Demora no Atendimento, Cobrança Indevida e Falta de Suporte no Sinistro

Não resolvido
Belo Horizonte - MG
02/08/2025 às 17:59
ID: 223606293
No dia 21 de julho de 2025, por volta das 19h33, conduzia meu veículo e sofri um acidente e em razão do impacto, meu veículo sofreu danos expressivos na parte frontal e lateral. Entre 19h34 e 19h46, acionei a Polícia Militar 2 vezes solicitando apoio, após passar uma viatura no local pedi apoio e tentei fazer o BO ali mesmo pelo meu próprio celular (seguindo a orientação dos policiais), mas devido a uma falha no sistema ao anexar as fotos, só pude registrar o Boletim de Ocorrência ao chegar em casa pelo computador. Às 19h40, contatei a Cooperlink, que só enviou o guincho por volta das 22h, deixando-me aguardando por quase três horas. Como a cooperativa não dispõe de local próprio, tive que escolher por conta própria o destino do veículo, ficando exposto aos vizinhos e me causando constrangimento.
Para minha surpresa, fui informado de que a abertura do sinistro só ocorreria após o pagamento antecipado de R$ 3.510,00 de coparticipação (6% da tabela FIPE de R$ 58.500,00). Tal exigência, imposta antes de qualquer vistoria ou análise técnica, mostrou-se abusiva, pois transfere ao consumidor o risco de paralisação do processo sem sequer avaliar os danos. Além disso, a cooperativa não ofereceu alternativas ou qualquer orientação para facilitar esse pagamento, agravando minha insegurança (ainda bem que eu tinha recursos para tal via cartão de crédito e que só poderia ser parcelado em no máximo 2 vezes, sem oferecer qualquer outra alternativa de pagamento).
Somente em 23 de julho de 2025, às 17h, consegui efetuar o pagamento da coparticipação enviando uma pessoa de minha confiança com cartão presencialmente (pois devido ao meu trabalho não puder ir), já que não aceitaram pagamento via link, apesar de eu ser cliente há cinco anos e ter contratado outros seguros para outros veículos e nunca ter ido presencialmente ao local. O sinistro foi oficialmente aberto após esse pagamento e após a apresentação do BO (que só agilizou após eu ir à delegacia da polícia civil presencialmente). Nesse interregno de dois dias, não houve qualquer apoio para agilizar o processo, tampouco auxílio na intermediação tarefas que deveriam ser gerenciadas pela Cooperlink, mas que acabei executando por conta própria.
Mesmo após cumprir todas as exigências, meu veículo só foi removido em 24 de julho de 2025, três dias após o acidente sem justificativa plausível para tamanha demora. Essa demora demonstrou descaso com o associado e evidenciou a ineficiência logística e organizacional da cooperativa, contrariando os princípios de boa-fé e respeito ao consumidor.
Cerca de sete dias depois, em 30 de julho de 2025, recebi uma ligação e fui informado de que a indenização seria calculada com base no ano de fabricação (2011) em vez do ano-modelo 2012, critério que havia sido adotado para a cobrança mensal do seguro e da própria coparticipação. Essa alteração unilateral reduz substancialmente o valor a que tenho direito, configurando má-fé e desequilíbrio contratual.
Por fim, após a confirmação da indenização, fui comunicado de que todo o processo de baixa do veículo junto ao DETRAN também seria de minha inteira responsabilidade. Até a presente data, nem o DETRAN nem as empresas vistoriadoras credenciadas realizam as vistorias necessárias, não havendo previsão para a conclusão desse serviço, o que travou completamente o trâmite de indenização. A única orientação da Cooperlink foi contratar um despachante particular, ao pesquisar por conta própria, o custo estimado em R$ 1.500,00 representa mais um ônus adicional inesperado e oneroso ao consumidor.
Reforço que a cooperativa tem adotado uma postura de repassar ao associado toda a responsabilidade pelo cumprimento de trâmites burocráticos relacionados ao sinistro, sem oferecer o suporte adequado. No meu caso específico, essa falta de assistência tem sido especialmente prejudicial, pois trabalho presencialmente todos os dias e não disponho de tempo hábil para resolver essas questões e mesmo assim tenho feito de tudo para resolver pois sou a parte mais interessada. Esse cenário tem me obrigado a lidar com uma série de tarefas administrativas e operacionais como agendamentos, contatos, deslocamentos e busca por soluções que consumiram meu tempo e atenção ao longo das últimas duas semanas, impactando diretamente minha rotina e prejudicando meu desempenho profissional. Além disso, tenho arcado com custos diários de transporte por aplicativos para conseguir me deslocar, uma despesa não prevista e diretamente causada pela indisponibilidade do meu veículo, prolongada pela demora e ineficiência no andamento do processo por parte da cooperativa.
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Resposta da empresa
13/08/2025 às 14:04
Olá, prezado, desde já agradecemos o contato.
Reforçamos que somos uma associação de socorro mútuo, baseada nos pilares do mutualismo, não somos uma seguradora, e temos nosso regulamento próprio, e trabalhamos com a ocorrência do rateio das despesas entre nossos associados, sempre respeitando os princípios normativos.
É importante ressaltar alguns pontos nos quais foi imputada culpa à associação, sendo que é uma função exclusiva do associado, e não porque não podemos ajudar, mas exige pessoalidade, do proprietário do veículo.
O reboque foi enviado após a finalização do registro do BO, justamente para não correr o risco de o mesmo chegar no local, pois não é breve, e o veículo não estar liberado, o que geraria horas excedentes ao associado. Pensamos no senhor o tempo todo.
E sobre as demais questões, entendemos os questionamentos, mas nada, repetimos, nada fugiu do que foi acordado entre as partes. A parte da participação, todos os associados fazem o pagamento, para análise/sequência de qualquer abertura, e mesmo assim, conseguimos ainda parcelar, de duas vezes. Entendemos que o senhor não queria de forma alguma chegar a ter colidido, mas em casos de colisão e demais eventos, a regra está pactuada.
E sobre a baixa, mais uma vez reforçamos, o Estado é o agente responsável por ela, através do Detran, e nós não podemos avocar qualquer responsabilidade, que é do proprietário do veículo, está na Lei. Agora, concordamos que está de fato complexo para baixa, o procedimento, pelo que o senhor tem dito, não existe uma clareza em relação ao passo a passo do órgão competente, o que um despachante é especializado, e indicamos a procura de algum, apenas visando a celeridade. Estamos sempre disponíveis para lhe ajudar e somos interessados em solucionar, não tenha dúvidas, mas no que tange à responsabilidade do proprietário do veículo, não conseguimos dar sequência.
Estamos sempre à disposição.
Respeitosamente;
Equipe de Auditoria Interna Cooperlink Minas
Réplica do consumidor
16/11/2025 às 16:54
não resolvido
Consideração final do consumidor
16/11/2025 às 16:54
não resolvido
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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