Denúncia de racismo, discriminação e omissão da Escola Palas contra aluna

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
09/02/2026 às 07:55
ID: 240158635
Venho, por meio desta, registrar DENÚNCIA FORMAL contra a Escola Palas, em razão de episódios de racismo, discriminação e omissão institucional, envolvendo minha filha, Isis, então aluna da instituição.
A Escola Palas é frequentemente apresentada como uma escola tradicional e de ensino de qualidade. Contudo, a experiência vivida por minha filha e por nossa família demonstra que essa reputação não corresponde à prática.
Minha filha estudou por dois anos nessa escola. Durante esse período, construiu vínculos afetivos e amizades que, inclusive, se mantêm até hoje, mesmo após sua saída da instituição. No entanto, enquanto ainda era aluna, Isis sofreu discriminação racial, praticada pela mãe de uma colega de classe, que, ironicamente, era a melhor amiga dela. Ressalto que as crianças mantinham uma relação extremamente próxima e saudável, sem qualquer conflito entre elas.
A situação se agravou pela postura da escola. Ao tomar ciência do ocorrido, a instituição não ofereceu qualquer tipo de acolhimento, proteção ou mediação em favor da minha filha. Pelo contrário: a coordenadora pedagógica, Márcia, afirmou que o problema deveria ser resolvido da porta da escola para fora, eximindo completamente a escola de sua responsabilidade.
Mais grave ainda, fui orientada pela coordenação a levar minha filha mais cedo e buscá-la mais cedo, com o objetivo de evitar que ela encontrasse a agressora. Ou seja, a solução apresentada foi afastar a vítima, e não responsabilizar ou advertir a autora da discriminação.
Posteriormente, tomei conhecimento de que essa mãe frequentemente fazia reclamações infundadas sobre minha filha, afirmando não querer qualquer aproximação entre as crianças apesar de sua própria filha demonstrar carinho e desejo de manter a amizade. Em reunião com a escola, a própria professora confirmou que Isis era uma criança absolutamente normal, sem qualquer comportamento agressivo ou inadequado, o que torna ainda mais injustificável a postura discriminatória sofrida.
Em todas as tentativas de resolução, a postura da escola foi negligente, omissa e profundamente desrespeitosa, chegando ao ponto de sugerir que nós mudássemos de turno, transferindo para a família da vítima o ônus de se adaptar ao preconceito alheio. Tal conduta é inaceitável e revela uma clara escolha institucional de lado, em detrimento da criança vítima de racismo.
Diante dos fatos, considero a conduta da Escola Palas extremamente grave, pois:
- deixou de cumprir seu dever de proteger a criança;
- foi conivente com uma prática discriminatória;
- normalizou o racismo ao tratá-lo como um problema externo à instituição;
- reforçou a exclusão e a violência simbólica contra uma criança negra.