Colégio Recanto, no Recreio, difama a Igreja, ofendendo pais e alunos católicos com mentiras e falsos documentos

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Reclamar dessa empresa

Rio de Janeiro - RJ

01/07/2023 às 02:10

ID: 167416655

Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano

Ver todas Reclamações

No primeiro ano do ensino médio de ******* me deparei com material da disciplina história, difamando a santa Igreja Católica como incentivadora da escravidão e mencionando documentos falsos, ofendendo a pais e alunos católicos. Solicitei reunião com a coordenadora, que convidou o responsável pelas matérias humanas e os mesmos prometeram averiguar e responder mas não deram resposta alguma. Uma vergonha uma instituição outrora respeitada, na qual todos os meus filhos foram educados, ser tomada por professores ideólogos irresponsáveis, que agem de má fé sem que a direção tome medida alguma

Compartilhe

Resposta da empresa

10/07/2023 às 08:25

Prezado Responsável Marcus Vinicius, o Colégio Recanto é uma instituição educacional Tradicional, que prima pela valorização dos conteúdos e pela formação dos alunos, não possuindo qualquer vinculação de ordem política ou religiosa, preparando seu corpo discente para os desafios da vida, ofertando aos alunos uma cultura básica de qualidade e uma formação humanística, criando condições para o desenvolvimento de forma equilibrada e harmoniosa, através de uma consciência crítica e uma atitude de constante autoavaliação, com uma integração permanente entre a Família, o Colégio, a Comunidade e o Meio Ambiente, gerando também uma consciência ecológica em nossos alunos.

Cientes de vosso posicionamento e reclamação, vimos pelo presente informar que a matéria ministrada aos alunos tem fundamento em obras acadêmicas, em base legal (Lei) e na necessidade prática, considerando os vestibulares que os alunos deverão realizar para o ingresso no Ensino Superior, conforme a seguir exposto:

O conteúdo apresentado pela professora está presente como uma obrigatoriedade jurídica, de acordo com a Lei n 10.*******, de ******* que incluiu a história e a cultura afro-brasileira e indígena na educação básica. Também é possível observar a presença desse tema na matriz de referência do ENEM, que estabelece a necessidade de ensino da História cultural dos povos africanos. A luta dos negros no Brasil e o negro na formação da sociedade brasileira.

******* que a discussão referente ao apoio da Igreja ao processo escravocrata brasileiro pode ser identificada em uma vasta gama de produção acadêmica. Cito abaixo alguns poucos exemplos:

BOSI, Alfredo. Dialética da colonização. São Paulo; Companhia das Letras, *******.
CASIMIRO, Ana Palmira Bittenourt Santos. Quatro visões do escravismo colonial: Jorge Benci, Antônio Vieira, Manuel Bernardes e João Antônio Andreoni. Politeia: história e sociedade. V1., n. 1, Vitória da Conquista, *******.
COSTA, Robson Pedrosa. As ordens religiosas e a escravidão negra no Brasil. ANAIS DO II ENCONTRO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA COLONIAL. Mneme Revista de Humanidades. UFRN. Caicó (RN), v. 9. n. 24, Set/out. *******. Disponível em: https://******* Acesso em 10/05/*******.
FAUSTO; Boris. História do Brasil. 12 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, *******.
FILGUEIRAS, Fernando. O cabedal das virtudes: André João Antonil, a continuidade e a mudança no pensamento jesuíta do Brasil setecentista. Revista Intelectus. A. 4. V. 1. *******.
MARQUESE, Rafael de Bivar. Feitores do corpo, missionários da mente:
senhores, letrados e o controle dos escravos nas Américas, **************. São Paulo: Companhia das Letras, *******.
ORLANDI. Eni Puccinelli. Discurso, imaginário social e conhecimento. Em Aberto, Brasília, ano 14, n.61, jan./mar. *******. Disponível em: https://**************/*******. Acesso em 12/06/*******.
VAINFAS, Ronaldo. Ideologia e escravidão: os letrados e a sociedade escravista no Brasil colonial. Petrópolis: Vozes, *******.

