Reclamação não resolvida

Não resolvido

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São Paulo - SP

29/10/2019 às 09:29

ID: 96518771

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Comprei um apartamento da Constrac e DMF, e NUNCA poderia imaginar que meu lar, correria risco de desabamento. O prédio Condomínio Liberte, foi interditado em fevereiro e todos os moradores tiveram que deixar seus lares, seu refugio, sem ter para onde ir de uma hora para outra. O descaso, falta de empatia das empresas acima, me deixam inconformada. Meu UNICO bem, foi desvalorizado, deteriorado eu só quero que eles comprem de volta o apartamento. Afinal eu lutei a vida toda para comprar meu casa, meu lar e não ter nenhum risco para minha família. Tenho certeza que os donos da empresas acima citadas se estivessem na minha situação iam querer um local seguro para a sua família poder dormir em paz e com segurança. Eu e minha família não confiamos em continuar nesse empreendimento que quase desabafou. Só quero que comprem de volta o apartamento. Enquanto eu sofro com minha família, a Constrac continua a todo vapor com seus empreendimentos. Basta entrar no site e encontramos e empresa trabalhando como se nada tivesse acontecido. Constrac, vc tirou a paz da minha família, tirou o nosso lar. Estou anexando apenas 03 fotos pois é so essa quantidade que é permitida. Mas vocês estão cientes do nosso sofrimento. Aguardo por um retorno e por favor, positivo. Minha família não merece tudo isso.

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Resposta da empresa

30/10/2019 às 17:22

Prezada Sra,
Em atenção aos fatos relatados em sua reclamação é importante esclarecer que a CONSTRAC EMPREENDIMENTOS não realizou a obra da construção do CONDOMÍNIO LIBERTÈ MORUMBI, funcionando tão somente como incorporadora no empreendimento indicado.
De qualquer maneira, destaca-se que as causas do lamentável acontecimento estão sendo discutidas no processo que tramita na 31 Vara Cível da Capital, sob o n 1111480-35.*******.8.26.*******, onde vem sendo realizada uma cuidadosa avaliação das causas do ocorrido.
No referido processo, foi elaborado um laudo de engenharia mencionando que (a) não houve, por parte do Condomínio, qualquer manutenção preventiva no imóvel ao longo de 13 anos, (b) Foi localizado um grande vazamento na rede interna do condomínio que perdurou por aproximadamente 8 meses (de junho/18 a fevereiro/19), sem nenhum reparo por parte do condomínio, ocasionando então o enfraquecimento do solo no atrito das estacas.
Além disso, a perícia está investigando se o fato de diversos condôminos do imóvel terem efetuado modificações estruturais nas áreas individuais, ao retirarem paredes que não poderiam ser deslocadas, poderia ter interferido com o episódio.
De qualquer maneira, ressalta-se que os sócios estão consternados com a situação, mas pelos motivos acima expostos, a empresa solicita encarecidamente que aguarde o encerramento dos trabalhos periciais, para que não haja um prejulgamento do caso, com conclusões antecipadas e alheias ao que foi constatado no laudo.
Por fim, declara a CONSTRAC EMPREENDIMENTOS que é do seu maior interesse a perquirição das causas do ocorrido, posto que é uma empresa com quase 40 anos no mercado, e jamais foi confrontada por um acontecimento desse tipo.
Atenciosamente,
CONSTRAC EMPREENDIMENTOS

Réplica do consumidor

31/10/2019 às 09:34

Senhores!!!

Se avaliarem a minha postagem, não levei a questão para a esfera judicial, mas se é essa abordagem que querem dar, tudo bem, vamos lá.

Primeiro que, independente de serem construtores ou incorporadores, a responsabilidade de vocês existe e, inclusive, enquanto incorporadores, é maior, pois o empreendimento é de vocês, que terceirizaram a construção para a construtora edificar o PROJETO DE VOCÊS.

Segundo, desde a entrega o empreendimento apresenta problemas, o laudo que se referem elaborado em *******, não afirma que não houve manutenção, mas sim que não há um plano de manutenção instituído, o que são coisas totalmente distintas, inclusive para leigos. Alem disso, o referido laudo lá em ******* já atestava: os danos apresentados no condomínio não tem relação com eventual ausência de plano de manutenção mas sim com: a) emprego de matéria prima de qualidade inferior; b) erro de projeto; c) emprego de técnica construtiva inadequada.

O grande vazamento encontrado (sic) refere-se à um aumento inferior a 20% no consumo de água ocorrido nos 6 meses anteriores ao parcial desmoronamento, ou seja, a partir de julho/******* e o primeiro laudo, como supramencionado, data de ******* e os vícios construtivos, datam do ano de entrega do empreendimento. Querer atribuir um desmoronamento ao vazamento de água sem que o laudo seja incontroverso quanto a isso, seria o mesmo que dizer que o prédio desabou pq caiu um raio e o para-raios estava com a manutenção vencida. Ainda ponderando, se o prédio não tivesse sido incorporado com erros de projeto e execução, poderia haver um pântano embaixo dele que não teria ocorrido o desmoronamento.

Quanto a suposta remoção de paredes internas, estão cientes que essa tese foi afastada pois há nos autos ESTUDO TÉCNICO que indica que a remoção de tais paredes por poucos condôminos, não tem interferência alguma no ocorrido.

Fala em não se fazer prejulgamento, mas aponta em simples resposta nesta plataforma ao menos 3 situações buscando isentar sua empresa da responsabilidade sobre o ocorrido fundando tais indicações em suposições. Percebe-se que estão consternados. A consternação fica ainda mais evidente ao constatar que deixaram unidades completamente destruídas e inabitáveis, com a ausência de suporte às mais de ******* famílias que tiveram que se virar para encontrar um lugar para morarem enquanto perdurou a interdição. A consternação evidencia-se ainda mais quando gastam com advogados brigando na justiça para derrubarem liminares que foram favoráveis à moradores que conseguiram NA JUSTIÇA o auxílio moradia. Quanta consternação, não?

Enquanto isso, a tal da empresa com mais de 40 anos de mercado sequer enviou representantes seus ao condomínio, deixando uma construtora que sequer atua mais no mercado aparecer sozinha. Seria essa postura reflexo da consternação dos sócios também?

Tempo de mercado por si só não chancela qualidade, até porque falamos do ramo da construção civil, que nos últimos anos tem sido figura constante nos noticiários da teve, mas não exatamente nos noticiários sobre mercado ou economia.

Percebe-se a real consternação dos sócios. A nós, mais de ******* famílias que passam por essa desgraça, resta apenas darmos graças a Deus por não ter acontecido com nós o que aconteceu com as famílias de Fortaleza!

Réplica da empresa

04/11/2019 às 12:39

Sra., conforme já indicado, esclarecemos que a intenção não é se isentar de qualquer responsabilidade, mas, dentro dos inúmeros fatos apontados, impõe-se que seja feita avaliação por profissionais gabaritados, indicados pela justiça.
Assim, solicitamos que seja aguardada a finalização da apuração do ocorrido, para uma posição conclusiva.

Consideração final do consumidor

17/11/2019 às 10:54

Uma empresa com 38 anos de mercado, que se anuncia como uma empresa de empreendimentos exclusivos, nos melhores bairros, trazendo conforto para a vida dos paulistanos, esta bem longe de ter esse slogan, devido ao ocorrido em 19/02/19. Afinal estão vendendo o sonho da casa própria e no meu caso, virou pesadelo-lo.
Sabemos hoje o quando a justiça é demorada, o correto seria vc comprar de volta esse apto para eu poder me sentir segura e seguir com minha vida.

O problema foi resolvido?

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