Falha em incubadora e assistência inadequada a recém-nascido em hospital público

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São Paulo - SP
01/09/2026 às 17:10
ID: 257962053
Grave falha na assistência a recém-nascido de 5 dias solicitação de apuração
Venho formalizar minha indignação e solicitar apuração dos fatos ocorridos durante a internação do meu filho, então com apenas 5 dias de vida, no Hospital Mandaqui, onde realizava fototerapia para tratamento de icterícia.
Eu estava no puerpério, com laceração e pontos, sentindo dores, extremamente cansada e emocionalmente abalada. Durante a madrugada, meu filho, que permanecia apenas de fralda para a fototerapia, foi colocado em uma incubadora que apresentava falhas e emitia alarmes constantemente. O equipamento não mantinha temperatura adequada e meu bebê chorava de forma incessante, aparentando estar com frio. Passei praticamente toda a madrugada retirando-o da incubadora para tentar acalmá-lo e aquecê-lo, situação que também prejudicava a continuidade adequada da fototerapia.
Em determinado momento, após chorar intensamente, meu filho se engasgou e precisei solicitar atendimento da enfermagem. Embora houvesse diversos profissionais no local, presenciei profissionais conversando enquanto uma enfermeira atendia meu bebê, conduta que considero incompatível com a gravidade da situação.
Também me causou preocupação a entrada de profissionais na sala sem máscara e sem os cuidados de prevenção que considero indispensáveis diante de recém-nascidos, especialmente após sermos alertados sobre riscos de doenças respiratórias.
Além disso, meu esposo foi impedido de permanecer comigo durante a madrugada, apesar de eu estar sozinha, com dores, exausta e amamentando exclusivamente no peito. Chegaram a sugerir que eu fosse para casa descansar e deixasse meu esposo com o bebê, pois ele poderia receber fórmula.
Somente por volta das 7h, após a troca do plantão, precisei insistir, chorar e informar que retiraria meu filho e procuraria outro hospital para que a situação fosse finalmente solucionada. Após muita insistência, trocaram a incubadora e permitiram a permanência do meu esposo para me auxiliar.
Possuo registros e provas do ocorrido.
Solicito investigação formal, incluindo a verificação das condições e manutenção da incubadora, registros da fototerapia, prontuário e evolução do paciente, conduta da equipe durante o episódio de engasgo, protocolos de segurança e controle de infecções, bem como as orientações dadas a mim durante a madrugada.
Considero inadmissível que uma mãe, recém-parida e fisicamente debilitada, precise chegar ao limite físico e emocional para garantir condições básicas de segurança e assistência ao próprio filho, um recém-nascido de apenas cinco dias.