COLÉGIO GUARARAPES: DESORGANIZADO E SÓ VISA LUCROS

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São Paulo - SP
25/04/2024 às 17:31
ID: 187534329
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesO e-mail abaixo, foi enviado ao Colégio Guararapes situado na Rua Maria de Lourdes Salomão, ******* - Jardim Catanduva - cep **************, em 24/11/******* e reencaminhado em 09/01/*******, quando pedi a transferência do meu filho, e questionaram o motivo da transferência, onde a atendente solicitou novo envio da reclamação para encaminhar aos mantenedores. Retirei meu filho da escola, não por conta dos professores, mas por conta da gestão escolar (diretor/coordenadora), que ao meu ver, precisavam de um olhar, uma capacitação. Sei que mesmo que esse e-mail chegasse aos donos da referida escola, nada ocorreria, e esses gestores em reuniões continuariam soltar piadinhas sobre nossas falas críticas (). Aqui, me queixo sobre o fato, pois até hoje não entraram em contato comigo. Isso é uma falta de consideração. Segue e-mail:
Minha família chegou ao colégio Guararapes no início de *******, onde meu filho foi matriculado no Pré A (Professora Val). Eu tinha boas referências sobre a escola, pois tenho colegas de trabalho cujas filhas passaram todo o percurso escolar nesta instituição.
No decorrer do ano, conforme as reuniões de pais ocorriam, ao me colocar sobre a questão do processo de alfabetização e das questões de letra cursiva x letra bastão, que criavam verdadeiros dilemas nos encontros de pais, fui criticada pela coordenadora do Infantil que questionou: Você é profissional da educação? Respondi que sim. Ela disse: Pública? Eu respondi: Sim. Então ela literalmente me destratou, com voz e ar de deboche afirmou que era diferente, que ela tinha pós graduação e, com outras palavras, sabia o que estava falando. Ao final me questionei: de que ******* para um educador se na prática, no chão da escola, nas vivências, não se sabe dialogar e ouvir e respeitar opiniões diversas?!
Assim como na escola particular, há professores que buscam se atualizar e outros não! NADA na vida dá para generalizar! A impressão que ficou foi: somos superiores! e pela cara de deboche, faltou perguntar: fez faculdade em qual lugar?, como se eu tivesse feito meu curso por telefone e como se a faculdade fizesse o aluno e não a busca do conhecimento em si. Naquela ocasião, a coordenadora relatou que todas as crianças eram alfabetizadas assim e que tinha embasamento no que estava falando; que os pequenos iam aprender, e que, eles estavam preparados para inserir letra cursiva tão brevemente para uma turma com alunos de 4, 5 e poucos com 6 anos. Fiquei perplexa com o ato reativo dela e no momento não tive reação. Ao comentar com uma colega que também tem filho no colégio, ela me disse: Fique tranquila! Esta responde e rebate, mas a outra coordenadora que responde pelo Fundamental visualiza as perguntas via WhatsApp e nem responde!
Importante relatar que - caso não sabiam - os professores da rede pública onde trabalho, no geral, são qualificados. Além de realizarem diariamente encontro para dialogar sobre livros/artigos da área, periodicamente realizam fora da escola cursos variados sobre diversas ramificações da educação, onde cursam mestrado, doutorado, livre docência. Me utilizando como exemplo, tenho graduações em Letras, Pedagogia e História, pós-graduação em Psicopedagogia e vários outros cursos de extensão e ingressei a pouco no mestrado.
Estudos nas áreas de psicologia, linguística e neurociências apontam que não há um único método/processo para ensinar/alfabetizar, mas com várias tentativas diferentes, podemos alcançar crianças que aprendem de diversos modos. Acredito que a alfabetização é um processo e, para cada um, ocorre de modo único. Naquele momento, para certos alunos da turma do Pré A, esse processo de escrita/reconhecimento estava sendo um período de dificuldades, o que é natural pois como já disse cada criança enxerga certas situações no seu tempo. Vejo que bastaria um outro olhar da coordenação ao orientar as famílias e os próprios professores (reféns dos livros / prazos) que cada criança alcançaria seus objetivos aos pouquinhos.
A outra fala recorrente nas reuniões pela gestão em outras palavras é: nossa escola é tradicional!. Sim, é tradicional, mas nem todos aprendem assim! Que fique claro! Ter visão unilateral, não se abrir para o novo pode ser ação que leve ao suplício. Nem muito libertário nem muito ditador. Equilíbrio é tudo e a escola é diversa! Que fique claro mais uma vez, regras são bem-vindas, e o mundo é feito delas, mas aceitar que existem outros pensamentos faz parte do convívio em comunidade.
