Pedido de exames negados quando de minha saída da Instituição, relato sobre todos os acontecimentos e apesar de quadro suspeito de doença contagiosa me enviaram pra minha rotina normal correndo o risco de infectar dezenas de pessoas de minha empresa.

Resolvido
Araras - SP
02/12/2024 às 18:36
ID: 203465155
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesOlá.
Meu nome é Marilene Canadinho e venho, através desta mensagem pedir encaminhamento, através de meu e-mail *******, os exames feitos junto a sua instituição no dia 01/12/*******, o qual dei entrada em torno das 04h00 do citado dia.
Após entrada fui encaminhada para o isolamento e pela manhã fiz uma Tomografia do pulmão e pude perceber o ritmo insano de trabalho dos profissionais o que me levou a entender que ninguém viesse dar-me nenhuma informação mas como havia acordado com muitas dores no peito e nas costas disse que na noite anterior (30/11) havia feito uma inalação no São Leopoldo Mandic e que essa havia finado minhas dores ao respirar, engolir e, principalmente, ao tossir. A enfermeira me disse que o médico viria ter comigo em breve e então eu poderia fazer a inalação.
Próximo às 14h00 levaram-me almoço, que já estava gelado e, por mais fome que sentisse, haja visto que vinha de jejum desde sexta (29/11), não fui capaz de me alimentar. Mas antes de tentar almoçar recebi inalação, mas sem nenhuma visita médica e essa inalação não surtiu o mínimo efeito em minhas dores muito fortes, o que informei a enfermeira. Também fiz um exame de sangue e, apesar de ter feito um Raio-X ainda na noite anterior na UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) 24h, anexa ao Hospital Municipal Elisa Sbrissa Franchozza, me pediram um novo exame, próximo às 15h00. Pedi para explicarem o porque e se eu poderia falar com um(a) médico(a) e disseram que poderia dentro de instantes mas duvidei afinal de contas percebi que o número de atendimentos estava alto e não culpo os profissionais de saúde por isso.
Também relatei que sou paciente psiquiátrica da faculdade São Leopoldo Mandic e que estava sem minha medicação a meses, o que me deixa extremamente sensível sendo portadora de depressão crônica e bi-polaridade e que ficar presa em um quarto, tendo apenas uma parede branca a olhar, ouvindo choros, gritos de dor e sem nada a prestar atenção além desses sons pedi se seria possível tomar um calmante já que não tinham nenhum de meus medicamentos disponíveis. Tive um consentimento se o(a) medico(a) concordasse, mas nada de medicamento.
Recebi então a visita de meu marido e uma vez que estava em isolamento sem poder sair e pedi a ele que buscasse pelo(a) médico(a) para saber o que estava acontecendo afinal eu estava internada há quase 12 horas sem saber absolutamente nada sob meu estado, apenas sabendo que tinha grande chance de ser infecto-contagioso uma vez que eu estava isolada (o que atentei por mim mesma). Eu estava à beira de uma crise nervosa, chorando muito sozinha naquele quarto sem notícias e pedi que ele buscasse alguma informação.
Ele disse que iria e, enquanto isso, fui fazer o segundo Raio-X em menos de 24horas. Quando sai do Raio-X vi meu marido conversando com uma enfermeira e disse a ela como estava me sentido, da minha depressão, da minha fome, da minha abstinência sendo tabagista. Ela disse que eu precisaria esperar que os exames terminassem e então, finalmente, eu falaria com um cliníco (a) e poderia ir pra casa, mas não fazia ideia de quando isso se daria uma vez que ela não era responsável por mim.
Lhe disse então que meu histórico com internações fazia com que estar em hospitais não era bom, psicologicamente falando, e diversos gatilhos me atingem e lhe contei de forma reduzida o que contarei na íntegra aqui a Vossas Senhorias agora, mas que deveriam ter me perguntado, quando, por diversas vezes, chorando, falei sobre minha vontade de deixar o hospital:
Fiz oito rinoplastias reconstrutivas, no prazo de quatro anos, no HC São Paulo, com a equipe do Professor Jorge Hishida, que à época era catedrático da USP.
No ano de ******* fui internada com uma tosse de motivo não identificado no HC Florianópolis, cidade que residia a trabalho da Lopes Consultoria a época. Após dez dias no isolamento identificaram que eu era portadora de paracoccidioidomicose pulmonar causada pelo fungo Paracocciidioides brasilensis e pude sair do isolamento e após poucos dias ir pra casa e passei por um longo tratamento com itraconazol.
