filha foi sozinha a sala de enfermagem, onde uma suposta enfermeira não avaliou adequadamente sua condição mandando - a levantar o braço com a clavícula fraturada e limitou-se a aplicar gelo sobre a fratura, conduziu - a de volta ao recreio e mandou -a voltar a brincar porque era apenas um susto, ignorando seu choro e gritos de dor.
Posteriormente, quando minha filha continuava em sofrimento, na sala de aula, a professora teve que pedir a um colega de classe que a acompanhasse novamente à enfermaria. Havia se passado mais de UMA hora do acidente e ao invés de acionar ajuda médica externa ou oferecer qualquer tipo de assistência, a escola entrou em contato com o avô materno , não para prestar auxílio à minha filha, mas para desresponsabilizar-se e sugerir que o avô transferisse minha filha para outro local, como se isso fosse a solução para a negligência flagrante da escola.
Além disso, a escola se recusa a fornecer informações sobre a apólice de seguro saude que nós, pais, pagamos mensalmente, sendo questionado a sua existência. Outra incerteza surgiu quanto a pessoa que se apresenta como enfermeira, que talvez possa não ter as qualificações necessárias para exercer tal função, considerando a atitude que tomou em relação a minha filha, quando do ocorrido, demonstrando despreparo e/ou desqualificação para tal função.
É inaceitável que uma instituição de ensino, responsável pela segurança e bem-estar de nossos filhos, falhe tão gravemente em sua obrigação de cuidar e proteger, além de prestar segurança em relação aos seus alunos pelo período em que estes estiverem sob sua vigilância e autoridade. Ou seja: enquanto o aluno se encontrar no estabelecimento educacional, a instituição detém a responsabilidade sobre ele.
Ademais, é importante ressaltar que, mesmo diante de minha indignação, estive na instituição para solicitar dados sobre a apólice de seguro saúde quando fui surpreendida com a decisão do proprietário da escola, que não somente deixou de me fornecer os dados da referida apólice como também solicitou o documento de transferência de minha filha para outra instituição e com isso vindo a romper com o contrato por parte da escola. O proprietário demonstrou que desconhece a legislação e protocolo de acidentes escolares. Protocolo esse aplicado em todas as escolas públicas e privadas, em que no caso de acidente grave a escola é quem deve chamar a emergência (SAMU) e concomitante os responsáveis pelo aluno acidentado. E não simplesmente avisar o avô e eximir-se de suas responsabilidades legais. O proprietário também desconhece a legislação referente a transferência de alunos, visto que minha filha se encontra em afastamento médico, o que torna ilegal a ordem de transferência.
Após os lamentáveis acontecimentos, chamei a Polícia Militar e aguardei na frente da escola, esperando que algum representante da instituição prestasse contas às autoridades. No entanto, ninguém da escola se apresentou para dialogar ou esclarecer os fatos. A atitude negligente e a falta de transparência demonstradas pela instituição de ensino são inaceitáveis e merecem total repúdio.
Por fim, declaro que, em decorrência da falta de responsabilidade e descaso por parte da escola, informo que após o término da licença médica de minha filha solicitarei o seu desligamento desta escola e a transferência para outra instituição de ensino que respeite não somente a legislação vigente, como também e especialmente seus alunos, nossos filhos.
O acidente por si só já configura uma quebra de contrato por parte da escola, que falhou em cumprir com seus deveres suas obrigações de prover um ambiente seguro e adequado para o aprendizado dos alunos.
Atenciosamente,
Rafaele Bussadori
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Resposta da empresa
05/04/2024 às 08:32
Prezada Rafaele,
Agradecemos por entrar em contato conosco para relatar o incidente envolvendo sua filha. No entanto, gostaríamos de esclarecer que não houve nenhum incidente dessa natureza em nossa escola.
Nossa instituição está localizada em Piracicaba, São Paulo, e não temos turmas denominadas como 2 B ou 2 ano B do E.F I. Na verdade, temos apenas uma sala para cada ano de ensino, e nossa estrutura difere da descrita em sua mensagem.
Parece que houve uma confusão, pois existem outras escolas com nomes semelhantes ao nosso em diferentes cidades. É possível que o incidente tenha ocorrido em uma dessas instituições, mas reiteramos que não temos conhecimento desse caso em nossa escola.
Lamentamos profundamente o ocorrido com sua filha e entendemos sua preocupação. Recomendamos que entre em contato com a escola correta para resolver essa questão, pois parece que houve um equívoco quanto à identificação da instituição envolvida.
Mais uma vez, lamentamos qualquer transtorno causado e esperamos que sua filha se recupere rapidamente. Estamos à disposição para qualquer esclarecimento adicional que possa ser necessário.
Atenciosamente,
Colégio Educare Piracicaba
Réplica do consumidor
09/04/2024 às 22:16
Prezados, me desculpem. Fiz uma confusão de fato. Estou apagando a mensagem. Obrigada