No decorrer deste mesmo ano de *******, observava a comunicação e os bilhetes, que no geral, faltavam dados, fazendo com que sempre tivéssemos que perguntar sobre os detalhes à professora... Quando escrevemos, ao ler, temos que pensar: com essas palavras, a mensagem chegará ao receptor? Será que os responsáveis vão compreender o que eu quis dizer aqui? Trabalho há 20 anos em escola pública e estou em cargo de gestão. Sempre que vou escrever e encaminhar algo aos responsáveis, leio, releio e peço para um colega realizar a leitura também, para me dizer se falta algo. Faço isso, pois não sei escrever?! Não! Faço isso para ouvir, dar voz ao meu grupo.
No início de *******, precisamente na metade de janeiro, precisávamos saber o nome da professora do 1 ano, para encapar/etiquetar materiais e livros das crianças, visto que as aulas começariam no final do referido mês. Mandei mensagem via WhatsApp, mas a equipe ainda não possuía esta informação... Iniciávamos o ano muito bem, com problemas de organização/comunicação, pois para uma equipe gestora, em pleno janeiro, momento que diretor, coordenadores e demais funcionários estão tecnicamente se organizando para receber crianças, como a equipe (toda) não tem a informação do quadro dos professores que assumirão as novas turmas naquele momento? Pensei: já começamos o ano com uma situação desagradável.
Os meses foram se passando. Os bilhetes estavam naquele mesmo patamar do ano anterior... A Páscoa então chegou. A preocupação dos pais foi com relação ao ovo vendido pela escola, se entregariam aos que pagaram ovos na frente daqueles que não pagaram. Isso foi verbalizado por alguns familiares na reunião de pais. O relato naquela circunstância foi: são crianças; não seria interessante verem uns levando e outros não! Sabemos que a intenção da escola particular é lucrar, e não sou contra! Mas creio que TODAS as ações devem ser pensadas nos que comprarão e naqueles que não comprarão, pois envolvemos crianças. Pensar num momento de partilha entre eles, numa ação solidária, traz a escola particular para mais próximo da realidade, acredito. A outra data comemorativa que ocorreu foi o Dia das mães. As apresentações tanto de ******* como de ******* foram muito bonitas e o mérito sem dúvida, foi dado em momento oportuno às professoras. No ano anterior estava frio. Muitas turmas no mesmo horário superlotando o local.... Em uma organização de evento, tem que se prever que não vem só o educando e a mãe, mas no geral, o pai, o outro filho, avós... Comunidades (seja da escola pública, ou seja da escola particular) são carentes de eventos e costumam comparecer, para prestigiar os filhos. Ao meu ver, tem que se pensar na comunidade prever, para não superlotar espaços, mesmo que esse evento seja dividido em dias ou horários mais espaçados, pois precisa se pensar no entorno da escola, nas crianças, nos pais, onde as famílias irão estacionar, como irão se acomodar dentro do espaço escolar, se tem mãe grávida, para se sentar, pessoa de idade, etc. Afinal, penso que a escola é a anfitriã e uma boa recepção é um excelente cartão de visitas. Em ******* a questão foi o calor (é um espaço que necessita de ar condicionado) e mais uma vez, a organização quanto a quantidade de turmas, aglomeração, entorno etc... pesou negativamente.
Chegamos ao evento da Festa Junina. Como descrito por mim no grupo de WhatsApp dos pais do 1 ano e sabido por vocês, pois lá há funcionários da escola que possuem filhos no 1 ano A, reitero: Com relação a Festa Junina na sexta-feira, penso que quando se toma 1 decisão, com bilhetes já enviados deve-se manter, pois dialogamos com as crianças cada ação que vai ocorrer na escola. Já se tinha mandado até a lista de brincadeiras/comidas para comprarmos até 13/6. Uma festa numa sexta-feira, avisando de véspera é bem complicado para a família acompanhar. E assim, primeiro chega 1 bilhete falando que será apenas interna, conversamos com nosso filho sobre, depois muda tudo. Nós nos organizamos com vestimentas das crianças e tudo mais, mas quando explicamos que veio um novo bilhete dizendo que os familiares poderão ir e que infelizmente nós não teríamos como ir, meu filho ficou super chateado com a preocupação de vou ficar sozinho lá?!. É claro que quando estiverem na festa se reorganizarão, mas é complicado.
