Erro de medição, atraso na entrega e falta de comunicação da Construmarsques Bauru

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Bauru - SP

29/01/2026 às 13:57

ID: 239207077

Relato / Alerta ao Consumidor Construmarsques Bauru

Este relato não tem como objetivo desqualificar a empresa, mas alertar outros consumidores, uma vez que não houve assunção de responsabilidade nem cumprimento dos prazos informados ao longo do processo.

No dia 31/05/2025, estive na loja Construmarsques unidade Bauru, acompanhado da arquiteta responsável pelo projeto da minha residência. Fomos atendidos pelo vendedor Heitor, que realizou o orçamento inicial (Anexo 1). Até esse momento, o atendimento ocorreu dentro do esperado.

Com o avanço da obra, retornei à loja para iniciar as compras de revestimentos. Na primeira compra, investi aproximadamente R$ 103.000,00. Ao longo dos meses seguintes, realizei diversas outras compras, ultrapassando R$ 150.000,00 em valor total.

Durante esse período, o vendedor Heitor esteve na obra e realizou a medição do revestimento externo da casa e da piscina, informando a metragem de 57,6 m (Anexo 2).

Em dezembro, foi constatado um erro relevante de medição: faltavam aproximadamente 80 m de revestimento, o que impediu a continuidade da obra.
No dia 26 de dezembro, estive novamente na obra com o vendedor, que confirmou o erro, refez a medição e, como cliente, tive que realizar nova compra para suprir a quantidade faltante, decorrente de um erro que não foi causado por mim.

Na ocasião, foi informado que o material seria entregue até a primeira quinzena de janeiro (até 15/01).

A partir desse momento, iniciou-se uma sequência de atrasos e descumprimento do prazo informado:

Durante a primeira quinzena de janeiro, entrei diversas vezes em contato com o vendedor, recebendo sempre a resposta de que o material seria entregue naquela semana;

O prazo informado venceu, sem que a entrega fosse realizada;

No dia 23 de janeiro, precisei comparecer pessoalmente à loja de Bauru, diante da ausência de solução.

Na loja, fui atendido pelo vendedor e por um gerente que não se identificou. Fui informado de que:

O pedido havia sido realizado em 26/12;

A fábrica retomou as atividades em 06/01;

O material não foi coletado porque não havia carga suficiente, ficando a entrega condicionada à realização de outras vendas.

Dessa forma, meu pedido permaneceu pendente por decisão logística da empresa, sem relação com qualquer responsabilidade do consumidor.

Posteriormente, entrei em contato com a unidade de Jaú (matriz), falando com o gerente Rogério, solicitando contato com o gerente geral responsável pelas unidades de Bauru e Jaú, o Sr. *****. Foi informado que haveria retorno, o que não ocorreu.

Após nova insistência, consegui contato com o Sr. *****, que:

Confirmou estar ciente do caso;

Informou que não haveria providências adicionais;

E, ao ser questionado sobre prazo de entrega, afirmou que a entrega ocorreria sem data definida, na primeira semana de fevereiro.

Também foi informado que o material seria coletado na fábrica em 29/01 e descarregado na matriz na sexta-feira seguinte. Ao questionar a possibilidade de entrega direta em Bauru considerando a curta distância entre as cidades foi informado que a entrega dependeria novamente da formação de carga específica para Bauru.

Enquanto isso, a obra permaneceu paralisada, com mão de obra aguardando o material, gerando prejuízo direto.

Ressalto ainda que, diante do atendimento inicial e do porte da loja, havia a intenção de realizar novas compras, incluindo:

Pedra da fachada Castelatto;

Madeira plástica para o deck;

Revestimento do fire pit.

Essas compras representariam aproximadamente mais R$ 100.000,00 em novos negócios. Contudo, diante da condução do caso, essa continuidade comercial tornou-se inviável.

Conclusão

Os principais pontos observados foram:

Erro de medição ocorrido na fase de venda;

Necessidade de recompra pelo consumidor;

Prazo informado não cumprido;

Falta de comunicação clara e objetiva;

Ausência de definição de prazo para solução.

Este relato serve como alerta a outros consumidores:
ao realizar compras, exijam prazos de entrega claros e formalizados por escrito, para evitar situações semelhantes.

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Resposta da empresa

03/02/2026 às 15:24

A Construmarques agradece o relato e a oportunidade de esclarecer os pontos apresentados.

Primeiramente, é importante registrar que não houve erro de medição por parte de nossa equipe. No momento da primeira medição, a área que posteriormente apresentou falta de material não estava concretada, motivo pelo qual não pôde ser considerada no levantamento inicial. Posteriormente, foi constatado que a metragem total não havia sido corretamente somada no projeto, fato atribuído a uma falha de somatória no projeto descritivo, o que foi prontamente verificado pelo vendedor e imediatamente comunicado ao cliente, com total transparência.