Para demonstrar que esse conteúdo é presente em uma enorme variedade de vestibulares nacionais, seguem-se cinco exemplos de questões:

1. (Uepg) - Uma das marcas da sociedade colonial brasileira, a escravidão, só foi extinta em *******, na véspera do final do Império. A respeito desse tema, assinale o que for correto.
01) Apesar de numericamente menor do que a escravidão negra, a escravidão indígena também foi utilizada no Brasil colonial e só foi proibida no século XVIII por meio de um decreto assinado pelo Marquês de Pombal.
02) Apreendidos na África e trazidos à força em navios negreiros, os escravos negros foram fundamentais para o desenvolvimento da economia colonial e estiveram presentes tanto na produção do açúcar, no século XVI, quanto na mineração do século XVIII.
04) Expressivos no período do Império, os quilombos praticamente não existiram no período colonial. Nesse período, os escravos africanos se caracterizaram pela acomodação e pela resignação à condição de cativos.
08) Rio de Janeiro e Salvador foram os dois principais centros importadores de escravos durante o período colonial. Em ambas as cidades, havia um forte mercado de compra e venda de cativos africanos.
16) A Igreja Católica não se opôs à escravidão africana no Brasil. Entre os argumentos que justificaram tal postura estavam o de que, no Brasil, os negros seriam civilizados e se converteriam ao catolicismo.

Questão da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa). O tópico 16, que é dado como correto no gabarito oficial, estabelece que a Igreja Católica não se opôs ao tráfico negreiro no Brasil.

2. (Ufu) - A realidade religiosa de hoje em dia na América Latina demonstra à evidência o caráter superficial da cristianização autoritária conduzida outrora pelo poder colonial. No Brasil, especialmente, cultos clandestinos subsistiram e agora afloram novamente entre os índios e, sobretudo entre os negros trazidos da África. Os escritores e os viajantes dos séculos XVI-XVIII não puderam deixar de assinalá-los. Ao lê-los, percebe-se que o dia pertencia aos brancos e a noite, aos escravos. Posto o sol, os caminhos do Brasil se fechavam aos brancos que se trancafiavam em suas vastas moradas por temor dos escravos.

DELUMEAU, Jean. História do medo no Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, *******, p. ************** (Adaptado).
A catequese, indissociável do projeto colonizador português, jamais conseguiu subverter totalmente o diversificado conjunto de crenças e costumes dos indígenas e dos negros.
A respeito de tal constatação, faça o que se pede.

a) Apresente duas características do sincretismo religioso que marcou a colonização portuguesa no Brasil.
b) Caracterize a ambiguidade da posição da Igreja Católica em relação à escravidão de indígenas e negros.

Questão da UFU (Universidade Federal de Uberlândia). A pergunta B) estabelece o fato de uma ambiguidade na ação da Igreja nesse período, por uma negligência à condição escrava no Brasil.

3. (Fuvest) - Não há trabalho, nem gênero de vida no mundo mais parecido à cruz e à paixão de Cristo, que o vosso em um destes engenhos [...]. A paixão de Cristo parte foi de noite sem dormir, parte foi de dia sem descansar, e tais são as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e vós despidos; Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a vossa imitação, que, se for acompanhada de paciência, também terá merecimento e martírio[...]. De todos os mistérios da vida, [Editado pelo Reclame Aqui] e ressurreição de Cristo, os que pertencem por condição aos pretos, e como por herança, são os mais dolorosos.

P. Antônio Vieira, Sermão décimo quarto. In: I. Inácio & T. Lucca (orgs.). Documentos do Brasil colonial. São Paulo: Ática, *******, p.*******.

A partir da leitura do texto acima, escrito pelo padre jesuíta Antônio Vieira em *******, pode-se afirmar, corretamente, que, nas terras portuguesas da América,
a) a Igreja Católica defendia os escravos dos excessos cometidos pelos seus senhores e os incitava a se revoltar.
b) as formas de escravidão nos engenhos eram mais brandas do que em outros setores econômicos, pois ali vigorava uma ética religiosa inspirada na Bíblia.
c) a Igreja Católica apoiava, com a maioria de seus membros, a escravidão dos africanos, tratando, portanto, de justificá-la com base na Bíblia.
d) clérigos, como P. Vieira, se mostravam indecisos quanto às atitudes que deveriam tomar em relação à escravidão negra, pois a própria Igreja se mantinha neutra na questão.
e) havia formas de discriminação religiosa que se sobrepunham às formas de discriminação racial, sendo estas, assim, pouco significativas.

