Irresponsabilidade da Clínica com Paciente_ Soltaram um doente

Não resolvido
São Paulo - SP
10/09/2014 às 10:32
ID: 10034711
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesNo dia 09/06/14 houve a internação involuntária do paciente Lucas Cortez, meu sobrinho.
Combinado
Só poderia sair diante da autorização de um responsável (eu), pela internação ser INVOLUNTÁRIA, que a clínica era toda preparada para conter as crises de abstinências, já sendo de praxe para eles, que dispunha de psiquiatra, psicólogos, terapeutas, equipe de resgate, equipe de apoio, câmeras e vigilância 24 horas.
Que os psicólogos fariam contatos conosco posteriormente (familiares) para entender a história do Lucas e orientar sempre a família.
Valores
8 parcelas de R$ 1.*******,00 para um tratamento de 6 meses.
a primeira parcela deveria ser paga no ato, mais o valor de R$ *******,00 (R$ *******,00 para exames de antidoping e corpo delito e R$ *******,00 de material de leitura).
Pois bem. Deixado o cheque de R$ 1.*******,00, no dia seguinte os Srs. disseram que não conseguiram descontar e ficou combinada a devolução do cheque e ato subsequente um depósito/transferência bancária, o que foi honrado por mim.
Deixei também um cheque para o segundo pagamento, esse pré datado para 10/07/14, no importe de R$ 1.*******,00.
A Clínica ainda exigia os demais cheques pré datados, sob o pretexto de garantir o valor integral, porém somente realizei o 1º e o 2º pagamentos de 8 parcelas, e ficou combinado que faria depósitos/transferências todos os dias 10 de cada mês.
Foi assinado contrato pelas partes Contratante e Contratada e um documento que os Srs. disseram que seria enviado junto com os exames para o Ministério Público, isso por conta da internação involuntária, porém mesmo diante de muitas cobranças, por e-mails, verbalmente, tanto a via do Contrato quanto os documentos relacionados nunca foram enviados/entregues para a Contratante.
Sobre a Internação
Sob internação involuntária e neste caso considerando as possíveis crises de abstinência, a Sra Magaly, gerente, passou que a Clínica era treinada para conter esses doentes, com procedimentos próprios, tanto que autorizados pelo Ministério Público. A Sra. Magaly disse mais, explicou que neste valor e condição de internação o paciente Lucas Cortez teria alimentação, psiquiatra, psicóloga, terapeutas, ou seja, condições básicas para moradia (água quente e luz), sendo que, caberia a mim, levar os materiais de higiene do paciente, roupas de cama e roupas do paciente, tão somente, deixado tudo na internação.
A Sra. Magaly disse ainda que visita ao paciente no primeiro mês não teria (e não teve) e no segundo mês teria, e que nesse período os responsáveis pelo paciente teriam contato com a psicóloga para esta reportar sobre o tratamento e orientar também a família, porque, por óbvio, esta se abala muito com a circunstância e os problemas afetam a família como um todo.
Por fim disse que a Clínica teria vigilância 24 hrs e que seria praticamente impossível uma fuga, porque contavam com monitoramento rigoroso e equipe de resgate, dizendo também que mesmo o paciente querendo sair da Clínica (parar o tratamento), não autorizariam em espécie alguma.
1º Problema
Na primeira visita já tive a primeira sensação de ser [Editado pelo Reclame Aqui], quando o paciente disse que não fez nenhum exame pago (R$ *******,00) e que o material que me cobraram R$ *******,00 era apenas um livro que custava cerca de R$ 30,00.
Reclamei para a gerente Magaly pessoalmente sobre os exames cobrados e não feitos, e se fazendo de desentendida, pediu para deixar o dinheiro na Clínica, porque daqui três meses no processo de ressocialização teria que refaze-los (sendo que nem foi feito a primeira vez) que eu não pagaria (existem todas as provas), Ora, evidente má fé, pois se não era obrigado fazer de início para encaminhar ao Ministério Público porque não fizeram? Porque não me avisaram caso tenha sido dispensado pelo ministério e me devolvido o valor? Porque um livrinho de xerox que um paciente ao lado disse ter pago R$ 30,00 foi me cobrado R$ *******,00???
Além disso reclamei que a Clínica perdeu os remédios enviados especificamente ao paciente e também que ele não estava tendo psicóloga há dois meses, nem a família, que ressalte-se, nunca teve contato com psicóloga alguma, conforme prometido na internação involuntária, tudo também registrado por email.
2° Problema GRAVÍSSIMO
Em 04/08/14 a Sra. Magaly ligou para mim dizendo que o paciente Lucas queria sair.
Pedi para falar com o paciente e o mesmo disse que estava pagando para não ter médico, nem psicóloga e que nem água para banho estava tendo e o mantive calmo que tudo seria resolvido.
Independentemente das queixas do Lucas, eu, usando da razão e da boa fé em acreditar nas promessas da Clínica e no tipo da internação, falei para a Sra. Magaly que ele não estava autorizado a ser liberado, ordem essa corroborada pela ligação também minha mãe, a Sra. Maria de Fátima, que também ligou dizendo que o paciente não estava liberado para sair e deveria ser contido pela Clínica, pois sabíamos que era necessário ele concluir o tratamento para sair recuperado dali, e que sendo de família simples, estavamos reunindo ajuda de familiares para esse tratamento tão importante para ele.
