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Curitiba - PR

10/04/2023 às 15:36

ID: 162597645

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No final do ano de ******* fomos conhecer o Marista Santa Maria, meu filho é portador de transtorno do espectro autista (TEA), a escola nos apresentou uma proposta pedagógica completa aos portadores de necessidades especiais.
Com coordenação especializada, material didático adaptado (o mesmo conteúdo da turma porem adaptado), elaboração personalizada de PEI, mediação, atenção individualizada as necessidades do meu filho. Ficamos encantados com a proposta a nós apresentada e decidimos matricular ele na escola para *******.
Porem com menos de dois meses do início das aulas, percebemos que nada o que foi prometido seria cumprido, em um primeiro momento começaram a surgir problemas quanto à comunicação entre escola X família, meu filho ainda não se expressa verbalmente por isso sempre frisamos que a comunicação entre todos os envolvidos no desenvolvimento dele (escola X família X terapeutas) seria de suma importância, para que assim pudéssemos trabalhar juntos em prol do desenvolvimento dele. Para nós FOI TUDO BEM! no final da aula na porta da sala não basta, solicitei uma reunião com a coordenação, na qual quem realizou foi a orientadora ****, expus para ela toda a nossa aflição quanto ao sabermos diariamente como o meu filho estava se adaptando, como estava sendo na questão de inclusão, se ele estava participativo, demonstrando interesse nas atividades propostas a ele, propus que fizemos uma agenda para o meu filho (como era feito na antiga escola, apresentei um modelo de como usávamos, poderíamos adaptar para a realidade da nova escola) a resposta quanto a essa agenda foi negativa, inviabilizando assim a nossa comunicação mais efetiva, com a justificativa que a professora não teria tempo, e toda que qualquer dúvida eu deveria enviar msg via app.
Por essa falta de comunicação conosco, a escola não nos informou que o meu filho já estava com tutora, só ficamos sabendo pela professora no dia da anamnese (duas semanas após o início das aulas), a tutoria foi trocada e novamente não fomos informados. A mediadora nova, não capacitada, chegou a relatar para mim que não sabia o que fazer e nem como agir com o meu filho. Um pouco antes desse ocorrido eu tinha conversado com a coordenadora ****, sobre a questão de capacitação da tutora, que caso se fizesse necessário forneceríamos um curso para a tutoria , a coordenadora **** respondeu que não seria possível, por serem estagiários não haveria a possibilidade de que nós, família, assumíssemos custos de formações, que o colégio se responsabilizaria por isso.
Meu filho chegou várias vezes em casa com a roupa molhada, ou com roupa molhada dentro da mochila, por ter ficado brincando na torneira da sala, mesmo eu praticamente implorando via app que não o deixassem se molhar uma pela fixação dele por água e outra por estar se recuperando de uma infecção de garganta, livre acesso a água gera um problema ainda maior para o meu filho, comecei a perceber que ele chegava em casa muito mais agitado, totalmente desregulado. Até me questiono onde estaria a tutora, a auxiliar e até a professora nesses momentos que o meu filho ficava na torneira DENTRO da sala de aula. Todas as crianças estavam fazendo atividades na torneira da sala? Chegou ao ponto de buscarmos ele no final da tarde, e ele estar com o tênis e meias encharcados e meu marido entrar novamente na escola questionar a coordenadora **** e ela perguntar para ele se aquilo o incomodava ! A justificava da coordenação foi são brincadeiras pertinentes a idade, mas meu filho nunca chegou em casa sujo de tinta, canetinha, massinha ou ele chegava molhado ou estava cheio de areia como se tivesse passado a tarde toda na praia, no caso passava o recreio inteiro na areia estereotipando! E não sendo incluído nas brincadeiras pertinentes a idade!
Após o episódio do tênis encharcado, foi marcada uma reunião com a coordenadora **** para a próxima semana, na conversa participou a professora, nós e a coordenadora, relatamos novamente todos os episódios que aconteceram, frisamos novamente que seria de suma importância a escola conversar com as terapeutas, elas poderiam colaborar na adaptação do meu filho na nova escola e adequação do material didático pois elas estão a 4 anos com o ele, nos foi proposto pela coordenadora *** a não utilização do material didático (livros e apostilas) caso concordássemos ela poderia verificar a possibilidade do valor pago ser devolvido, proposta essa absurda uma vez que a escola o conhece a menos de 2 meses, não conversaram com as terapeutas, mas pela sondagem/avaliação (avaliação essa feita pela escola somente), que ao meu ver era feita na torneira da sala de aula, acompanhado de uma tutora não capacitada chegaram à conclusão que o *** não tinha atingido alguns objetivos das series anteriores (no caso o Infantil)! Deixando claro para nós que a adaptação de material não estava sendo feita, um exemplo são as lições para casa que vieram totalmente diferentes do conteúdo trabalhado em sala, fora do mesmo contexto, ficou claro que o meu filho não estava sendo incluído em sala.
Aconteceram outras situações, como de chegar para buscá-lo um pouco mais cedo e o pai de um dos amiguinhos contar que o **** estava no pátio sozinho e depois de alguns momentos uma das meninas direciona-lo novamente para a sala, não sei desde quanto tempo ele está vagando por ali sozinho, enfim tudo aqui relatado me fizeram desacreditar em todas nas propostas a nós apresentadas, nos mostraram que a inclusão no Santa Maria não existe, os valores que tanto pregam, os cartazes e outdoors na frente da escola ficam somente no papel. Sentimo-nos enganados, frustrados, [Editado pelo Reclame Aqui], tamanha decepção com a escola.
Além dos prejuízos financeiros (mensalidade, uniforme, materiais individuais), tivemos que fazer uma nova adaptação, procurar uma nova escola que estivesse realmente preparada para absorve-lo, fazê-lo entender que trocaria de escola, ajustar tudo o que foi perdido nesse processo, é muito triste e espero que revejam todo o processo de inclusão de alunos PCD na instituição e ajustem as falhas para que essas situações não se repitam.
Essa mensagem foi enviada para a diretora da unidade e via app da escola, após 15 dias não tivemos nenhum retorno das partes responsáveis, nem com um pedido de desculpas ou reparação pelos danos causados.

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Resposta da empresa

12/04/2023 às 16:05

Prezada Stephanie,

Lamentamos o ocorrido. Recebemos o seu relato e, a partir dele, abrimos uma manifestação no Canal Direto Marista. Isso significa que seu relato será tratado internamente para que haja uma solução o mais rápido possível.
Você receberá em seu e-mail, as informações para acompanhar a tratativa do seu relato.

Informamos que o Reclame Aqui não é um meio de comunicação oficial do Grupo Marista. Você pode acionar o Canal Direto Marista para registrar reclamações, denúncias, sugestões e elogios referente às atividades e funções da Universidade.

Nosso site: https://*******

Orientamos que, antes de abrir um relato no Canal Direto, procure as áreas de primeira instância.

Atenciosamente,
Canal Direto Marista

Réplica do consumidor

15/04/2023 às 10:31

Bom dia
Não recebi nenhuma informação via email sobre o assunto.