Questão da FUVEST, prova de acesso para a Universidade de São Paulo. A questão estabelece como gabarito a opção C (a Igreja Católica apoiava, com a maioria de seus membros, a escravidão dos africanos, tratando, portanto, de justificá-la com base na Bíblia.). Demonstrando a questão do apoio da Igreja à condição escrava no Brasil.

4. (Enem PPL) - TEXTO I
Já existe, em nosso país, uma consciência nacional que vai introduzindo o elemento da dignidade humana em nossa legislação, e para qual a escravidão é uma verdadeira mancha. Essa consciência resulta da mistura de duas correntes diversas: o arrependimento dos descendentes de senhores e a afinidade de sofrimento dos herdeiros de escravos.
NABUCO, J. O abolicionismo. Disponível em https://******* Acesso em 12 out ******* (adaptado)

TEXTO II
Joaquim Nabuco era bom de marketing. Como verdadeiro estrategista, soube trabalhar nos bastidores para impulsionar a campanha abolicionista, utilizando com maestria a imprensa de sua época. Criou repercussão internacional para a causa abolicionista, publicando em jornais estrangeiros lidos e respeitados pelas elites brasileiras. Com isso, a campanha ganhou vulto e a escravidão se tornou um constrangimento, uma vergonha nacional, caminhando assim para o seu fim.
COSTA e SILVA, P. Um abolicionista bom de marketing. Disponível em https://******* Acesso em 27 de jan. ******* (adaptado)
Segundo Joaquim Nabuco, a solução do problema escravista no Brasil ocorreria como resultado da:
a) Evolução moral da sociedade.
b) Vontade política do Imperador.
c) Atuação isenta da Igreja Católica.
d) Ineficácia econômica do trabalho escravo.
e) Implantação nacional do movimento republicano.

A questão do ENEM, estabelece como incorreta a pauta da Igreja como isenta, demonstrando que houve atuação da instituição nesse período.

5. (Uel) - Os estrangeiros que chegavam ao Rio de Janeiro ou outras cidades costeiras ficavam espantados com os milhares de negros que viam carregando água, mercadorias e produtos, transportando seus senhores e senhoras em liteiras ou redes pelas ruas da cidade, ou vendendo uma grande variedade de produtos. Os proprietários de escravos exigiam seu trabalho, serviço e obediência totalmente amparados por uma complexa estrutura legal, pelo costume oficializado e pela doutrina da Igreja católica.
(CONRAD, Robert Edgar. Os Tumbeiros. São Paulo: Brasiliense, *******. p. 7- 8.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a escravidão no Brasil, considere as afirmativas a seguir.
I. O fluxo crescente do tráfico de escravos da África para o Brasil, até a primeira metade do século XIX, indica que a elite fundiária se negava a optar pelo sistema de trabalho livre.
II. As mortes frequentes de escravos, por fugas, doenças, maus-tratos, entre outros, reduziram a mão de obra disponível e inviabilizaram o lucro proveniente do tráfico.
III. O discurso liberal de franceses e anglo-americanos demonstrava forte oposição à ideia de posse de seres humanos por outros da mesma espécie.
IV. Os proprietários de escravos brasileiros, durante a primeira metade do século XIX, concebiam a escravidão como um direito concedido pelo imperador e por Deus, defendendo-o como um privilégio natural.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.
b) I e IIII.
c) II e IV.
d) I, III e IV.
e) II, III e IV.

Desta forma, o Colégio Recanto volta a ressaltar que trabalha estritamente dentro dos parâmetros legais, curriculares e práticos na árdua, porém honrosa tarefa de transferir e ministrar conhecimento ao seu corpo discente. Sem mais pelo momento, é o que nos cabia esclarecer. Att. Colégio Recanto.

Réplica do consumidor

10/07/2023 às 12:41

Infelizmente, mais uma vez, o Colégio Recanto não respondeu à minha reclamação feita em reunião presencial, solicitando explicações quanto às razões que levaram um professor a utilizar um documento que oficialmente não existe, para propagar uma mentira ideológica. A resposta do colégio buscou provar que a escravidão existiu, o que é óbvio, mas não é a questão apresentada.

A Igreja Católica SEMPRE CONDENOU a escravidão em diversas encíclicas, inclusive em uma delas direcionada especificamente ao Brasil. É lamentável que professores de história da escola silenciem sobre o grande papel da Igreja na luta contra a escravatura ao longo dos séculos.