Em relação ao prazo de entrega do material complementar, esclarecemos que dependemos diretamente do cronograma de produção e expedição da fábrica, localizada em Santa Catarina. O vendedor não tomou em consideração o período de recesso da transportadora, passando uma data que não conseguimos atender.

Quanto à comunicação, reafirmamos que o vendedor responsável manteve contato constante com o cliente, prestando todas as informações disponíveis ao longo do processo. Em nenhum momento houve omissão deliberada ou falta de atendimento/comunicação por parte da equipe.

Sobre os demais orçamentos mencionados, especialmente o da Castelatto, informamos que o cliente considerou o valor acima do esperado. Ainda assim, nossa equipe buscou alternativas, inclusive apresentando outra solução e solicitando o desenvolvimento de uma cor exclusiva para atender ao projeto, a qual inclusive encontra-se disponível em loja.

Lamentamos os transtornos decorrentes da paralisação da obra e reforçamos nosso compromisso com a transparência e com a busca de soluções dentro das possibilidades operacionais envolvidas. Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais e seguimos abertos ao diálogo.

Atenciosamente,
Construmarques Unidade Bauru

Consideração final do consumidor

03/02/2026 às 16:51

Agradeço a resposta da empresa, porém é necessário esclarecer e corrigir diversos pontos apresentados, pois não refletem integralmente o ocorrido, nem afastam as falhas relatadas.

1. Sobre a medição e responsabilidade técnica

A alegação de que não houve erro de medição não se sustenta diante dos fatos:

O vendedor da Construmarques compareceu presencialmente à obra, realizou levantamento físico do revestimento externo e da piscina e informou a metragem final de 57,6 m, conforme documentos anexados.

Em nenhum momento foi informado que a metragem estava incompleta ou condicionada à concretagem futura.

O erro só foi identificado meses depois, quando o material já havia sido aplicado e a obra foi interrompida por falta de aproximadamente 80 m de revestimento, diferença expressiva e incompatível com mera falha de somatória.

Independentemente da origem alegada (projeto, somatória ou fase da obra), o fato objetivo é que:

a metragem foi validada pela empresa;

o material foi vendido como suficiente;

o erro gerou recompra obrigatória, custos adicionais e paralisação da obra.

Do ponto de vista do consumidor, trata-se de erro ocorrido na fase de venda, assumido apenas após prejuízo já instalado.

2. Sobre o prazo de entrega

O prazo informado ao cliente não foi cumprido, fato incontroverso:

Após a recompra em 26/12, foi informado que o material seria entregue até 15/01.

O prazo venceu sem entrega.

Durante toda a primeira quinzena de janeiro, houve reiteradas confirmações de que chegaria naquela semana, o que não ocorreu.

Somente após comparecimento presencial à loja (23/01) foi informado que o pedido não havia sido coletado por decisão logística interna, vinculada à formação de carga, e não por qualquer fato imputável ao consumidor.

A entrega ocorreu apenas em 30/01, ao meio-dia, 15 dias após o prazo inicialmente informado e após sucessivas cobranças.

O consumidor não pode ser penalizado por:

recesso de transportadora,

planejamento logístico,

ou formação de carga mínima,
quando um prazo foi expressamente informado.

3. Sobre a comunicação

Não procede a afirmação de que a comunicação foi clara e adequada:

O que houve foi comunicação reativa, sempre após cobrança do cliente.

Os prazos informados foram sucessivamente descumpridos.

Não houve comunicação prévia sobre recesso, impossibilidade logística ou ausência de carga.

O gerente da unidade não se identificou no atendimento presencial.

O gerente geral foi solicitado e não retornou conforme prometido, exigindo nova insistência do consumidor.

Transparência pressupõe antecipação de problemas, não apenas resposta após o prazo já vencido.

4. Sobre os novos negócios mencionados

A referência ao orçamento da Castelatto não altera o ponto central do relato.

O registro feito foi claro: havia intenção concreta de continuidade comercial, com novos investimentos relevantes, intenção que foi frustrada exclusivamente pela condução do problema, e não por preço isolado.

5. Sobre os prejuízos

A obra permaneceu paralisada, com mão de obra aguardando material, gerando:

atraso no cronograma,

custo indireto,

desgaste desnecessário.

Esses efeitos não foram causados pelo consumidor, mas por:

erro de levantamento validado na venda;

atraso de entrega;

ausência de prazo firme para solução.

Conclusão

O material foi entregue em 30/01, apenas após insistência contínua do consumidor, e fora do prazo originalmente informado.

O relato permanece válido como alerta a outros consumidores, especialmente quanto à necessidade de:

prazos formalizados por escrito,

clareza sobre medições,

e previsibilidade logística antes da venda.

Reforço que o objetivo nunca foi desqualificar a empresa, mas registrar fatos concretos, com datas, valores e impactos reais, para que situações semelhantes não se repitam.

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