Grave negligência na educação infantil: falta de supervisão, problemas de alimentação e condutas inadequadas da direção na escola Mundo UP em 2025.

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Rio Bonito - RJ

01/12/2025 às 03:04

ID: 233294731

Assunto: Grave negligência no integral da educação infantil, falta de supervisão, problemas na alimentação e condutas inadequadas da direção.

Minhas filhas estudaram na Educação Infantil da escola Mundo UP em 2025, e tivemos uma experiência extremamente negativa, principalmente no período integral, marcada por falta de supervisão, descaso, falhas de alimentação e condutas antiéticas da gestão.

Ao longo do ano, abrimos diversas reclamações pelo aplicativo da escola, que ficaram sem resposta.
As crianças sofreram agressões recorrentes de colegas, enquanto a escola não tomou providências, nem acompanhou as situações.

A grade de atividades anunciada não condiz com a prática. As crianças passam longos períodos soltas no quintal, com supervisão mínima, e atividades prometidas, como aula de música, simplesmente não acontecem. No início do ano, eles divulgaram uma grade de atividades para o integral, com oficinas de brinquedos com sucata, dobradura, alinhavo, pintura de observação e arte com giz, que são apenas para "inglês ver", pois nunca aconteceram.

A alimentação do integral também apresentou problemas graves. Minhas filhas relatavam que só comiam arroz e feijão porque os maiores comiam toda a carninha. Mesmo após meu alerta, a escola apenas respondeu que arroz e feijão são nutritivos, sem investigar a falta de proteína.
O cardápio enviado aos pais não corresponde ao que é servido, e em dia de escondidinho de carne encontrei minhas filhas comendo somente macarrão.

A nutricionista propôs um plano de reintrodução alimentar, que seguimos à risca, mas ela desapareceu sem concluir o acompanhamento, e minha filha desenvolveu trauma alimentar, recusando também meu próprio arroz caseiro, que ela sempre amou. A escola não monitorou, nem comunicou que ela passou quase dois meses almoçando e jantando apenas feijão e alguma proteína isolada.

Também encontramos escovas de dente em estado deplorável, parecendo escovas de limpeza doméstica. A equipe apenas disse que é impossível controlar, demonstrando total falta de cuidado com a higiene das crianças.

Vários objetos pessoais foram quebrados repetidas vezes, incluindo arcos de cabelo, e nunca houve supervisão ou explicações claras. As tias sempre diziam que não viram. Onde elas estavam nesses momentos?

Minhas filhas começaram a trazer para casa conversas impróprias e assustadoras:
-que todo mundo vai morrer, dito por uma funcionária;
-relatos sobre briga da polícia com [Editado pelo Reclame Aqui] após uma operação policial;
-comentários de que a casa de uma funcionária poderia ser invadida.
Esse tipo de assunto não deveria nunca ser tratado com crianças de 3 e 4 anos de idade.

Ao longo desse ano, minhas filhas passaram a ter brincadeiras agressivas e comportamentos mal educados, dos quais não era possível tratar somente nos fins de semana, considerando que voltavam a ter convivências ruins na escola ao longo da semana.

Outro fato gravíssimo foi a diretora expor situações particulares das minhas filhas para outras mães, distorcendo informações sobre alimentação e tentando nos ridicularizar, uma conduta totalmente antiética.

Além disso, a escola alega que não coloca câmeras internas porque confia na equipe, mas realiza trocas constantes de funcionários com justificativas vagas.

E, de maneira muito estranha, vários machucados coincidiram exatamente com dias em que fiz cobranças mais firmes o que me deixou profundamente insegura, parecendo se tratar de retaliação.

Somente próximo da época de renovação de matrícula, a diretora admitiu os problemas durante reunião presencial comigo e disse que vai trocar toda a equipe do integral no ano seguinte, pedindo uma segunda chance, mesmo após um ano inteiro sem ações efetivas.

Diante da soma de negligência, falta de transparência, danos emocionais às crianças e condutas da gestão, decidimos retirar nossas filhas imediatamente da escola no meio do mês de novembro, antes do ano letivo de 2025 acabar. Fomos forçados a fazer isso, prezando pela segurança física e emocional delas.

Diante do meu comunicado emitido a escola, de retirada imediata das crianças, eles tiraram do ar o perfil de uma das minhas meninas, que continha todas as minhas reclamações sem respostas, com o objetivo ocultar possíveis provas contra a conduta deles. Lamentável. Como se só existissem provas lá.

Eles estão vendendo a escola nas redes sociais, como se fosse maravilhosa e no entanto tem um universo de problemas pré-existentes, que são varridos para debaixo do tapete todos os dias.
Todo o cenário aqui exposto mostra que a direção da escola, não quer, não sabe ou não tem estrutura para corrigir os problemas.

Deixo este relato para que outras famílias tenham mais clareza ao avaliar o integral desta instituição.

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