O Papa Leão XIII, em uma encíclica aos bispos do Brasil, em 05/05/*******, manifestou sua alegria e celebrou a vitória conquistada na Abolição por obra da princesa Isabel, uma mulher profundamente católica. Em 13 de janeiro de *******, o Papa Eugênio IV já havia condenado formalmente a escravatura, sob pena de excomunhão, através da encíclica Sicut Dudum.

O papel do Padre Antônio Vieira e dos jesuítas, que lutavam junto com os índios contra os bandeirantes que queriam escravizar os nativos, é outra prova evidente e amplamente conhecida historicamente de que a Igreja, como instituição, JAMAIS aprovou essa prática nefasta.

Aliás, em TODOS os períodos da história das civilizações, antes e após o advento do cristianismo, a escravidão existiu como prática, inclusive entre os próprios povos negros e indígenas, com EXCEÇÃO do período da CRISTANDADE, entre os séculos XI e XIII, quando as monarquias e nações católicas eram regidas sob a égide da justiça eclesiástica.

No fim do século XV, quando o poder político já estava profundamente impregnado pelo paganismo renascentista, afastando-se da fé católica, os estados buscaram consolidar seu poder, recorrendo novamente

Desde os primórdios da Igreja, os Apóstolos ensinaram que a dignidade humana não se distingue pela condição social ou racial e que todos são iguais diante de Deus e da justiça divina e convidados igualmente ao banquete eucarístico, por mais que o poder secular não observasse isso.

Não se pode negar à Igreja o mérito de ter lutado com prudência e doçura para extirpar o flagelo da escravatura. A diferença entre os sistemas escravagistas pagão e cristão é notória. O fato da Igreja ter ensinado aos que detinham o poder, que Deus e a justiça estavam acima deles e que para ser verdadeiro cristão são necessárias virtudes humanas elevadas, fez com que muitos escravos conseguissem alforria.

O poder político e a justiça civil não permitiam aos escravos se casarem e formarem família. A Igreja, porém, através de Adriano I, concedia o matrimônio aos cativos, MESMO CONTRA A VONTADE DE SEUS SENHORES, protegia suas famílias e alcançava direitos antes negados a eles.

O Papa São Gregório Magno, lutou e alcançou a libertação de grande número de escravos e, através do Concílio Romano, no ano de ******* conseguiu a liberdade de todos os escravos que seguissem a vida monástica.

Em *******, o rei muçulmano da região de Valença, na península Ibérica, foi intimado a não tomar nenhum cristão como escravo.

Gregório IX decretou a proibição de venda de escravos à Igreja e a entrega voluntária de religiosos como escravos no lugar de cristãos cativos. Além disso, exortou todos os fiéis a expiarem seus pecados oferecendo seus escravos a Deus através da libertação deles.

Réplica do consumidor

10/07/2023 às 13:09

CONTINUAÇÃO: DOCUMENTOS E AÇÕES ESPECÍFICAS DA IGREJA CONTRA ESCRAVIDÃO INDÍGENA E NEGRA

Pio II condenou e repreendeu através de carta enviada às autoridades episcopais, as práticas de escravidão de indígenas na América e de negros na África feitas por Espanha e Portugal. Logo após, Leão X exerce sua autoridade junto aos reis ibéricos para que extirpassem completamente tal prática, contrária à religião, à justiça e à humanidade.

Paulo III se pronunciou publicamente a todas as nações e, em decreto solene estabeleceu que os direitos dos indígenas à liberdade, à vida em sociedade, à propriedade privada deveriam ser respeitados e manifestou essa decisão em carta oficial ao poderoso Cardeal Arcebispo de Toledo, estabelecendo que, os que transgredissem o decreto, seriam PUNIDOS com INTERDICTO.

Urbano VIII e Bento XIV defenderam fortemente a liberdade de indígenas e negros e Pio VII, em congresso em Viena, com os líderes europeus, solicitou a ABOLIÇÃO IMEDIATA do tráfico de negros.

Gregório XVI renovou os decretos e penas anteriores previstas para quem praticasse a escravidão através do magnífico documento IN SUPREMO APOSTOLUS FASTIGIO, DE 3 DE DEZEMBRO DE *******

Réplica do consumidor

10/07/2023 às 13:36

CONCLUSÃO

Existem muitos livros de história, verídicos, inverídicos, parcialmente verdadeiros e muitos mais com objetivos ideológicos. A História é complexa, repleta de versões e contada a partir de narrativas e interesses.

