Escola despreparada para lidar com aluno neurodivergente, com suporte insuficiente e falta de transparência.

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Caruaru - PE
22/08/2026 às 23:02
ID: 257145379
Meus filhos estudaram durante quatro anos no GGE Caruaru, tempo mais do que suficiente para conhecer de perto a instituição, sua metodologia e, principalmente, a forma como a escola lida com situações que exigem acolhimento, responsabilidade e preparo.
Infelizmente, foi também tempo suficiente para presenciar situações que considero extremamente graves e que acabaram afetando diretamente o psicológico do meu filho, que é neurodivergente.
Uma escola que deveria oferecer acolhimento e suporte acabou se mostrando, na minha experiência, despreparada para lidar com as necessidades específicas de um aluno neurodivergente. O suporte psicológico foi insuficiente, e o Plano Individual elaborado para meu filho, na prática, existia apenas no papel, sem que as medidas necessárias fossem efetivamente colocadas em prática.
Durante as avaliações, os profissionais responsáveis por acompanhá-lo como ledor, segundo o que foi vivenciado e relatado por meu filho, utilizavam o celular e chegavam a atender ligações enquanto deveriam estar integralmente dedicados ao seu acompanhamento. Isso é inadmissível quando estamos falando de um aluno que depende desse suporte para realizar suas avaliações em condições adequadas.
Também enfrentei uma gestão pedagógica que, na minha percepção, demonstrou despreparo, falta de transparência e dificuldade em assumir responsabilidades pelos próprios erros. Em diversas situações, encontrei registros na plataforma V4 que, segundo os fatos que presenciei, não correspondiam ao que realmente havia acontecido, o que considero extremamente grave.
O que mais revolta uma mãe não é apenas o erro. Erros podem acontecer. O que não pode acontecer é faltar transparência, responsabilidade e respeito na tentativa de lidar com eles.
Meu filho não precisava de privilégios. Precisava apenas que seus direitos, suas necessidades e sua condição de aluno neurodivergente fossem respeitados.
Depois de quatro anos de confiança depositada na instituição, é profundamente decepcionante terminar essa trajetória dessa maneira.
Saímos do GGE, mas não saímos em silêncio. Saímos deixando registrado tudo aquilo que meu filho viveu, porque outras famílias precisam saber que uma escola não pode se limitar a oferecer um Plano Individual no papel, enquanto, na prática, o aluno não recebe o suporte necessário.
Uma instituição de ensino tem responsabilidade não apenas sobre o desempenho acadêmico, mas também sobre o ambiente em que seus alunos são acolhidos, acompanhados e tratados.
O que aconteceu com meu filho merece ser ouvido, analisado e, acima de tudo, não pode ser simplesmente apagado ou tratado como se nada tivesse acontecido.