No ano de ******* o fungo voltou e procurei o serviço de saúde pública de Descalvado, para onde tinha me mudado para cuidar de minha mãe adoentada. Fui encaminhada para o único pneumologista da cidade. Falei sobre o fungo que tinha me acometido em SC mas ele não deu atenção e fui perdendo peso, uma vez que o fungo sobe dos pulmões a garganta o que impede o paciente de comer, podendo também atingir a medula e o cérebro. Após internação na Santa Casa de Misericórdia de Descalvado, e só sentindo que meu estado se agravava, assinei o termo de recusa de tratamento e deixei a instituição com meu prontuário, como manda a lei. Em março de ******* busquei então a USP de São Carlos onde constataram meu estado de desnutrição, o que poderia me levar rapidamente a [Editado pelo Reclame Aqui] e após exame de Licor me encaminharam ao Heab na cidade de Américo Brasiliense e finalmente me senti acolhida e tratada de forma humanizada. Me senti uma pessoa, apesar de estar longe de familiares e amigos, mas recebendo constantes mensagens pelo hospital ter wi-fi já naquela época. E lá se foi mais um ano de tratamento com Itraconazol.
Foram longos 30 dias de internação, mas logo no primeiro dia já tive a visita de um psicólogo (que me forneceu medicamentos para que me acalmasse e não ficasse ainda mais depressiva e adesivos para controlar a abstinência de tabaco) e uma nutricionista. Não espero o mesmo tratamento da Santa Casa de Misericórdia de Araras haja visto a diferença entre o tamanho das Instituições, o corpo de funcionários e verbas recebidas. Mas esperava o mesmo tratamento humanizado, haja visto meu estado psicológico.
Com todas essas internações e cirurgias as últimas coisas que quero ver são agulhas e paredes brancas, principalmente sem NENHUMA INFORMAÇÂO EM QUASE DOZE HORAS.
Depois de ter dito isso de forma resumida a enfermeira que falava com meu marido próximo ao Raio-X vi uma mãe com um bebê próximo e voltei para o isolamento, afinal não fazia ideia do que eu tinha, e AINDA NÂO FAÇO, mas não queria correr riscos de transmitir a ninguém se fosse contagioso.
Meu marido se prontificou a buscar informações, um enfermeiro entrou para pegar meu prontuário no isolamento (o qual tirei foto da primeira página enquanto estava dentro do quarto) deixando a porta entreaberta. Meu marido voltou, fechou a porta, disse que eu não deveria abri-la e que ele já voltaria. Mas não voltou e meu estado psicológico se abalou totalmente. Pedi novamente se poderiam me dar um calmante para que eu conseguisse parar de chorar e novamente disseram que pediriam ao (a) médico (a) mas novamente fui deixada por lá. Então disse novamente, por volta de 16h30 que gostaria de assinar o termo de recusa de tratamento e deixar a instituição, haja visto que não tinha nenhuma informação, só aguardava resultado dos exames e havia recebido apenas uma inalação ineficaz e soro com alguma medicação que não faço ideia qual seria e se teria alguma lá. Estava com fortes dores, faminta, em crise depressiva e abstinência tabagista.
Fui informada então para aguardar o termo, assiná-lo e poderia ir mas, para minha surpresa, dentro de alguns minutos a enfermeira voltou dizendo que o termo seria desnecessário e que eu poderia ir. Senti um alívio imediato sabendo que estaria em minha casa novamente em breve. Perguntei então se entrariam em contato para dizer se o que eu tinha era contagioso, já que passei doze horas em um quarto de isolamento porque temiam isso e fui informada que não ligariam para dizer isso porque eu estava saindo. Então pedi acesso ao exame de tomografia que havia feito mas disseram que também não forneceriam nenhum de meus exames, nem pela rede municipal para que o médico da Upa próxima a minha residência pudesse avaliar e, se necessário, me encaminhar ao pneumologista ou infectologista, que eu SIMPLESMENTE, não teria direito ao resultado dos exames e tampouco ao meu prontuário. Informei então que achava isso estranho porque me deixaram em isolamento por mais de 12 horas com medo de algo ser transmitido e agora poderia sair, mas ninguém me encaminharia meus exames. Informei que trabalho em uma empresa da cidade com cerca de 60 funcionários que trabalham no mesmo ambiente fechado, com ar condicionado e, o que eu viesse a ter poderia contagia-los e, inclusive, alguns são de cidades próximas, mas mesmo assim me disseram q nada seria fornecido, nenhuma informação repassada à posteriore e que não receberia, tampouco, um pedido de afastamento e que eu eu deveria ir trabalhar normalmente amanhã (02/12) podendo gerar um imenso problema aos meus colegas e ao sistema de saúde de Araras, Cordeirópolis e Leme. E mesmo assim novamente se negaram a entrar em contato dizendo qual o resultado dos exames ou me entregando os meus exames e meu prontuário. Mas sei que isso é proibido por lei por que:
De acordo com o Código de Ética Médica, médicos não podem negar o acesso do paciente ao seu prontuário médico, nem deixar de fornecer uma cópia quando solicitada. A única exceção é quando a divulgação das informações pode colocar em risco o próprio paciente ou terceiros. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também têm regras sobre a entrega de exames médicos. A Anvisa determina que o paciente deve receber a data prevista para a entrega do exame no momento do atendimento (o que não me foi informado em nenhum momento). A Lei de Entrega de Resultados garante que os pacientes tenham acesso seguro e direto aos seus exames médicos. E se um hospital se negar a entregar o prontuário médico, o paciente pode denunciar a recusa a outros órgãos reguladores da saúde, como a ANS ou a Vigilância Sanitária.