Espera-se de um colégio isento e responsável, que ensine a verdade, que forme cidadãos, que busque não apenas preparar para responder às perguntas de provas sem compromisso com a plena realidade histórica. Se for só isso, preparar para responder à versões [Editado pelo Reclame Aqui] da história que as provas do ENEM enfiam goela abaixo dos alunos, o Recanto não serve para boa parte das famílias, as quais têm compromisso com a verdade, com a justiça, com a formação moral e com a salvação das almas de seus filhos.

É claro que houveram abusos de clérigos, essa não é a questão. O problema é um colégio que se diz tradicional, ceder à cultura revolucionária e anticlerical que não ensina a verdade histórica, mas apenas recortes distorcidos e muitas vezes falsos, sem aprofundar-se honestamente no assunto.

Professores mal formados não sabem que temas como escravidão, cruzadas, inquisição, indulgências, entre outros, são complexos ao extremo e é anacronismo repetir narrativas implantadas em períodos tais como as guerras religiosas, os conflitos entre a Inglaterra protestante, que historicamente difamou a Espanha por interesses políticos e econômicos, o paganismo renascentista, o ateísmo iluminista, o ódio anticlerical da revolução francesa, entre outros.

Os professores do Recanto sabem que houveram 5 inquisições, sendo apenas 1 eclesial, que foi a que criou o direito de defesa e salvou milhares de pessoas que seriam linchadas ou executadas pelos estados sem julgamento?

Os professores do Recanto sabem que as cruzadas aconteceram por causa de um pedido do imperador bizantino, não católico, para salvar os cristãos do oriente do massacre muçulmano, que queimava cidades, estuprava mulheres, matava os homens e escravizava os cristãos, destruindo as igrejas?

Ensinar errado para alcançar um objetivo, é imoral. Ensinem tudo, o certo, a verdade, e digam a seus alunos que o ENEM vai pedir uma resposta errada, [Editado pelo Reclame Aqui], uma narrativa ideológica, e os alunos, se quiserem passar na prova, terão muitas vezes que mentir.

Réplica da empresa

12/07/2023 às 09:00

Prezado Responsável Marcus Vinicius, o Colégio Recanto já prestou os esclarecimentos cabíveis, os motivos e as razões do conteúdo da matéria ser ministrada ao corpo discente. Neste sentido, ******* que a presente Instituição Educacional não possui qualquer vinculação de ordem política ou religiosa, transmitindo conhecimento com fundamento em base legal (Lei), na grade curricular, na necessidade pratica (vestibulares e afins) e em obras acadêmicas.

Em momento algum a direção do Colégio Recanto permite a doutrinação ideológica de seu corpo discente, trabalhando apenas para o desenvolvimento e integração dos alunos com a sociedade, com a Família e com os valores morais e éticos que norteiam a sociedade, sempre com o objetivo de atingir uma formação equilibrada, harmoniosa, mas também através de uma consciência crítica, em nossos alunos.

Sem mais pelo momento, é o que nos cabia complementar. Att. Colégio Recanto.

Consideração final do consumidor

12/07/2023 às 13:16

O colégio não respondeu a pergunta inicial explicando as razões que levaram o professor a utilizar um documento inexistente oficialmente para acusar a Igreja Católica. Além disso, não se preocupou em se aprofundar no tema, verificando a verdade histórica, que mostra que a Igreja, enquanto instituição, jamais apoiou a escravidão. As respostas enviadas comprovam que, apesar do colégio dizer, e talvez a direção crer, que não há doutrinação ideológica feita por seus professores, a realidade é que o Recanto delega aos mesmos ensinar com base em suas crenças. Jogar a responsabilidade para o ENEM, faz do colégio mais do mesmo, escravo de um MEC ideológico, que prejudica a sociedade e a formação moral e cidadã dos nossos jovens. No encontro presencial, informei que os próprios alunos comentam os fatos relativos à doutrinação ideológica de professores e coordenadores. Se o nome do colégio ainda é Recanto da Imaculada Conceição, melhor seria mudar de nome, medida que mitigaria as ofensas à mãe de Deus, à sua Igreja e à fé.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

3