Insatisfação com a desorganização e falta de planejamento na escola, afetando a experiência dos alunos e a qualidade do ensino.

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Brasília - DF
20/04/2026 às 10:57
ID: 246488769
Queria dizer a minha insatisfação em relação à forma como a escola vinha conduzindo aspectos fundamentais de sua organização e funcionamento. Ao longo do tempo, tornou-se cada vez mais evidente a falta de planejamento, cuidado e comprometimento com questões básicas que impactavam diretamente a experiência dos alunos e de toda a comunidade escolar.Estudei na unidade da Asa Norte por 4 anos, sempre na expectativa de que houvesse uma melhora. No entanto, a sensação que ficou foi a de que, com o passar do tempo, a situação apenas piorava, reforçando a percepção de desorganização e descaso.Um dos pontos mais preocupantes foi a falta de organização em relação ao calendário escolar. Datas importantes eram frequentemente alteradas sem aviso prévio adequado, atividades eram remarcadas de forma confusa e, muitas vezes, não havia clareza suficiente para que alunos e responsáveis pudessem se planejar.Além disso, a constante troca de profissionais afetou de forma relevante a continuidade do aprendizado. A coordenação, por exemplo, foi alterada quatro vezes ao longo do período, o que gerava instabilidade e falta de direcionamento para alunos e professores. Como se não bastasse, houve também a troca da diretora geral do colégio com menos de um mês para o término do ano letivo, uma decisão que causou ainda mais indignação e reforçou a sensação de desorganização e ausência de planejamento por parte da instituição. A ausência de estabilidade no corpo docente e na gestão prejudica o desenvolvimento dos alunos, que precisavam se adaptar repetidamente a novas metodologias, estilos de ensino e, principalmente, à falta de alinhamento entre os conteúdos.Outro aspecto que chamou atenção foi a pouca valorização das conquistas dos alunos. Resultados positivos não recebiam o reconhecimento adequado. Inclusive, houve um caso isolado de aprovação na UnB, universidade que a própria escola afirma ser um de seus principais focos de preparação, em que não houve qualquer reconhecimento por parte do colégio. Além disso, os certificados por mérito em resultados de provas frequentemente não condiziam com a realidade: houve situação em que um aluno da turma, que sequer realizou a prova, recebeu reconhecimento de 1 lugar. Somado a isso, os certificados eram entregues com atraso recorrente, muitas vezes apenas no ano seguinte.Também foi evidente a falta de apoio por parte dos profissionais na organização de projetos internos, como a SINUSI e outras iniciativas promovidas pelos próprios alunos. Esses projetos, que deveriam ter sido acompanhados de perto pela equipe escolar, enfrentavam dificuldades devido à ausência de suporte, orientação e reconhecimento por parte da instituição. Em determinadas situações, chegou-se ao ponto de os alunos serem proibidos de treinar para a prova cultural da gincana durante o horário reservado a isso. Ao mesmo tempo, em pleno ano de vestibular, era esperado que estivéssemos comprometidos com ensaios e atividades do próprio projeto da escola em horários que não pertenciam à rotina escolar, o que mostra uma clara incoerência e falta de sensibilidade com as prioridades acadêmicas dos alunos.Diante de todos esses pontos, a experiência ao longo dos anos acabou sendo marcada por frustrações recorrentes e pela sensação de que faltava à instituição o cuidado necessário com aspectos essenciais do ambiente escolar. A vivência como aluno, nesse contexto, foi diretamente impactada por problemas que poderiam ter sido evitados com maior organização, estabilidade e atenção às demandas da comunidade escolar.