A impressão que tenho é que alguém toma a decisão de como vai ser, determina, e quando começa dar BO, resolve mudar de ideia. Falta diálogo com os pares e também conosco, pois não custava consultar o que nós pensamos sobre Cada família - se desde o início a festa fosse aberta para familiares e alunos num sábado, por exemplo - teria liberdade para escolher se iria ou não e https://******* mais um momento de frustração, quanto a organização/comunicação da escola, que não tratou o evento com a importância/relevância e como algo pertencente à nossa cultura. Repito: comunidades gostam de festas. Se os familiares naquele momento não se sentiam seguros, que não fossem. Outra sugestão para gestão escolar observar/conversar com pares: o que as demais escolas particulares da região naquele momento irão fazer? O que os familiares esperam? A consulta tem que ser prévia a TODOS os responsáveis e não ouvir uma parcela e tomar decisão a partir de ideias de um certo grupo. Detalhe: já que crianças participariam de dança, o mínimo para uma melhor organização, era comunicar o horário que cada ano dançaria mas isso não ocorreu. Para saber sobre algo nós temos que ficar perguntando, perguntando...
Final do ano letivo se aproximando. A propaganda do passeio para o Animália Park é feita e meu filho ficou todo empolgado para ir. Nestes 2 anos que estamos na escola, alguns passeios ocorreram e não permiti que fosse. Porém neste, como ela adora bichos e nos pediu, explicamos que iríamos pensar sobre o assunto e conversar, afinal, além de outras situações, era um passeio de R$*******,00. Passado um certo período, meu marido e eu decidimos que ele iria para o primeiro passeio da escola. Eu estava cheia de expectativas! Na ida, houve atraso. No retorno, às 16:30h meu marido saiu mais cedo do trabalho e, junto com minha mãe e minha filha pequena, foram buscar meu filho. Pelo grupo de WhatsApp, surge 1 print no grupo de pais do 1 ano que estão voltando do Animália às 17:02h. Pensei: devem atrasar um pouquinho, afinal, hoje é véspera de feriado! 17:15h enviei uma mensagem ao meu marido que as crianças do passeio estavam a caminho. 17:45h minha família continuava na rua esperando. Às 18henviam uma mensagem no grupo de pais que houve um problema com o ônibus dos primeiros e quintos anos. Pedi ao meu marido que voltasse para casa, pois a previsão de chegada era 19:30h. Essas mensagens apareciam nos status da escola e familiares que iam repassando as informações. Detalhe: se você tivesse com certos contatos da escola salvos, teria como caçar a informação. Agora caso contrário não estivesse em nenhum grupo, ficaria sem informações. Por volta das 19:40h vi no grupo de pais que a previsão de chegada seria 21:15h. Por fim, as crianças dos primeiros anos chegaram às 22h. Estavam bem, cansados, mas no meu caso, de forma breve, meu filho relatou que foi legal.
Enquanto responsável, as mensagens que ficam após passeio são: as crianças se divertiram? Sim. Meu filho é ingênuo e só visualizou os pontos positivos. Gostou do parque, dos bichos, do almoço, andou de carrinho de golf, dormiu no ônibus... As crianças ficaram felizes? No geral, creio que sim!. E está tudo ok! Imprevistos podem ocorrer, ninguém está livre deles. Mas cabe lembrar como lidamos/tratamos/minimizamos ou não as situações. No dia: deixar os pais cientes do que estava havendo. Se a previsão de chegada era 16:30h, às 17h já deveriam ter deixado pais cientes no portão da escola. Alguém da gestão deveria falar com a comunidade no portão e orientar funcionário a escrever cartaz (escola particular normalmente tem equipe de comunicação), pois nem todos os pais estão inseridos em grupos de mensagens ou ainda, possuem redes sociais para se comunicar/saber certas informações.
Houve a quebra do ônibus dos primeiros e dos quintos anos. Ocorrido o problema lá no parque, quem seriam as crianças prioritárias a retornar?!?! Os alunos dos primeiros anos. Por qual motivo? São menores. No geral, tem uma rotina mais demarcada por conta da idade e por outras situações. O que ocorreu? Chegaram os alunos dos quintos anos antes dos alunos dos primeiros... O que fica para a família: não pensaram nisso, pensaram em resolver o problema geral mas não atentaram pontualmente aos alunos pequenos, aos detalhes das situações.
