Colégio Pensi Tijuca 1 pune aluno vítima de assédio e protege agressor

Em réplica
Rio de Janeiro - RJ
08/07/2026 às 15:45
ID: 253423799
Título: Colégio omisso pune aluno vítima de assédio e protege agressor
Venho, por meio desta manifestação no Reclame Aqui, expressar minha profunda indignação com a postura do Colégio Pensi, na unidade Tijuca 1 (Rua Ibituruna), diante de um caso gravíssimo envolvendo meu filho.
No último dia 08/07, meu filho foi suspenso sob a justificativa de "envolvimento em uma briga" embora nenhum inspetor, professor ou funcionário tenha presenciado o ocorrido. Porém, ao conversar com ele e apurar os fatos, descobri que a escola agiu com total omissão e negligência. A briga, na verdade, foi uma reação defensiva do meu filho a um histórico prolongado de provocações e, principalmente, a toques em partes íntimas praticados reiteradamente por um colega dentro da própria escola. Esse assédio físico e moral vinha ocorrendo há tempos, e a coordenação, que tem o dever de vigiar e proteger os alunos, não identificou, não coibiu e nem sequer tomou ciência do que acontecia.
O que considero mais grave é a postura arbitrária da direção e coordenação ao aplicar a punição:
Inverteram a lógica da justiça: penalizaram a vítima (meu filho) que revidou para se defender e trataram o agressor como se fosse igualmente [Editado pelo Reclame Aqui] na briga.
Agir com omissão total: suspenderam meu filho sem investigar o histórico do outro aluno, sem ouvir a versão completa do ocorrido e sem apurar a própria falha da escola em zelar pela integridade do meu filho.
Desprezo pelo dever de cuidado: a escola se eximiu da responsabilidade legal e ética de proteger uma criança sob sua custódia, permitindo que o assédio se prolongasse.
Diante disso, exijo que o Colégio Pensi reveja imediatamente esta decisão arbitrária, anule a suspensão do meu filho e instaure uma apuração séria e transparente sobre a omissão da coordenação e os atos de assédio praticados pelo outro aluno. Espero que a instituição, que se vende como formadora de cidadãos, assuma sua responsabilidade, corrija o erro e repare o dano moral causado à minha família.
Aguardo um posicionamento público e efetivo da escola.
Compartilhe
Resposta da empresa
10/07/2026 às 17:47
Prezada Família,
Boa tarde.
Agradecemos sua mensagem e compreendemos a sua preocupação diante da situação envolvendo seu filho. Recebemos seu relato com a seriedade e o cuidado que o tema exige.
Em primeiro lugar, é importante esclarecer que a escola agiu prontamente tão logo tomou conhecimento da ocorrência envolvendo os alunos. Ao ser identificada a briga, a equipe atuou de forma imediata, inclusive diante de um episódio que extrapolou o desentendimento inicial e atingiu terceiros não envolvidos diretamente na situação. Nesses casos, a apuração e a aplicação das medidas cabíveis seguem o que está previsto em nosso regimento escolar, sempre com foco na segurança e na convivência respeitosa no ambiente escolar.
Esclarecemos, ainda, que a sanção de suspensão aplicada aos alunos decorre do envolvimento em briga, conduta expressamente prevista em regimento escolar, documento que integra o contrato educacional e que é de ciência das famílias no momento da assinatura. Nesses casos, a medida disciplinar é aplicada em razão da participação no conflito em si, independentemente da motivação alegada, conforme as normas institucionais vigentes.
Sobre os fatos relatados posteriormente por sua família, especialmente quanto aos supostos toques inadequados mencionados apenas mais recentemente, ressaltamos que, até então, a escola não havia recebido qualquer comunicação prévia do aluno ou da família a esse respeito. Em nenhum momento anterior a instituição foi formalmente informada sobre essa alegação. Tão logo esse novo elemento foi trazido ao conhecimento da escola, ele passou a ser tratado com a máxima seriedade e já está sendo apurado nos termos do nosso protocolo de segurança e convivência. Caso os fatos sejam confirmados, as medidas e sanções regimentais cabíveis serão aplicadas.
