Idosa com Alzheimer e problema cardíaco aguarda procedimento de marcapasso sem previsão e com atendimento precário no Hospital Mandaqui

Não respondida
São Paulo - SP
08/06/2026 às 11:00
ID: 250774677
Venho por meio deste relato denunciar uma situação extremamente grave envolvendo a saúde da minha avó, uma idosa de 76 anos, diagnosticada com Alzheimer, que atualmente se encontra internada aguardando um procedimento cardíaco considerado necessário pelos médicos que a atenderam inicialmente.
No dia *****, durante o horário do almoço, minha avó passou mal e desmaiou em casa. Acionamos o SAMU, porém fomos informados de que havia uma fila de nove ambulâncias aguardando atendimento na região, o que tornaria a espera muito longa.
Diante da urgência, a família a levou por meios próprios ao Pronto-Socorro Cometa, no Parque Novo Mundo. Após avaliação médica, foi constatada uma frequência cardíaca muito baixa, em torno de 40 batimentos por minuto. Na ocasião, fomos informados de que ela necessitaria de um procedimento para implantação de marcapasso.
Ainda no mesmo dia, ela foi transferida para o Hospital Municipal José Storopolli (Vermelhinho), também localizado no Parque Novo Mundo. Permaneceu por dois dias na sala de emergência e posteriormente foi encaminhada para internação em UTI.
Durante todo o período em que esteve internada no Hospital José Storopolli, os médicos foram transparentes ao informar que a unidade não possuía estrutura para realizar o procedimento de marcapasso e que ela seria transferida, via sistema CROSS do SUS, para hospitais habilitados para este tipo de atendimento, como o Hospital Mandaqui, Beneficência Portuguesa ou Santa Casa.
É importante destacar que, durante aproximadamente uma semana no Hospital José Storopolli, minha avó recebeu atendimento adequado, permaneceu monitorada 24 horas por dia e teve acompanhamento constante da equipe médica.
No entanto, a situação mudou completamente após sua transferência para o Hospital Mandaqui.
Entre os dias *****, fomos contatados pelo hospital e orientados a comparecer às ***** da manhã para acompanhar a transferência. Acreditávamos que ela finalmente seria encaminhada para a realização do procedimento necessário. Infelizmente, ao chegar ao Hospital Mandaqui, percebemos que voltamos à estaca zero.
Ela deu entrada novamente pelo setor de emergência e, posteriormente, foi encaminhada para a retaguarda, onde permanece até hoje. Desde então, recebemos informações contraditórias. Enquanto a transferência ocorreu justamente para um hospital supostamente apto a realizar o procedimento, agora somos informados de que ela aguarda avaliação de um arritmologista e que o hospital não realiza o implante de marcapasso naquele momento.
Além disso, a situação assistencial é extremamente preocupante. Em diversas visitas encontramos minha avó sem monitorização cardíaca, sem qualquer dispositivo de acompanhamento contínuo, mesmo apresentando episódios de queda acentuada dos batimentos cardíacos, que chegaram a registrar apenas 29 batimentos por minuto.
Outro fato que causa indignação é encontrá-la frequentemente despida no leito. A justificativa apresentada pela equipe é de que ela retira as próprias roupas devido ao Alzheimer. Entretanto, entendemos que uma paciente idosa, vulnerável, com comprometimento cognitivo e quadro cardíaco grave necessita de cuidados e supervisão compatíveis com sua condição clínica, preservando sua dignidade e segurança.
Nossa família está extremamente preocupada com a demora na definição do tratamento e com a falta de informações claras sobre o caso. Estamos falando de uma paciente idosa, portadora de Alzheimer e com indicação médica prévia para implantação de marcapasso, que segue aguardando sem previsão concreta de resolução.
Solicitamos que as autoridades competentes, a Secretaria de Saúde, a direção do Hospital Mandaqui e os órgãos fiscalizadores apurem urgentemente esta situação, esclareçam os motivos da demora no atendimento especializado e garantam que minha avó receba o tratamento adequado antes que ocorra um desfecho irreversível.
Não estamos buscando privilégios. Estamos apenas lutando para que uma paciente idosa tenha acesso ao atendimento digno, seguro e compatível com a gravidade do seu estado de saúde.