Problemas na Fachada e Infiltraçõ.

Em réplica
Cesário Lange - SP
19/03/2026 às 21:43
ID: 243794365
O empreendimento Victoria Residence foi entregue com a ocorrência de diversos problemas em um curto período de tempo após a conclusão da obra.
Com apenas 1 ano e 10 meses, (relatados em 23/jan/2025) já foram observadas manifestações como desagregação do revestimento da fachada (esfarelamento), manchas e escorrimento de material em dias de chuva, o que tem gerado sujeira frequente nas áreas comuns e nos veículos dos moradores.
Além disso, há registros de outras ocorrências, como fissuras e pontos de infiltração, que estão sendo documentados.
Esse cenário contrasta com o posicionamento apresentado pela construtora em suas campanhas e materiais publicitários, que destacam qualidade, alto padrão e respeito ao consumidor.
Sem solução efetiva até o momento.
Fica o registro da experiência para conhecimento de outros consumidores.
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Resposta da empresa
31/03/2026 às 16:24
Prezado Landione,
Após análise do relato, destacamos que as manifestações descritas, como desagregação superficial de revestimento, manchas decorrentes de escorrimento em períodos de chuva, fissuras pontuais e indícios de infiltração, são compatíveis, em muitos casos, com processos de desgaste natural dos materiais expostos às intempéries, especialmente em fachadas, que estão sujeitas à ação contínua de agentes climáticos como radiação solar, umidade, variações térmicas e poluição atmosférica.
Conforme estabelecido nas normas técnicas aplicáveis à construção civil, bem como no Manual do Síndico e do Proprietário entregue junto ao empreendimento, a durabilidade e o desempenho adequado dos sistemas construtivos estão diretamente condicionados à execução de manutenções preventivas periódicas, incluindo limpeza, inspeções técnicas e eventuais recomposições de revestimento e vedação.
Ressaltamos que, até o presente momento, não foi apresentado à construtora qualquer laudo técnico, tampouco registros formais que comprovem a realização do plano de manutenção preventiva conforme orientado. A ausência dessas práticas pode acelerar manifestações como as relatadas, sem que isso configure, necessariamente, falha construtiva.
Dessa forma, entendemos que a situação descrita deve ser tratada no âmbito da gestão e manutenção condominial, sendo recomendável a contratação de empresa ou profissional habilitado para elaboração de diagnóstico técnico detalhado, conforme preconizam as normas de desempenho e manutenção predial.
Permanecemos à disposição para esclarecimentos adicionais por meio de nossos canais oficiais de atendimento.
Atenciosamente,
Réplica do consumidor
14/04/2026 às 22:33
Prezados,
Inicialmente, é importante esclarecer que a afirmação de ausência de registros formais não corresponde à realidade. Este consumidor encaminhou notificação extrajudicial à construtora por meio de correspondência com Aviso de Recebimento (AR), contendo relatos detalhados e documentação comprobatória, inclusive com registros de manifestações de outros moradores desde 2024. Portanto, tal alegação é inverídica e não condiz com os fatos.
Além disso, causa preocupação o padrão adotado pela empresa em suas respostas, marcado pela tentativa recorrente de transferir ao consumidor a responsabilidade por problemas que surgiram em período muito próximo à entrega do empreendimento.
As manifestações relatadas como esfarelamento do revestimento da fachada, escorrimento de material em dias de chuva, fissuras e indícios de infiltração foram registradas quando o empreendimento possuía menos de 2 anos de entrega, havendo provas documentais desse período já encaminhadas à construtora.
Nesse contexto, a simples alegação genérica de desgaste natural não se sustenta, sobretudo considerando o curto intervalo entre a entrega do empreendimento e o surgimento dos problemas relatados.
Da mesma forma, não se mostra adequada a tentativa de atribuir os fatos à ausência de manutenção preventiva, especialmente sem qualquer demonstração técnica concreta que estabeleça essa relação.
Adicionalmente, chama atenção o fato de a empresa afirmar tratar-se de desgaste natural sem apresentar qualquer laudo técnico que sustente essa conclusão. Não é razoável que uma afirmação dessa natureza seja feita de forma unilateral, sem o devido embasamento técnico.
Diante disso, permanece evidente a necessidade de esclarecimentos técnicos consistentes por parte da construtora, em vez de respostas genéricas que não enfrentam objetivamente os pontos apresentados.
Fica o registro da experiência para conhecimento de outros consumidores.