Poucos minutos depois me ligaram de novo para buscá-lo e que ele estava agitado e que não o teriam lá. Eu disse que era obrigação da Clínica mantê-lo sob guarda, ter toda a condição de lidar com as crises de abstinência e preparada para a internação involuntária como foi vendido o serviço.
A Clínica não aceitou e o pior, disseram que iriam dar dinheiro para ele ir embora, sendo que ele mora a ******* km de Cotia e não conhece nada aos redores da região de Franca, onde mora.
Diante desse retorno, já em tensão absoluta, eu disse que meu pai estava saindo do interior para busca-lo. E assim que desliguei pedi que meu pai e irmão saíssem de imediato para busca-lo, já que a clínica estava fugindo de suas responsabilidades.
Após 20 minutos liguei para ver se estava tudo bem e se tinham conseguido conter o paciente, disse também que meu pai dela Sra. Benedito chegaria às 18.30 hrs para pegá-lo, já que A CLÍNICA ERA ENFÁTICA AO SE RECUSAR A MANTER O PACIENTE SOB INTERNAÇÃO. Qual foi a surpresa: informaram que levaram o paciente para o Km 39 da Rodovia Raposo Tavarez, e que estava acompanhado de um terapeuta no caminho.
Indignada, abalada, eu disse que o paciente não poderia ser solto desta maneira, que era um dependente químico, um doente, e que era para retornarem com o paciente para a Clínica e aguardarem o pai dela buscá-lo.
Já muito desconfiada do profissionalismo e sobretudo da responsabilidade da Clínica TheWay, a liguei para o terapeuta Mário que estava junto com o paciente, combinou pelo telefone que eles voltariam para Clínica para esperar até as 18:30, e que somente o pai dela poderia o retirar. Enfim, até onde se sabe o terapeuta ligou na Clínica para dizer que estava voltando com o paciente e a Sra Magaly não permitiu, disse para deixa-lo lá onde estava e que voltasse sozinho, sem o paciente.
Após uma hora liguei novamente na Clínica para ir acompanhando a situação e foi informada que o paciente Lucas foi deixado na Rodovia Raposo Tavarez, sem sequer algum tipo de confirmação deste “descarte”.
Meu pai, chegou às 18:30 na Clínica, por óbvio o paciente não estava lá, sem bateria no celular por conta da viagem de Franca até Cotia inesperada, de urgência e sob forte emoção, a Clínica se negou inclusive a emprestar o telefone fixo para ele chamar a polícia e fazer o boletim de ocorrência sobre o fato.
Daí em diante foi só amargura, desespero, perguntas, auxílios muito mal dados pela Clínica na busca do paciente desaparecido etc., até que, 4 dias depois, o paciente apareceu...
Saliente-se, nesses quatro dias de desaparecimento, de buscas incessantes, os familiares do paciente que vieram de Franca ficaram sem roupas em São Paulo, gastaram com a viagem de Franca até Cotia e depois São Paulo, tudo de maneira inesperada, de forma urgente, sem planejamento e sob forte emoção.
Na quinta o paciente foi encontrado e sob o pretexto de tranquilizar a família, a Clínica se colocou à disposição e mudou o tom, disseram que o paciente não estava pronto para abandonar o tratamento e que a família poderia dar um voto de confiança para um novo tratamento mais adequado, disseram ainda que a Clínica estava recebendo um novo sócio para capitalizar a estrutura e teriam melhores condições de atendimento, sem acontecimentos do tipo ocorrido, que nem teríamos despesas para amenizar tal fato.
A família pensou a respeito e abalada, sem estrutura psíquica para um tratamento de um doente em hospedagem familiar, mais uma vez de boa fé gastou mais dinheiro para comprar roupas que o paciente havia perdido e o levou para a Clínica para desta vez ter uma relação mais transparente – melhor dizendo cobrar da Clínica TheWay uma relação mais transparente, com a entrega do contrato e dos documentos que nunca foram entregues à Contratante - , contudo, chegando na Clínica, mais uma vez o tom mudou, desta última vez disseram que não aceitariam o menino e por óbvio se negaram a entregar as provas porque conhecem a responsabilidade que tem.
DESPESAS IMEDIATAS
R$ 1.*******,00 – primeira parcela mais os exames pagos e não feitos;
R$ 1.*******,00 - segunda parcela;
R$ *******,00 - gasolina e pedágios de viagem inesperada e urgente da família.
R$ 1.*******,00 - roupas e material de higiene comprados para a internação
Outros gastos que neste momento eu não está levando em consideração:
- Estadias do pai e irmão em SP;
- Roupas para ambos que vieram de Franca sem nada, já que esperavam pegar o paciente e voltar;
- 1 semana de cada um deles sem trabalhar;
- Dano moral, incomensurável, pois não se mede o sofrimento de familiares sabendo que um menino de 19 anos está desaparecido a ******* km da cidade onde mora, em uma região próxima à megalópole São Paulo, correndo risco de [Editado pelo Reclame Aqui] a qualquer momento.
Mesmo após e mail do meu advogado, a Sra Isabela Bongiovani Terrin (OAB/SP *******.*******), advogada e esposa do diretor Carlos Eduardo Zaccardi, que prometeu resolver a situação, até o momento não fez qualquer contato.
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Consideração final do consumidor
15/08/2016 às 11:07
Péssimos!
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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