Mãe de aluna relata constrangimento e falta de assistência para carregar celular em colégio

Respondida
Goiânia - GO
06/03/2026 às 15:57
ID: 242534595
À Direção do Colégio Santo Agostinho,
Meu nome é ***** e sou mãe de uma aluna que estuda nesta instituição há três anos, no primeiro ano C.
Venho por meio desta registrar uma situação ocorrida no dia 06 de março de 2026, que me deixou profundamente chateada, constrangida e abalada.
Na data mencionada, ao levar minha filha no colégio, estava ocorrendo uma chuva muito forte. Ao perceber que meu celular havia desligado por falta de bateria, entrei no teatro localizado ao lado da escola para pedir ajuda. Fui atendida por um funcionário chamado Pedro, a quem perguntei se poderia utilizar uma tomada por alguns minutos apenas para carregar o celular e assim chamar um Uber.
Expliquei que sou mãe de aluna da escola e que precisava apenas de alguns minutos para resolver aquela situação. Mesmo assim, o funcionário respondeu de forma pouco cordial que não poderia carregar o aparelho. Diante da minha necessidade naquele momento, coloquei o celular na tomada por alguns instantes.
Nesse momento, o funcionário passou a dizer repetidamente para eu carregar rápido, rápido, rápido, de maneira impaciente. Além disso, percebi olhares, cochichos e risadinhas por parte das pessoas que estavam no local, o que me deixou extremamente constrangida.
Como o celular não estava carregando, tentei trocar de tomada. Foi então que percebi que a energia havia sido desligada. Ao questionar se haviam desligado a energia, eles responderam que sim, rindo, e disseram que eu não poderia utilizar a tomada porque existe um contrato de aluguel do teatro.
Diante dessa situação e percebendo a forma desrespeitosa como estava sendo tratada, simplesmente dei a volta e fui até a secretaria do colégio, onde apresentei meu celular e relatei todo o ocorrido à secretária, perguntando se seria possível carregar o aparelho por alguns minutos apenas para que eu pudesse chamar um Uber e seguir para o meu trabalho.
Gostaria também de registrar que sou portadora de diabetes, tenho problema de função renal e pressão alta. Toda essa situação de desrespeito, risadas e falta de empatia acabou me deixando muito nervosa e emocionalmente abalada, algo que, diante das minhas condições de saúde, é ainda mais preocupante.
Ressalto que estamos falando de algo extremamente simples: apenas alguns minutos para carregar um celular, em uma instituição que frequentamos há anos, e cuja mensalidade é paga regularmente e possui valor elevado. O mínimo que se espera é respeito, empatia e consideração com os pais de alunos.
O que mais me entristece é perceber que uma instituição que prega valores como família, respeito e princípios religiosos permita que um responsável seja tratado com desprezo, risadas e falta de consideração em um momento de necessidade.
Dessa forma, deixo registrada minha profunda insatisfação e solicito que a direção verifique o ocorrido, apure a conduta do funcionário e oriente sua equipe para que situações de falta de respeito e empatia como essa não voltem a acontecer.
Atenciosamente,
*****
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Resposta da empresa
24/06/2026 às 13:49
Prezada Sra. Iracema,
Recebemos sua manifestação e agradecemos por compartilhar sua percepção sobre os fatos ocorridos. Lamentamos que a situação tenha lhe causado desconforto e insatisfação, especialmente em um momento em que a senhora precisava de apoio para resolver uma necessidade imediata.
Após a apuração interna realizada junto à equipe presente no local, verificamos que, na data mencionada, o Teatro Madre Esperança Garrido encontrava-se em operação para atendimento das atividades do Projeto Escola, que recebe estudantes de diversas instituições de ensino em ações educativas e culturais.
Em razão da natureza dessas atividades, o teatro adota procedimentos de controle de acesso e segurança destinados à proteção dos colaboradores, visitantes e, principalmente, das crianças e adolescentes atendidos pelo projeto. Nesse contexto, ao perceberem a presença de uma pessoa não identificada circulando nas dependências internas do espaço, os colaboradores buscaram compreender o motivo de sua permanência no local e realizar a devida identificação.
Conforme apurado, a preocupação da equipe estava relacionada exclusivamente aos protocolos de segurança adotados pelo teatro. Não foi constatado, durante a apuração interna, qualquer desligamento de energia ou ação deliberada para impedir o carregamento de aparelho celular. Da mesma forma, não foi possível confirmar os relatos de risadas, comentários ou qualquer conduta desrespeitosa por parte dos colaboradores.
Entendemos, entretanto, que a abordagem realizada possa ter sido percebida de forma diferente pela senhora, gerando desconforto e a sensação de falta de acolhimento. Por esse motivo, reforçaremos junto à equipe a importância de manter uma comunicação sempre cordial, clara e empática, especialmente em situações que envolvam atendimento ao público.
O Teatro Madre Esperança Garrido reafirma seu compromisso com a segurança, o respeito e a boa convivência, valores que orientam diariamente a atuação de seus colaboradores e o relacionamento com toda a comunidade escolar.
Agradecemos seu contato e permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.
Atenciosamente,
Teatro Madre Esperança Garrido