Ônibus executivo circulando com falhas mecânicas graves e falta de manutenção

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Rio de Janeiro - RJ

14/08/2026 às 14:34

ID: 256481259

Resido em Campo Grande e utilizo com frequência as linhas de ônibus executivo (popularmente conhecidas como frescão) 2236 Campo Grande x Castelo, via Estrada do Mendanha, e 2339 Campo Grande x Castelo, via Estrada da Posse.

O valor atualmente cobrado pela passagem é de R$ 22,00, quantia significativamente superior à tarifa dos ônibus convencionais e que, evidentemente, cria no passageiro uma legítima expectativa de que o serviço oferecido apresente, no mínimo, condições adequadas de segurança, conservação, higiene, conforto e funcionamento.

Infelizmente, o que se verifica na prática é exatamente o oposto.

É inadmissível e revoltante que passageiros sejam obrigados a pagar R$ 22,00 por uma viagem em veículos que, em diversas ocasiões, apresentam péssimo estado de conservação e evidentes sinais de falta de manutenção preventiva.

Os problemas são recorrentes e não parecem decorrer de situações isoladas. Especialmente nos veículos de coloração totalmente azul, é possível observar pneus em condições aparentemente inadequadas, bancos quebrados ou danificados, sujeira, problemas no sistema de ar-condicionado, vazamentos de água no interior do veículo, além de inúmeras outras falhas estruturais e mecânicas.

A situação deixa de ser simplesmente uma questão de conforto ou qualidade do serviço e passa a representar uma grave questão de segurança pública e de preservação da vida dos passageiros.

Em uma das situações mais absurdas que presenciei recentemente, o ônibus saiu da garagem com um pneu apresentando um enorme calombo, justamente na região localizada abaixo do banco em que eu estava sentado. Ou seja: o veículo aparentemente foi liberado para circular já apresentando uma anormalidade visível em um componente absolutamente essencial para a segurança da condução.

O absurdo não terminou aí.

Durante o trajeto pela Avenida Brasil, ao acelerar o veículo, foi ouvido um barulho extremamente forte, semelhante ao de alguma peça ou componente se rompendo/quebrando. Diante do evidente risco, eu e outros passageiros começamos a gritar para que o motorista parasse o ônibus.

Somente após a reação dos próprios passageiros o veículo foi efetivamente parado.

Pergunto: era necessário que os passageiros percebessem o risco e gritassem para que o ônibus fosse parado?

Qual é o procedimento de manutenção e inspeção adotado antes de um veículo desses sair da garagem?

Quem autorizou a circulação de um ônibus com um pneu apresentando uma deformidade daquela proporção?

E, principalmente, o que teria acontecido se aquele pneu tivesse estourado enquanto o ônibus trafegava em alta velocidade pela Avenida Brasil?

Em outra ocasião, presenciei situação igualmente preocupante: o ônibus começou a apresentar intensa emissão de fumaça, mas, ainda assim, o motorista tentou prosseguir com a viagem. A situação se agravou até o ponto em que o interior do veículo ficou tomado pela fumaça, obrigando, finalmente, a interrupção do trajeto.

Isso não é normal.

Isso não pode ser tratado como mero problema operacional.

Isso não pode ser considerado um simples inconveniente ao passageiro.

Estamos falando de veículos destinados ao transporte diário de dezenas de pessoas, circulando por vias de intenso movimento, e que aparentemente estão sendo colocados em operação sem que estejam em condições minimamente aceitáveis de segurança.

E aqui está o ponto que considero mais grave: não estamos falando de um episódio isolado.

São inúmeros relatos e situações de ônibus quebrando, apresentando problemas mecânicos, emitindo fumaça, com componentes danificados, bancos quebrados, sujeira, vazamentos e veículos visivelmente deteriorados.

A pergunta que fica é: quantos incidentes serão necessários para que alguma providência efetiva seja tomada?

É preciso deixar claro que o passageiro que paga R$ 22,00 por uma passagem não está pagando por um serviço precário, improvisado ou sujeito à sorte.

O valor elevado da tarifa torna ainda mais injustificável a prestação de um serviço nessas condições.

O passageiro não está pedindo luxo.

Está pedindo o mínimo: um ônibus seguro, devidamente revisado, higienizado e em condições adequadas de circulação.

É absolutamente inadmissível que um passageiro entre em um ônibus executivo sem saber se chegará ao seu destino ou se, no meio do caminho, o veículo irá quebrar, soltar fumaça, apresentar uma falha mecânica ou, em uma hipótese ainda mais grave, sofrer um acidente.

NÃO PODEMOS ESPERAR UMA TRAGÉDIA PARA QUE PROVIDÊNCIAS SEJAM TOMADAS.

Não é preciso esperar que um pneu estoure em plena Avenida Brasil, que um incêndio se inicie dentro de um ônibus, que uma peça mecânica se desprenda ou que um veículo perca o controle para, somente depois, surgirem explicações, desculpas e promessas de fiscalização.

A prevenção deve ocorrer antes do acidente e não depois que vidas forem colocadas em risco.

Diante disso, solicito que esta reclamação seja efetivamente encaminhada aos responsáveis pela operação e pela fiscalização das linhas, com a adoção de providências concretas e imediatas, especialmente quanto à inspeção e manutenção dos veículos utilizados nas linhas 2236 e 2339.

Solicito, ainda, esclarecimentos sobre:

quais são os procedimentos de inspeção realizados antes da saída dos veículos das garagens;
com que periodicidade são realizadas as manutenções preventivas;
quais medidas são adotadas quando um veículo apresenta problemas mecânicos;
quem é responsável por autorizar a saída dos ônibus para circulação;
quais providências serão tomadas especificamente em relação aos veículos que apresentam pneus, bancos, sistema de ar-condicionado e demais componentes em condições inadequadas;
e quais medidas concretas serão implementadas para impedir que situações como as relatadas voltem a ocorrer.

O que não pode continuar acontecendo é o passageiro pagar uma tarifa de R$ 22,00 e, em contrapartida, receber um serviço que oferece risco à sua própria integridade física.

Se a empresa não possui condições técnicas, operacionais ou financeiras para manter os veículos em condições adequadas de segurança, então que tenha a responsabilidade de reconhecer sua incapacidade e devolva a operação da linha ao Poder Público, em vez de continuar colocando passageiros em veículos aparentemente sem condições adequadas de circulação.

O que não pode ser aceito é transformar o transporte público em uma espécie de roleta-russa diária, na qual o passageiro paga caro e precisa torcer para que o ônibus chegue ao destino sem quebrar ou, pior, sem sofrer um acidente.

Estamos falando de vidas.

Aguardo uma resposta formal e, principalmente, providências efetivas, pois respostas genéricas, desculpas protocolares ou justificativas de problemas pontuais já não são suficientes diante da recorrência dos fatos.

Não esperem acontecer uma tragédia para depois descobrir que os problemas já eram conhecidos.

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