Problemas com imóvel alugado, condomínio divergente e retenção de caução pela imobiliária

Não respondida
Niterói - RJ
23/07/2026 às 16:54
ID: 254682533
Minha experiência como locatário com a Coluna foi péssima do início ao fim do contrato.
Fiz um contrato de 12 meses para alugar um kitnet com a Coluna e, após esse período, decidi não renovar o contrato para procurar um imóvel maior. Tratava-se de um prédio novo, ainda em finalização, mas foi-me informado que, mesmo com obras em outros apartamentos, o local estaria perfeito para entrar e morar e que todos os reparos já teriam sido feitos.
Desde o início, vale ressaltar que o imóvel não possuía relógio medidor de energia. Eu havia informado isso à imobiliária; mesmo assim, tive que fazer toda e qualquer vistoria ou impugnação no escuro ou de maneira muito complicada, pois o imóvel todo estava sem luz.
No dia 2 de junho de 2025 fui fazer uma vistoria e informei à imobiliária pelo canal de WhatsApp que o site para realizar a contra-vistoria não estava funcionando e não aceitava as fotos e vídeos que eu tentava adicionar para formalizar a documentação.
No dia 10 de junho, quando fui oficialmente pegar as chaves do imóvel e fazer o pagamento da caução, foi assinado um documento onde afirmava-se que o imóvel não possuía cópias de chaves e que todos os reparos já haviam sido feitos. No mesmo dia, após sair da imobiliária, fui ao imóvel para tirar novas fotos e vídeos para fazer a contra-vistoria e, ao chegar, deparei-me com uma pessoa DENTRO do imóvel, sem meu consentimento ou qualquer aviso prévio do proprietário ou da imobiliária. O rapaz me informou que estava terminando de instalar um blindex debaixo da pia a mando da imobiliária e que já estava saindo. Ao perguntar onde ele havia conseguido as chaves, o mesmo me disse que as chaves teriam sido entregues a ele pela imobiliária; no mesmo dia, um tempo antes, eu havia assinado o documento afirmando que a casa não tinha cópias de chaves. Ainda nesse dia, um dos pedreiros informou que estaria terminando de finalizar alguns reparos no meu imóvel e que precisaria voltar no dia seguinte (11 de junho). O pedreiro também afirmou que POSSUÍA CHAVES para entrar no imóvel.
Após eu formalizar tal situação pelo canal oficial de comunicação deles o WhatsApp , no dia 11 de junho recebi uma mensagem da imobiliária informando que, caso eu quisesse trocar o miolo da porta, só poderia fazê-lo APÓS os profissionais terminarem os reparos e serviços. Vale ressaltar novamente que, no dia anterior, eu havia assinado um documento onde foi formalizado que todos os serviços já teriam sido feitos, que o imóvel não possuía cópias de chaves etc.
Depois desse problema todo, no dia 14 de junho eu ainda não conseguia fazer a contra-vistoria, pois o site que a empresa terceirizada usava para tal serviço não aceitava minhas fotos em arquivo PNG (tipo de arquivo pedido pela empresa) e os vídeos também não estavam sendo enviados. Então formalizei tudo novamente pelo canal de WhatsApp deles.
Depois de algum tempo morando no imóvel, no dia 1 de outubro recebi o boleto para pagar aluguel e condomínio. O valor do condomínio acordado em contrato seria de R$ 150, mas nesse mesmo mês ele havia subido para R$ 200, sem qualquer aviso prévio ou explicação, e veio também o valor retroativo de três meses anteriores. Quando percebi isso, entrei em contato com a imobiliária e eles me informaram que o valor certo do condomínio seria de R$ 200, mesmo estando formalizado em contrato que o valor seria R$ 150, pois foi negociado isso antes da assinatura do contrato de locação e afirmado que os R$ 150 englobariam todas as taxas e impostos.
Isso aumentou o número de problemas que tive com a imobiliária.
Por último e assim como grande parte das reclamações recorrentes contra essa empresa estou tendo problemas com o encerramento do contrato e a devolução da caução. Eles afirmam que tenho um débito relativo à pintura do imóvel, sendo que, mesmo amparado pela lei, decidi pintar o imóvel para não ter problemas com isso e informei na vistoria de saída que havia pintado. Após isso, recebi um e-mail no qual eles afirmavam estar em desacordo com a vistoria inicial, alegando que o imóvel não teria sido pintado ou apresenta alguma avaria. Nesse e-mail eles não anexaram qualquer documento, fotos ou registro do que estaria em desacordo; ao mesmo tempo, a mensagem era extremamente genérica, pois informam que não foi pintada paredes do banheiro e área de serviço, sendo que as paredes são de piso, o que torna impossível que tenham sido pintadas que haja avaria na pintura.
Mesmo após eu enviar fotos, vídeos e qualquer tipo de material que comprove que a pintura foi feita (melhor do que quando o imóvel foi entregue, que estava somente na massa), eles continuam insistindo que a vistoria está em desacordo e não mostram qualquer documento que comprove esse desacordo ou que demonstre o que não teria sido pintado