Solicitação de apuração de conduta docente e adoção de providências - Professora de matemática 8 ano do Ensino Bilingue do Colégio Pensi Unidade Tijuca I

Respondida
Rio de Janeiro - RJ
10/07/2026 às 15:09
ID: 253597433
À Direção da Escola PENSI, Unidade Tijuca I
Assunto: Solicitação de apuração de conduta docente e adoção de providências
Prezados(as),
Na qualidade de responsável por aluna do 8 ano do Ensino Bilingue do Colégio Pensi Unidade Tijuca I, venho registrar formalmente um fato que me causou profunda preocupação e solicitar a devida apuração e adoção das providências cabíveis.
Segundo relato de minha filha, presenciado também por outros estudantes, durante a devolução sobre o resultado de uma prova, a professora de matemática dirigiu-se aos alunos que obtiveram baixo desempenho, afirmando que eram [Editado pelo Reclame Aqui]. Ainda que a manifestação tenha sido direcionada ao grupo de estudantes que tirou nota baixa, e não a um aluno específico, trata-se de uma expressão incompatível com os princípios que devem orientar o exercício da docência e a missão institucional da escola.
O educador exerce uma das funções de maior relevância social na formação de crianças e adolescentes. Sua atuação transcende a transmissão de conteúdos curriculares, pois influencia diretamente a construção da autoestima, da confiança, do senso de pertencimento, do respeito às diferenças e da motivação para aprender.
A palavra de um professor possui peso enorme e significado especial para um estudante, podendo incentivar seu desenvolvimento ou, ao contrário, gerar insegurança, desmotivação e sofrimento emocional.
O baixo rendimento escolar deve ser compreendido como uma oportunidade para identificar necessidades, orientar e desenvolver estratégias pedagógicas capazes de favorecer a aprendizagem, jamais como motivo para rotular, humilhar ou desqualificar estudantes.
A utilização de expressões depreciativas, além de contrariar os princípios éticos da profissão docente, distancia-se da função social da escola como ambiente seguro, acolhedor, inclusivo e promotor do desenvolvimento humano.
No caso específico de minha filha, a situação assume especial relevância por se tratar de uma estudante diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Embora a fala não tenha sido dirigida exclusivamente a ela, alcançou também alunos com deficiência, que podem apresentar maior sensibilidade a experiências de exposição, constrangimento ou desvalorização.
A Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei n 12.764/2012 (Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista) e a Lei Brasileira de Inclusão (Lei n 13.146/2015) asseguram às crianças e às pessoas com deficiência o direito à dignidade, ao respeito, à proteção contra qualquer forma de violência psicológica e ao acesso a uma educação inclusiva, baseada na igualdade de oportunidades e na valorização da pessoa.
Diante dos fatos, solicito:
1) Apuração formal do ocorrido, mediante a oitiva da professora e das demais pessoas que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos;
2) Adoção das medidas administrativas e pedagógicas que a escola entender cabíveis, caso o relato seja confirmado;
3) Implementação ou o reforço de ações voltadas à promoção de práticas pedagógicas respeitosas, inclusivas e compatíveis com os valores institucionais da educação;
4) Implementação de ações pedagógicas estratégicas capazes de favorecer a aprendizagem, haja vista a quantidade de alunos da mesma turma que expressam significativa dificuldade;
5) Encaminhamento de devolutiva formal por parte da Escola, informando as providências adotadas.
Esclareço que o propósito desta manifestação não é promover qualquer forma de exposição ou punição desproporcional da profissional envolvida, mas assegurar que situações dessa natureza sejam devidamente analisadas e tratadas, e que não voltem a acontecer, preservando assim o ambiente escolar como espaço de acolhimento, respeito e desenvolvimento integral dos estudantes.
Na expectativa de uma apuração criteriosa e das providências pertinentes, coloco-me à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.
Atenciosamente,
Alan Firmino Guerra
Responsável legal da Aluna
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Resposta da empresa
15/07/2026 às 16:49
Prezado Sr. Alan,
Boa tarde.
Agradecemos por compartilhar sua manifestação conosco e lamentamos sinceramente a situação relatada, bem como o desconforto causado à sua filha e à sua família.
Recebemos sua mensagem com toda a atenção e sensibilidade que o caso requer. Reafirmamos que sua solicitação de apuração será devidamente seguida, com a seriedade, o cuidado e a responsabilidade necessários, para que os fatos sejam esclarecidos de forma criteriosa.
Nosso compromisso é com a promoção de um ambiente escolar respeitoso, acolhedor e seguro para todos os alunos, sempre em consonância com os valores institucionais que orientam nossa atuação. Após a apuração, prestaremos a devida devolutiva sobre as providências adotadas.
Permanecemos à disposição.
Atenciosamente,
Equipe Pensi.