. Bullying, negligência e falta de acolhimento: essa foi nossa experiência com o Colégio Evangélico de Itaquera

Não respondida
São Paulo - SP
06/07/2026 às 12:22
ID: 253184835
Cobrança de multa após sucessivos problemas graves vivenciados por minha filha demonstra total falta de sensibilidade da instituição
Venho registrar minha indignação com a postura do Colégio Evangélico de Itaquera diante de todo o histórico vivido por minha família.
Solicitei que a multa contratual fosse abonada no momento do cancelamento da matrícula da minha filha, considerando todas as situações enfrentadas ao longo do período em que ela estudou na instituição. Para minha surpresa, o pedido foi negado, como se todo o sofrimento vivido simplesmente não tivesse existido.
Nossa decisão de retirar nossa filha da escola não foi motivada por conveniência ou por qualquer mudança de planos. Ela foi consequência de uma sucessão de acontecimentos que comprometeram completamente nossa confiança na instituição.
Ao longo desse período, minha filha foi vítima de episódios de bullying que não receberam o tratamento efetivo que esperávamos da escola. Em diversas ocasiões buscamos ajuda junto à coordenação, professores e direção, acreditando que a instituição adotaria medidas capazes de proteger nossa filha e proporcionar um ambiente escolar seguro e acolhedor.
Infelizmente, essa expectativa não foi atendida.
Além dos episódios de bullying, vivenciamos falhas no atendimento, demora na resolução dos problemas, falta de acolhimento, comunicação ineficiente e situações que entendemos como tratamento preconceituoso. Também ocorreram episódios de agressão entre alunos, aumentando ainda mais nossa preocupação com a segurança e o bem-estar da nossa filha.
Houve diversas reuniões com a equipe da escola para tentar solucionar os problemas, inclusive envolvendo situações recorrentes com outro aluno. Mesmo após tantas conversas e pedidos de intervenção, sentimos que as providências adotadas foram insuficientes para impedir que os fatos continuassem acontecendo.
Todo esse contexto teve reflexos emocionais importantes, a ponto de nossa filha necessitar de acompanhamento psicológico. Nenhuma família deseja retirar um filho de uma escola onde construiu vínculos, mas chega um momento em que preservar a saúde emocional da criança precisa ser prioridade.
O que mais causa indignação é que, mesmo diante de todo esse histórico, a instituição optou por negar o abono da multa contratual, transferindo para a família um prejuízo financeiro decorrente de uma situação que não foi criada por nós.
Não estamos falando de um cancelamento por simples escolha. Estamos falando da perda da confiança em uma instituição que deveria garantir um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para seus alunos.
Esperava, no mínimo, uma postura de empatia e bom senso por parte da direção. Entretanto, a resposta recebida limitou-se à manutenção da cobrança da multa, ignorando completamente todo o histórico de sofrimento vivido por nossa filha e por nossa família.
Diante disso, deixo registrada minha profunda insatisfação e solicito que o Colégio Evangélico de Itaquera reavalie sua decisão, realizando o abono integral da multa contratual como uma medida de respeito, bom senso e consideração por tudo o que enfrentamos.
Espero sinceramente que a instituição também reveja seus procedimentos internos para que outras famílias não precisem passar pela mesma experiência que a nossa.