Seguro viagem CORIS: inútil quando mais precisei abandonado na Tailândia

Em réplica
Maceió - AL
21/05/2026 às 10:40
ID: 249278467
Contratei o seguro viagem da CORIS (apólice *****) esperando ter suporte real em caso de emergência médica no exterior. A realidade foi completamente diferente.
Durante viagem à Tailândia, precisei de atendimento médico e fui levado ao hospital em Phuket, onde um médico me examinou, prescreveu medicação e solicitou ressonância magnética e fisioterapia procedimentos que ele julgou necessários para minha recuperação e retorno seguro ao Brasil.
A CORIS negou tudo, alegando que meu caso era "ambulatorial" e sem gravidade. Tive que arcar do meu próprio bolso com uma ressonância magnética particular justamente para provar que o médico estava certo e estava. O laudo comprova que um simples anti-inflamatório, como o seguro "ofereceu", era absolutamente insuficiente.
Fui completamente abandonado no exterior, sem suporte, sem cobertura e sem dignidade. Paguei por um serviço que não foi honrado quando realmente precisei.
Alerto a todos: cuidado com esta empresa. Ela vende segurança, mas na hora H, arruma justificativas para não cumprir o que promete mesmo diante de provas concretas apresentadas por um médico no local.
Já estou construindo processo judicial com todas as provas em mãos: laudo da ressonância magnética, relatório médico do hospital de Phuket, nota fiscal do seguro contratado e registro completo das negativas recebidas. A CORIS será responsabilizada.
Compartilhe
Resposta da empresa
21/05/2026 às 11:55
Olá Pablo,
Lamentamos pela experiência relatada.
Conforme análise do caso, o atendimento emergencial inicial foi devidamente prestado e acompanhado pela nossa equipe. Posteriormente, os procedimentos solicitados passaram a ter caráter ambulatorial/eletivo, não se enquadrando nas coberturas previstas conforme as condições do plano contratado.
Seguimos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais em nossos canais oficiais de atendimento.
Atenciosamente,
Departamento de Qualidade.
Réplica do consumidor
22/05/2026 às 11:44
Olá,
A resposta não resolve o problema e mantém uma classificação que contraria os próprios documentos da seguradora.
O contrato (Condições Gerais, Cláusula 4) define "atendimento ambulatorial" como aquele de caráter eletivo, de continuidade e passível de agendamento prévio. Minha situação não se enquadra em nenhum desses critérios: sofri lesão lombar aguda no exterior, com dor incapacitante, durante vigência do seguro.
Mais grave: os próprios profissionais acionados pela seguradora prescreveram os procedimentos negados. A médica do hospital indicado pela ATMS (rede da seguradora) emitiu certificado médico formal prescrevendo "MRI L-S spine, Physical therapy 2 times". O laudo de teleconsulta da rede Einstein (também acionada pela seguradora) concluiu que "a consulta por telemedicina não é suficiente para uma conduta segura", recomendando expressamente exames complementares.
A ressonância que paguei do meu bolso confirmou fissuras anulares agudas em três níveis (L3/L4, L4/L5, L5/S1) lesão aguda, não crônica. O próprio contrato, na Cláusula 3(g) do DMHO-VI, exclui apenas dorsalgias crônicas.
Meu pedido imediato continua sendo o reembolso dos valores pagos às minhas expensas (THB ***** em ***** e THB ***** em *****). O caso está registrado no Consumidor.gov.br e será encaminhado à SUSEP.
Esclareço, no entanto, que disponho de vasto conjunto probatório: contrato completo, histórico integral de atendimento, prescrição médica formal do hospital credenciado, laudos de teleconsulta da rede Einstein, resultado de ressonância magnética com diagnóstico de lesões agudas, comprovantes de pagamento, histórico de conversas com a seguradora e documentos enviados pela própria CORIS/Chubb. Caso a solução não seja alcançada administrativamente, estou plenamente preparado para buscar reparação judicial hipótese em que reivindicarei não apenas o reembolso principal, mas também correção monetária, juros legais, e indenização por danos morais decorrentes da negativa abusiva de cobertura enquanto me encontrava enfermo no exterior, desamparado pela seguradora que contratei justamente para essas situações.
Minha prioridade é resolver isso da forma mais simples possível. Mas estou preparado para ir até onde for necessário.
Problema não resolvido.