Tratamento desigual e punição velada por não adquirir novo collant no Colégio São Vicente de Paulo

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São Paulo - SP
28/10/2025 às 11:05
ID: 230428089
Sou mãe de uma aluna do Colégio São Vicente de Paulo, participante há dois anos da ginástica artística oferecida como curso extracurricular. Sempre cumprimos pontualmente todas as obrigações e participações da escola.
Neste ano, optamos por não comprar o novo collant (quase R$300,00), já que o do ano anterior ainda servia perfeitamente. Após conversar com a direção, fomos autorizados a utilizá-lo normalmente.
Apesar disso, a professora demonstrou desconforto com a decisão, dizendo que a troca era exigência da federação algo que depois descobrimos não ser verdade. Em conversa recente, a própria professora admitiu que as meninas poderiam usar qualquer collant, inclusive preto ou o do ano anterior, o que deixa claro que se tratava de um capricho da escola, não de uma obrigação da federação.
Durante o evento Favisol 2025, no último sábado, ficou evidente o tratamento desigual com as meninas que não aderiram ao novo uniforme.
A turma da minha filha (2 ano C) foi a única que entrou apenas uma vez na apresentação geral, enquanto as demais participaram mais vezes.
Dois dias antes, as crianças tiveram um ensaio geral em outro colégio, perdendo o Dia do Colorido e a aula de inglês (que terá reposição paga à parte), para no fim quase não se apresentarem.
Como mãe, fiquei profundamente decepcionada ao ver crianças isoladas, deixadas de lado e sem destaque algum, apesar de se dedicarem ao longo do ano.
Minha filha não percebeu, saiu feliz mas nós, como pais, sentimos o [Editado pelo Reclame Aqui]. Foi doloroso perceber que, por conta de um collant, puniram indiretamente uma criança.
O pai dela, inclusive, também enviou reclamação formal à coordenação. Dói ver um esforço tão grande virar frustração são duas idas semanais, tempo, deslocamento, e uma apresentação sem evolução ou empolgação alguma.
Após conversar novamente com a professora, ela afirmou que:
Este ano foi usada uma única música para todas as turmas, o que justificaria uma única entrada.
Que teve poucos meses para ensaiar.
E que a logística e tempo de apresentação são de responsabilidade da coordenação de Educação Física.
Além disso, registro outros pontos negativos do Favisol:
Atraso excessivo no início da abertura;
Abertura do Favisol com "tocha olímpica" apenas com turmas da manhã, sem envolvimento das da tarde;
Demora nas apresentações individuais, o que fez as crianças perderem outras atividades, como a natação;
Poucas opções de alimentação, todas não saudáveis (pastel, cachorro-quente, batata frita, milkshake e refrigerante), sem alternativas leves ou adequadas para o horário da manhã.
Infelizmente, esse foi um dos piores Favisol que já presenciamos desorganizado, confuso e frustrante.
Como mãe, saí com o coração partido e a certeza de que faltou empatia e sensibilidade.
Essa experiência apenas confirmou minha decisão de retirar minha filha da ginástica e da escola.
Não foi apenas por um collant, mas pelo significado que a atitude teve: punir uma criança por uma escolha dos pais.
Espero sinceramente que o colégio reflita sobre isso e recupere o verdadeiro propósito de educar com valores, respeito e igualdade.