*****: De 'Cheirador de Bíblia' a Vendedor de Diplomas Falsos de Psicanálise

Não respondida
Maravilha - SC
28/04/2026 às 23:34
ID: 247237611
1. Introdução: O Perfil de *****
***** nasceu em Nova Iguaçu (RJ), em 1959. Ao longo dos anos, ele
construiu uma imagem pública confusa, misturando o papel de empresário, político, pastor
evangélico e vendedor de cursos de psicanálise.
Recentemente, registros de petições judiciais confirmaram seus dados mais pessoais: ele é
brasileiro, divorciado, portador do CPF ***** e do RG ***** (SSP/RJ). Esses
mesmos documentos mostram que ele atua e mora na *****, sala
*****, no *****, no bairro da *****, ***** (RJ). Esse endereço não é por
acaso: é exatamente lá que ele instalou a sede de uma de suas organizações, a Associação
Brasileira de Psicanálise Clínica (ABPC), mostrando como ele mistura sua vida pessoal e seus
negócios.
Este dossiê traduz, de forma simples e direta, o histórico de polêmicas de *****, mostrando
como ele usa manobras políticas, jurídicas e de marketing para tentar ganhar poder e dinheiro.
2. A Bizarra Campanha de 2012: O "Cheirador de
Bíblia"
A história mais famosa de ***** na política aconteceu em 2012, quando ele tentou ser prefeito
da capital do Espírito Santo, Vitória, pelo partido PSDC. A eleição estava sendo disputada por
políticos fortes e com muito dinheiro, como Iriny Lopes (PT) e Luiz Paulo (PSDB).
1 Como *****
não tinha grana nem tempo de televisão, ele decidiu apelar para o escândalo para chamar a
atenção.
Em uma de suas propagandas na TV, ele apareceu no alto de um morro, pegou uma Bíblia e,
olhando para a câmera, cheirou as páginas do livro profundamente, dizendo ser um "cheirador
de bíblia".
1
Quando as pessoas começaram a criticar a atitude absurda, ele usou sua posição de pastor
para se justificar. Disse que preferia subir o morro para "cheirar a Bíblia" e levar a paz de Deus
do que ser como os outros candidatos, que, segundo ele, subiam o morro para "cheirar
cocaína".
1 A tática de guerrilha funcionou para ele aparecer nos jornais, e um candidato
adversário até tentou processá-lo para tirar o vídeo do ar.
1 Mas o teatro não deu votos: ele
passou vergonha nas urnas, terminando a eleição com apenas 975 votos (0,52% do total).
3. O "Espertinho" da Internet e a Punição por Mentir
para a Juíza
Mesmo com o fracasso em 2012, ***** não desistiu e tentou ser Deputado Federal em 2014.
Dessa vez, ele arrumou um problema grave com a Justiça. O Ministério Público processou
***** porque ele começou a fazer campanha e pedir votos no Facebook muito antes da data
permitida por lei, postando frases como "Eu sou mais ***** para 2014".
2
A juíza do caso mandou ele apagar a página imediatamente.
2 No dia seguinte, os advogados
de ***** entregaram um documento à Justiça jurando que já estavam resolvendo o problema
e tirando tudo do ar.
2
O problema é que era [Editado pelo Reclame Aqui]. Quase um mês depois, a própria juíza entrou na internet e viu
que a página dele continuava lá, intacta.
2 Por causa dessa atitude de tentar enganar o tribunal,
a juíza declarou que ***** agiu de "má-fé processual" (uma punição dura para quem mente
em processos) e aplicou uma multa pesada de R$ 17.000,00.
2
Isso mostra que, para conseguir
atenção, ele não liga de passar por cima das regras.
4. Confusões e Demissão no Mato Grosso
***** não causou polêmicas apenas no Sudeste. Ele também tem um histórico muito
conturbado no Centro-Oeste, mais especificamente na cidade de Várzea Grande, no Mato
Grosso. Lá, ele atuava como professor e começou a ganhar fama ao tentar se lançar candidato
a prefeito.