Por isso, não procede a afirmação de omissão por parte da escola. A ocorrência se deu no período da manhã, e a Direção se colocou à disposição da família para atendimento no mesmo dia. A família inicialmente optou pelo atendimento na manhã do dia 09/07. Em seguida, houve novo pedido de remarcação para o dia 13/07, em razão da agenda do pai. Ou seja, desde o primeiro momento, a escola se manteve disponível para acolher a família, prestar os esclarecimentos necessários e conduzir o caso com responsabilidade.
Também registramos que a coordenação entrou em contato telefônico com a família para explicar tanto o regimento quanto o protocolo adotado pela escola diante da ocorrência. No entanto, infelizmente, não houve abertura para que essas explicações fossem integralmente ouvidas naquele momento.
Reforçamos, ainda, que a suspensão aplicada é uma medida regimental. Inclusive, foi oferecida à família a possibilidade de o aluno cumprir essa medida nas dependências da própria escola, justamente para minimizar eventuais impactos pedagógicos e logísticos.
Por fim, reiteramos que o novo fato trazido por sua família apenas no dia de ontem já está sob apuração. A escola seguirá tratando o tema com a seriedade, o cuidado e a responsabilidade que ele exige, tanto no campo disciplinar quanto no campo da proteção e do bem-estar dos alunos.
Permanecemos à disposição para o diálogo e para os esclarecimentos necessários, dentro de um ambiente respeitoso e construtivo.
Atenciosamente,
Equipe Pensi
Réplica do consumidor
14/07/2026 às 10:06
Prezada Equipe Pensi,
Agradecemos a resposta, mas, após a reunião ocorrida, registramos que não concordamos com as justificativas apresentadas pela escola.
Durante o encontro, a instituição limitou-se a invocar o regimento escolar e a mencionar reiteradamente a excelência acadêmica como foco de sua atuação. Em nenhum momento, no entanto, foi abordada a responsabilidade da escola como formadora de cidadãos e promotora de uma convivência ética e respeitosa entre os alunos.
A escola afirmou que sua decisão se baseou em depoimentos de crianças e que teria havido uma "briga". Nós, porém, insistimos que o que ocorreu foi uma reação defensiva de meu filho, que vinha sendo provocado e importunado de forma reiterada pelo colega há muito tempo situação que, segundo ele, já vinha se repetindo e sobre a qual a escola, infelizmente, não tomou conhecimento prévio.
Reduzir um episódio de violência continuada a uma "briga entre iguais" é desconsiderar todo o contexto que levou ao ocorrido. A escola não pode tratar como equivalentes o aluno que provoca e o que reage, sob pena de legitimar a agressão e desproteger quem precisa de amparo.
Reiteramos que a suspensão aplicada ao meu filho foi injusta e desproporcional, pois penalizou a vítima de um histórico de provocações e não levou em conta a legítima defesa. A postura institucional demonstrada revelou mais preocupação com a aplicação automática de normas do que com a formação ética e o cuidado integral dos alunos.
Meu filho cumpriu a suspensão por orientação nossa, mas não por concordância e sim para evitar maiores desgastes. Esperamos, contudo, que a escola reflita sobre sua abordagem em casos de conflitos assimétricos e que futuras decisões considerem o histórico e o contexto de cada aluno.
Permanecemos à disposição para novos diálogos, mas deixamos claro que continuaremos atentos à proteção do nosso filho e à forma como a escola conduz situações dessa natureza.
Réplica da empresa
15/07/2026 às 16:43
Prezado Edilo,
Boa tarde.
Agradecemos a resposta e o feedback. Recebemos também o feedback da família via ata da reunião que tiveram com a direção da escola, onde foram apresentados os tópicos regimentais que embasam a decisão.
Acreditamos que o diálogo pode construir pontes para melhoria e estamos à disposição sempre.
Atenciosamente,
Equipe Pensi