TRÉPLICA NOTIFICAÇÃO FORMAL

Não respondida
Ribeira do Piauí - PI
18/04/2026 às 10:06
ID: 246386001
À empresa: Consórcio do Vale
Prezados,
A resposta apresentada por esta empresa revela tentativa clara de se eximir de responsabilidade, ignorando deliberadamente a prática abusiva cometida no momento da contratação.
1. DA CONDUTA ENGANOSA E ILÍCITA
Não há qualquer controvérsia quanto ao fato de que fui induzido em erro.
Fui atraído com promessa de:
liberação imediata de crédito
aquisição de veículo no mesmo dia
condições financeiras completamente distintas daquelas impostas posteriormente
Somente após iniciado o processo de assinatura fui informado de que se tratava de consórcio.
Essa conduta caracteriza, de forma inequívoca:
publicidade enganosa
omissão de informação essencial
prática abusiva
Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, tal prática é expressamente proibida e gera responsabilidade imediata do fornecedor.
A tentativa de se esconder atrás de contrato assinado é juridicamente ineficaz diante de vício de consentimento.
2. DA TENTATIVA DE MANIPULAÇÃO DA LEGISLAÇÃO
A empresa invoca a Lei n 11.795/2008 de forma conveniente e distorcida.
Esclareço:
Essa lei NÃO protege contratos firmados sob [Editado pelo Reclame Aqui], omissão ou indução ao erro.
O que houve aqui não foi adesão regular, mas sim captação irregular de cliente mediante promessa [Editado pelo Reclame Aqui].
Portanto, NÃO se aplica:
devolucao por sorteio
espera até encerramento de grupo
Isso seria beneficiar a própria ilegalidade praticada pela empresa, o que é inadmissível.
3. DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA E FALHA GRAVE
Nos termos do CDC:
a responsabilidade da empresa é objetiva
independe de culpa
basta a comprovação do dano e da falha
E a falha é evidente:
venda baseada em promessa [Editado pelo Reclame Aqui]
ausência de transparência
alteração substancial do objeto contratado
Além disso, a conduta viola diretamente normas do Banco Central do Brasil, que exige clareza absoluta na comercialização de consórcios.
4. DOS PREJUÍZOS E DA GRAVIDADE DA SITUAÇÃO
A empresa não apenas descumpriu a lei ela gerou prejuízo direto:
Danos materiais:
deslocamento superior a 400 km
gastos financeiros com viagem
valores pagos indevidamente
Danos morais:
frustração de um projeto pessoal legítimo
sensação de engano deliberado
abalo emocional e constrangimento
Trata-se de situação tí[Editado pelo Reclame Aqui] de indenização robusta, já amplamente reconhecida pelos tribunais.
5. DA AÇÃO JUDICIAL EM ANDAMENTO
Informo que já foi proposta ação judicial, com os seguintes pedidos:
declaração de nulidade do contrato
devolucao integral e imediata dos valores pagos
indenização por danos materiais
indenização por danos morais
reconhecimento de prática de publicidade enganosa
6. DA ÚLTIMA OPORTUNIDADE PARA SOLUÇÃO
Diante de todo o exposto, fica esta empresa formalmente notificada:
Proceder imediatamente com:
cancelamento do contrato
devolucao integral dos valores pagos
Bem como apresentar proposta de:
ressarcimento dos prejuízos
indenização pelos danos causados
7. ADVERTÊNCIA FINAL
Na ausência de solução imediata:
será requerido agravamento das penalidades judiciais
inclusão de danos morais em patamar elevado
comunicação aos órgãos competentes
e eventual responsabilização por prática reiterada contra consumidores
Esta não é uma simples desistência.
Trata-se de contratação viciada, indução ao erro e prática ilegal, cuja reparação será buscada até as últimas consequências legais.