Exclusão de Aluna de 3 Anos em Passeio Escolar ao Bioparque e Atendimento Inadequado da Coordenação e Direção do Colégio Palas

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Rio de Janeiro - RJ

29/05/2026 às 11:51

ID: 250031973

Escrevo este e-mail para registrar minha profunda decepção e indignação com a postura adotada pela coordenação e pela direção do Colégio Palas unidade Homem de Melo, diante de uma situação ocorrida durante o passeio ao Bioparque, realizado nesta semana.

Recebemos, da escola, uma circular solicitando autorização para participação dos alunos no referido passeio. Como nossa filha possui apenas três anos de idade, entendemos que ela ainda não possui maturidade suficiente para participar de uma atividade externa desacompanhada dos pais e, por essa razão, optamos por não autorizar sua participação no passeio, sendo levada pela escola.

Entretanto, não gostaríamos que Sophia fosse privada de um momento de lazer e convivência com seus colegas. Assim, decidimos levá-la ao Bioparque por meios próprios, acompanhada de seu pai.

Ao chegar ao local, Sophia foi inicialmente recebida com muito carinho pelas suas professoras, profissionais que sempre demonstraram afeto e cuidado com ela. Nossa filha permaneceu próxima dos colegas enquanto seu pai a observava à distância, conforme solicitado pela coordenadora *****.

Contudo, em determinado momento, a profissional responsável por conduzir o grupo solicitou diretamente a minha filha para que se afastasse das demais crianças e permanecesse exclusivamente com seu pai. Ao ser questionada sobre o motivo, informou que estava apenas cumprindo uma determinação da coordenadora, em aparente referência à coordenadora Vânia, que acompanhava a atividade.

Minha filha ficou visivelmente triste e constrangida ao ser retirada do convívio com os colegas. Seu pai procurou a coordenação para compreender a situação e recebeu a justificativa de que Sophia não estava no passeio e que, por esse motivo, não poderia permanecer junto às demais crianças.

O aspecto mais grave é que tais afirmações foram feitas diretamente para a criança ou na sua presença, expondo-a a uma situação de exclusão completamente desnecessária.

Posteriormente, meu marido solicitou que Sophia permanecesse próxima dos colegas e pediu uma reunião para esclarecimento dos fatos.

A reunião, com meu marido, ocorreu hoje e, para a minha surpresa, a postura adotada pela diretora ***** foi ainda mais preocupante. A diretora afirmou que quem constrangeu sua filha foi você, que a levou até lá e que ela não deveria ter sido autorizada nem mesmo a lanchar com as outras crianças.

Diante de tudo o que ocorreu, surgem algumas perguntas inevitáveis:

- Em qual trecho da circular do passeio constava a proibição da presença dos pais no local?

- Em qual trecho da circular constava que uma criança levada por seus responsáveis não poderia interagir com seus colegas?

- Como a escola entende que a exclusão de uma criança de apenas três anos de idade, diante dos colegas, é compatível com os princípios de acolhimento, respeito e cuidado, que a instituição afirma defender?

A situação vivenciada por nossa filha foi profundamente desagradável. A circular encaminhada pela escola não continha qualquer informação que permitisse concluir que a conduta adotada por nossa família seria inadequada ou proibida.

A postura da coordenação no local do passeio foi excludente e constrangedora. A postura da direção, durante a reunião realizada hoje, foi, no mínimo, incompatível com a sensibilidade e o profissionalismo que se espera de uma instituição de ensino infantil.

Como mãe, considero todo o episódio extremamente lamentável. Mais do que um simples desencontro de informações, o que ocorreu foi a exposição de uma criança pequena a uma situação de rejeição e exclusão diante de seus colegas.

Sou médica e, assim como os profissionais da educação, trabalho diariamente com pessoas e famílias. Por isso, sei que a forma como tratamos as pessoas faz toda a diferença. Acolhimento, respeito, empatia e cuidado não são qualidades opcionais para quem trabalha com crianças e suas famílias; são deveres fundamentais e inerentes à função.

Registro, portanto, minha profunda insatisfação com a condução dos fatos e informo que avaliarei todas as medidas cabíveis para resguardar os direitos da minha filha.

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