Desalinhamento de guarda-corpos e recusa de correção pela Di Francesco no Edifício Épico

Em réplica
São Paulo - SP
20/11/2025 às 09:49
ID: 232399395
Sou proprietário de uma unidade do Edifício Épico, construído pela Di Francesco, e enfrento um problema sério com os guarda-corpos das varandas. Após vistoria técnica realizada pela empresa responsável pelo projeto de envidraçamento, foi constatado que os gradis apresentam desalinhamento, falta de recuo adequado e estão fora de esquadro, prejudicando diretamente a instalação do fechamento em vidro aprovado pelo condomínio. Esses problemas não são visíveis antes da ocupação e caracterizam claramente um vício oculto de execução.
O mais grave, porém, é a contradição entre o que a própria construtora comunicou oficialmente e o que respondeu individualmente a mim. No comunicado enviado pelo Sr. ***** aos moradores em 30/10/2025, a Di Francesco admitiu que foram identificados desalinhamentos nos gradis metálicos de algumas unidades, que isso poderia prejudicar o fechamento futuro em vidro e que realizaria análises criteriosas em todas as unidades, realizando os reparos necessários.
No entanto, ao receber minha solicitação de correção, a construtora mudou completamente o discurso. Passou a afirmar que não há vício oculto, que as medidas estão dentro das tolerâncias, que o fechamento em vidro é responsabilidade exclusiva da empresa contratada e que eventuais adaptações como o uso de prolongadores seriam prática comum. Essa postura ignora o próprio comunicado emitido por eles e tenta descaracterizar um erro de execução evidente, tratando como variação esperada algo que impacta diretamente o uso do imóvel e o padrão prometido no momento da compra.
A solução apresentada pela Di Francesco não corrige o problema. Ao sugerirem apenas o uso de prolongadores, tentam impor uma solução paliativa que reduz o espaço interno dos ambientes e compromete o acabamento, além de aumentar o risco de infiltrações futuras, pelas quais nenhuma das partes se responsabilizará depois. Isso não condiz com o padrão de qualidade divulgado pela construtora durante a venda.
Deixo este relato como alerta a futuros compradores. A experiência pós-obra da Di Francesco está muito distante do padrão de excelência apresentado no material de vendas. Espero que a empresa reveja sua posição e realize a correção adequada do guarda-corpo da minha unidade, conforme prometido no próprio comunicado oficial enviado ao condomínio.
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Resposta da empresa
20/11/2025 às 16:06
Olá Sr. Thiago,
Enviamos realmente o comunicado identificando possível falha em alguns gradis e nos comprometemos a analisar todos. É o que estamos fazendo.
Inclusive atuaremos em sua unidade pontualmente no gradil que apresentou desalinhamento maior do que o tolerado por nós e por ter dificultado o fechamento em vidro (que não é nossa responsabilidade).
Não mudamos o nosso discurso. Vamos intervir apenas nos gradis que impedirem o fechamento de vidro.
A polêmica gerada pelo uso de perfis prolongadores por empresas terceiras envolve muito desconhecimento. É muito comum e corriqueiro e está previsto por estas empresas fornecedoras (e por nós também), não para encobrir erros, mas para adequação de um acessório à diferentes tipologias de projeto.
A sua insatisfação faz sim repensarmos a forma de fazer e a forma de projetar os terraços pois percebemos que estamos espremidos entre os limites de norma e as medidas exigidas por diferentes empresas para o fechamento.
Quanto ao vício oculto citado, a Di Francesco nem reconhece o termo. Você verá pelo atendimento que receberá para a solução dos possíveis problemas (na unidade e área comum) durante as próximas décadas.
Entregar um empreendimento como o Épico e vê-lo não completamente satisfeito é muito ruim.
Fizemos uma festa de entrega incrível em setembro! Pudemos perceber a grande satisfação de todos ao serem apresentados às áreas comuns, às garagens e à torre que virou um marco no bairro. Vamos manter
essa satisfação mesmo passando pelo sempre conturbado momento de ocupação do condomínio.
Tenho certeza que a sua opinião sobre nós irá mudar em breve.
Marcelo Nunes
Sócio diretor Di Francesco
Réplica do consumidor
20/11/2025 às 19:04
Agradeço o retorno, porém reitero que a resposta não apresenta uma solução efetiva para o problema relatado. Há uma inconsistência evidente entre o comunicado oficial enviado pela própria Di Francesco e assinado por você, e o posicionamento defendido agora.
No comunicado, a construtora reconhece que havia gradis fora do padrão de qualidade adotado internamente e informou que faria inspeções e correções quando necessário. No meu caso, porém, essa admissão passou a ser tratada como um equívoco de interpretação, como se o documento não afirmasse exatamente o que afirma. Essa mudança de postura é justamente o cerne da minha insatisfação.
A construtora agora sustenta que só fará intervenções quando o desalinhamento impedir o fechamento em vidro. Entretanto, o comunicado tratava de padrão de execução e adequação estética, além de citar prejuízo para o fechamento exatamente o que se aplica à minha unidade. Reduzir a questão apenas à impossibilidade total de instalação não condiz com o que foi oficialmente comunicado aos moradores.
O desalinhamento encontrado na minha unidade não é mínimo e não está dentro de um limite razoável. A própria equipe técnica que esteve no local reconheceu diferenças significativas em mais de um ponto, tanto que propôs ajustes em uma das suítes ao mesmo tempo em que afirma que os demais locais estariam dentro do padrão, mesmo apresentando diferenças perceptíveis. Portanto, não se trata de mera variação construtiva ou de adequação a tipologias, mas de uma entrega que, na prática, não reflete o padrão prometido no momento da compra e reforçado no comunicado.
Também não considero adequada a afirmação de que não há vício oculto, uma vez que a própria Di Francesco emitiu um comunicado para tratar especificamente de gradis fora do padrão de qualidade. Se não existisse problema, esse comunicado não teria sido necessário.
Quanto ao envidraçamento, entendo que a execução é responsabilidade da empresa contratada por mim (inclusive indicada por vocês e autora do projeto), porém isso não elimina o fato de que um gradil fora do padrão prejudica a instalação correta do sistema, que exige recuo, nivelamento e espaço livre de 70 mm. O argumento de que é comum no mercado utilizar prolongadores não justifica uma variação que ultrapassa limites razoáveis e que gera impacto direto no uso do imóvel.
Reforço também que o meu objetivo não é polemizar, mas expor uma experiência concreta: a comunicação da construtora e a solução apresentada não correspondem ao padrão de qualidade divulgado antes da compra, nem ao que foi formalizado no comunicado oficial.
Continuo aguardando a correção já confirmada para uma das suítes e solicito uma reavaliação responsável dos demais pontos afetados. Apesar disso, reitero que todo o processo até aqui evidencia falhas de comunicação e pós-venda, o que lamento profundamente.