Assim sendo, é vedado a qualquer médico ou instituição hospitalar negar o fornecimento de exame feito ao paciente, quer sob a forma de laudo quer sob a forma do próprio material que ensejou a confecção deste laudo, desde que este solicite, sob pena de configurar cerceamento do direito do paciente.
Saí pela porta da frente da Santa Casa de Misericórdia de Araras por volta das 17 horas, tive que caminhar até minha casa por 1,4 Km, o que para uma pessoa saudável, demoraria em média, 20 minutos, mas que em meu caso, tendo fibrose pulmonar crônica terminal após duas infecções fúngicas e uma tuberculose, durou muito mais que isso, com direito a uma ladeira imensa após cruzar a Avenida Dona Renata e sob um sol escaldante, em jejum e dores terríveis a cada acesso de tosse. ******* que fiz esse caminho a pé porque disseram ao meu marido que ele deveria ir embora porque eu estava ficando nervosa pela presença dele.
Cheguei em casa e usando o wi-fi de minha residência, finalmente pude entrar em contato com meu marido e pedir que viesse abrir o portão para que eu pudesse entrar e descansar. E qual não foi minha surpresa quando ele me disse que falou com a médica (sim, agora sei que era uma médica, mas que não vi nem a cor de sua sombra ou ouvi o eco de sua voz naquelas longas 12 horas) e que ela tinha dito que não se pronunciaria até às 18h00 quando todos meus exames estivessem prontos. E isso me fez pensar: custaria a alguém me informar às 16h30 quando desejei sair que faltavam apenas uma hora e meia para saírem os exames, me levarem um calmante, que eu já havia pedido há tempos, e nada disso agora seria necessário? Porque minha crise de ansiedade e depressão surgiu do fato de pensar que eu ficaria ali por dias, como nos outros dois casos de infecção por fungo.
Mas, infelizmente, estou tendo que enviar essa mensagem à Vossas Senhorias buscando uma resolução simples para que enviem o resultado de todos os meus exames, direito que me é garantido por lei. Do contrário terei que buscar os órgãos competentes e prestar as devidas queixas com as fotos e minha senha de entrada ainda no sábado na instituição São Leopoldo Mandic, onde, diga-se, tive um bom atendimento e pude fazer uma inalação mais que assertiva, como já disse, e que me tirou todas as dores ao tossir, caso muito diverso da feita na Santa Casa de Misericórdia de Araras. Mas devido a uma falta de energia fui levada da Mandic à Upa 24 horas do José Ometto II onde creio, ser digno de nota, o atendimento primoroso que recebi de uma médica plantonista que creio chamar-se Andreza, atendimento este onde me senti um ser humano pela primeira vez na noite e não apenas um paciente. Ela ouviu todos os meus relatos de internações anteriores, meu caso de tuberculose, meu quadro psiquiátrico e como eu estava me sentindo e creio que tudo isso constava de meu laudo quando dei entrada na Santa Casa de Misericórdia de Araras. Lá deveria haver também a informação sobre a crise nervosa que tive chorando muito quando me informaram que iria para internação na Santa Casa.
Enfim senhores, aguardo pronto retorno e, na ausência dele, começarei a tomar as devidas providências. Não quero nada mais do que a lei me dá por direito: meus exames de sangue, raio-x e Tomografia feitos enquanto estava em sua instituição, assim como meu prontuário. E claro, no caso do surgimento de outros casos, principalmente em meu ambiente de trabalho, da doença que por ventura eu venha a ter, e sendo infeccioso, deixar claro através deste que estou voltando ao trabalho seguindo o que foi informado por vocês assim eximindo-me de quaisquer responsabilidades e, claro, deixando-as com os senhores e sua Instituição que foram bem claros que eu deveria apenas voltar a minha rotina e trabalho mesmo sendo informados de quais condições trabalhos, número de funcionários e cidades que poderiam ser afetadas. Claro que meu senso ético está em crise com isso mas, dependente que sou do salário que recebo, não posso me dar ao luxo de faltar e assim perder meu emprego porque não tenho outro meios de subsistência e sou responsável pelo pagamento de meu aluguel, água e luz sozinha, e que provarei se necessário também anexando os recibos e pix feitos a meus locadores, se forem necessárias as minhas denúncias à Anvisa, Vigilância Sanitária (não apenas municipal mas regional, estadual e nacional) e todas as demais que possam receber. Também anexarei meus laudos psiquiátricos cujos quais ninguém se preocupou em saber se procediam.
Sem mais, despeço-me e aguardo pronto retorno, orando para que isso se dê antes que mais alguém mais adoeça.
Marilene Canadinho
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Consideração final do consumidor
27/01/2025 às 13:53
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O problema foi resolvido?

Resolvido
Voltaria a fazer negócio
Sim
Nota do atendimento
9