A confusão escalou a ponto de ele ser demitido do cargo público de professor por ninguém
menos que o então governador do estado, Silval Barbosa.
3 ***** adora usar esse episódio
para se fazer de vítima. Ele espalha na internet e em jornais que sofreu uma "perseguição
mesquinha" e foi demitido porque os políticos tradicionais estavam com medo do crescimento
dele nas eleições.
5 Ele vende a imagem de um herói perseguido pelo sistema, o que é uma
tática clássica de políticos populistas.
Além disso, seu nome (ou de homônimos na mesma cidade) frequentemente aparece em
investigações de corrupção ou confusões administrativas da prefeitura de Várzea Grande,
como casos recentes de servidores demitidos por [Editado pelo Reclame Aqui] no serviço de água e esgoto (DAE).
6
5. O Ganha-Pão: A Fábrica de Diplomas de
Psicanálise (CBPC)
Como a política não deu certo, a verdadeira máquina de fazer dinheiro de ***** é o Conselho
Brasileiro de Psicanálise Clínica (CBPC).
7 O nome "Conselho" é uma grande jogada de
marketing. Faz parecer que é um órgão oficial do governo (como o CRM dos médicos), mas
não é. É apenas uma empresa privada que ele mesmo fundou e preside.
No Brasil, a profissão de psicanalista não é fiscalizada por uma lei federal rígida. Qualquer um
pode fazer um "curso livre" e abrir um consultório.
8 ***** se aproveita dessa falta de
regulamentação para vender cursos rápidos e "credenciais" para milhares de pessoas. Ele se
gaba de ter mais de 4.500 credenciados na sua empresa.
7
Para você ter ideia do absurdo, ele vende cursos que ele chama de "Doutorado em
Psicanálise" que duram apenas de 6 a 12 meses e custam cerca de R$ 4.500.
9 Em uma
universidade de verdade, um doutorado leva no mínimo 4 anos e exige muita pesquisa. Ele usa
defesas antigas do Ministério Público para justificar que o que ele faz é legal
8
, mas na prática,
ele ganha muito dinheiro vendendo um caminho rápido e fácil para quem quer pendurar um
diploma bonito na parede.
6. O "Capelão de Nova York": Títulos de Mentirinha
Para convencer as pessoas a comprarem seus cursos, ***** inventa um currículo que parece
impressionante, mas que é cheio de fumaça. O título que ele mais adora usar nas propagandas
é o de "Capelão da Suprema Corte de New York".
Quando você lê isso, imagina que ele é um juiz respeitado ou um super conselheiro nos
Estados Unidos, certo? Mas a realidade é bem diferente. Lá nos EUA, capelão de corte
geralmente é um trabalho voluntário. Membros de igrejas pagam taxas baratas, fazem um
curso rápido e ganham um distintivo para poder entrar em prisões e fóruns para dar apoio
espiritual aos presos e doentes.
10
***** pegou esse crachá de trabalho voluntário social e traduziu para o Brasil de um jeito que
faz ele parecer uma grande autoridade jurídica internacional. É puramente uma manobra de
marketing (gatilho de autoridade) para enganar pessoas mais simples que ficam
impressionadas com nomes estrangeiros.
7
7. Conclusão Crítica
***** é o retrato do oportunismo no Brasil. Na política, ele tenta chamar a
atenção fazendo bizarrices, como cheirar livros sagrados para tentar ganhar fama
1
, ou mente
descaradamente para a Justiça Eleitoral, sendo multado por isso.
2
Quando viu que não ia virar um político de sucesso, ele migrou de vez para o mercado da
"terapia rápida". Ele usa sua lábia de pastor e aproveita as brechas das leis brasileiras para
construir um império vendendo cursos de psicanálise e carteirinhas.
8 Usando endereços
comerciais de salas na ***** e títulos estrangeiros exagerados que não valem quase nada
academicamente, ele tira dinheiro de milhares de pessoas que buscam status. Ele não é um
perseguido político, mas sim um empresário muito esperto que sabe usar a religião e as falhas
do sistema para se dar bem.