Outro ponto de reflexão é que muito ou pouco, pagamos por um serviço e esperamos qualidade, organização e transparência, não importando o tamanho ou relevância da instituição. A escola vai lucrar pouco fazendo um passeio de R$*******,00 por criança? Reconsidere e não faça! Vale mais uma escola sem passeios do que expor nossos filhos ao risco.
Espera-se que nas próximas vezes em que se decidir por realizar passeios, considerem por ônibus de melhor qualidade, mais novos, com manutenção em dia, afinal, se algo mais grave ocorresse, como por exemplo uma roda se soltando no meio da estrada, imagine o que poderia ter ocorrido. É importante prever: pneus, condutores, empresa, checar na internet reclamações sobre a empresa, pois o colégio, e seus responsáveis legais, têm nas mãos nossos filhos.
Após o passeio, na mesma noite na porta da escola, a expectativa era que ao menos um dos gestores conversassem com os pais brevemente sobre o ocorrido. Não quer se expor? Não quer gritar após um dia todo de passeio, de complicações? Se disponha no local, para os pais. Infelizmente isso não ocorreu. Deixaram professoras e auxiliares e/ou inspetoras lá na porta entregando as crianças... Professoras, em suas falas defendendo a camisa que vestem, remediando a situação. Importante dizer que isso não é uma crítica a elas, mas sim um ato de defesa super válido por parte das mesmas com a intenção de preservar/atenuar impressões negativas sobre a escola.
Tudo ocorreu sexta-feira com gestão já cansada, muitas situações-problemas para um dia, depois o final de semana e segunda-feira (20/11) de feriado. Terça-feira (21/11) de manhã qual é o esperado? Um plano de ação da gestão escolar , onde os mesmos dialogassem sobre o ocorrido e pontuassem o que deu certo e o que não deu neste passeio. O que poderia ser feito com relação a empresa de ônibus que colocou a vida das crianças e professoras em risco? Contrataremos eles novamente? O que poderá ser feito para nos resguardarmos nos próximos passeios? E por último, enviar bilhete para responsáveis via agenda no mesmo dia. Não adianta falar que tinham outras demandas para atender. Após passeio, e diante do ocorrido na sexta, a conversa da equipe gestora pela manhã se fazia mais que necessária. Mas infelizmente a comunicação não ocorreu mais uma vez... E só ocorreu, em 22/11/23 por volta das 14:24h via e-mail, e não via agenda, que tecnicamente é o meio oficial de comunicação, pois pais dos 5s anos que são mais críticos se mobilizaram para marcar reunião, enquanto os pais dos alunos dos primeiros ficam dialogando sobre suas impressões sobre o colégio no grupo para que funcionários reportem à gestão escolar do Guararapes as nossas conversas, e assim, diante da situação, se posicionem. Fica claro que justificativas por parte da gestão, baseadas nos meus relatos, e nos relatos de outros pais virão em nosso próximo encontro, como sempre ocorre, querendo nos convencer de seus motivos sobre certas situações. Mas diante de tantas circunstâncias, infelizmente a gestão escolar do Guararapes mais uma vez decepcionou.
Fazer Gestão não é simples, é para poucos, e para os fortes. Não sei se a escola é dos atuais gestores ou de outra pessoa, se pensam em uma sucessão, se alguém está sendo preparado para assumir esses cargos no futuro quando os atuais se aposentarem, mas é importante ouvir de verdade as sugestões/críticas dos familiares sobre as impressões que temos da escola, e não simplesmente ler, jogar e-mail na lixeira e falar com colega gestor: Ah, é apenas mais uma mensagem de uma mãe chata!.
Espero que não levem as críticas para o lado pessoal, visto que as críticas devem ser avaliadas pelo lado positivo, para o crescimento da escola sobre questões/posturas profissionais que poderão ser alinhadas. Tudo que expus, foram coisas que venho observando ao longo do tempo que meu filho está no colégio. Nós queremos uma escola melhor e pode parecer pouco o valor da mensalidade, mas para nós não é de graça. Se colocar no lugar das famílias e pensar: E se fosse com o meu filho?, Como seria? O que eu faria? Será que agiria da mesma forma? Penso que organização e previsão (e se chover, e se quebrar, e se....) são pontos muito importantes.