Assinatura de R$ 30 vira cobrança de mais de R$ 300 após 7 anos sem contato

Não resolvido
Porto Alegre - RS
13/08/2025 às 16:51
ID: 224459683
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesEm 2018, contratei uma assinatura exclusivamente digital do Correio do Povo, no valor de R$ 30. Desde então, por 7 anos, não recebi qualquer aviso de débito ou cobrança formal, apenas contatos para renovação da assinatura, sem menção a pendências.
Agora, em 2025, fui informado de uma suposta dívida de mais de R$ 300, inflada por juros. Conforme o Código Civil (art. 206, 5, I), dívidas de prestação de serviços prescrevem em 5 anos e não podem ser cobradas judicial ou extrajudicialmente após esse prazo, sob pena de prática abusiva (art. 42 e art. 51, IV do CDC).
Após minha reclamação anterior, a empresa afirmou que analisaria o caso, mas voltou a me cobrar poucos dias depois. Não insisto pelo valor, mas pela postura adotada. Solicito que o jornal informe publicamente se manterá a cobrança ou encerrará o caso, prevenindo que outros consumidores passem por situação semelhante.
Compartilhe
Resposta da empresa
15/08/2025 às 15:18
Prezado Wagner, o Correio do Povo esclarece que a sua assinatura digital foi contratada em 26/06/*******, quando também foi estabelecido que o pagamento seria realizado através de débito no cartão de crédito da bandeira Mastercard.
Em 09/******* após constatar inadimplência no pagamento, o Correio do Povo fez contato e o Senhor informou que seu cartão de crédito tinha sido [Editado pelo Reclame Aqui], e por esta razão faria o pagamento por boleto bancário. O mesmo ocorreu em 10/*******, quando comprometeu informar os dados do novo cartão de crédito, o que não fez. Em novembro de ******* o Senhor inadimpliu novamente, e quando cobrado solicitou o cancelamento da assinatura. Ainda que tenhamos enviado o boleto para pagamento da parcela em aberto (11/*******), o Sr. não efetuou o pagamento devido. A parcela de dezembro de *******, que compete à período anterior ao cancelamento, venceu logo em seguida e também permaneceu em aberto.
O Correio do Povo mantém contrato com a empresa de cobranças BL, para realização de cobrança extrajudicial. Esta empresa fez várias tentativas de contato com o Senhor, objetivando ajustar o pagamento do débito, todas infrutíferas. Somente em ******* o Senhor atendeu os contatos da empresa BL, e nesta oportunidade lhe foi informado o valor devido. Também lhe foi concedido um desconto sobre o valor devido para pagamento em parcela única e imediata, o valor atualizado do débito era R$ *******,00 e lhe foi concedido um desconto, pelo que o valor passou para R$ *******,00.
As práticas adotadas pelo Correio do Povo e pela empresa BL não violam nenhum dispositivo legal, tampouco o Código de Defesa do Consumidor e por esta razão ficamos a disposição para negociar o pagamento do débito, pelos nossos canais de atendimento.
Réplica do consumidor
21/08/2025 às 11:07
Prezados,
Agradeço a manifestação, mas reitero minha posição de que a conduta adotada pelo jornal foi abusiva e em desacordo com os princípios básicos previstos no Código de Defesa do Consumidor, especialmente quanto ao dever de informação, transparência e boa-fé.
O valor em discussão refere-se a uma assinatura digital de R$ 30,00 mensais, que, segundo a própria empresa, acabou transformando-se em uma cobrança de mais de R$ *******,00 anos depois. O simples fato de permitir que uma parcela desse porte se multiplicasse por mais de dez vezes, sem comunicação formal clara durante sete anos, já evidencia desproporcionalidade e má conduta administrativa. A redução para R$ *******,00 não elimina o abuso, apenas revela que o valor anterior era insustentável.
Contesto ainda a afirmação de que houve diversas tentativas de contato. Nunca alterei meu número de telefone e sempre atendo quando solicitado. O que alegam não corresponde à realidade. Essa narrativa fragiliza ainda mais a credibilidade do processo de cobrança.
Ressalto que efetuei o pagamento apenas para encerrar o assédio das ligações insistentes, não porque reconheça a dívida. Continuo considerando a cobrança irregular e desproporcional, e registro aqui minha insatisfação para que outros consumidores tenham consciência da forma como esta empresa conduz suas relações.
Deixo, portanto, este alerta público: um débito de pequeno valor pode ser transformado, pela falta de clareza e transparência, em uma cobrança abusiva que desgasta e expõe o consumidor a uma situação injusta.
Consideração final do consumidor
21/08/2025 às 11:09
Minha avaliação negativa se deve à conduta abusiva e desproporcional do Correio do Povo em relação a uma cobrança de *******. Um débito mensal de R$ 30,00 foi transformado em uma cobrança superior a R$ *******,00, apresentada apenas em *******, após sete anos sem qualquer notificação formal. A redução para R$ *******,00 não apaga o fato de que a cobrança foi conduzida de forma inadequada e sem transparência.
Além disso, a alegação de que a empresa de cobrança teria feito inúmeras tentativas de contato não condiz com a realidade, já que nunca alterei meu número de telefone e sempre estive acessível.
O pagamento que realizei foi apenas para encerrar o assédio das ligações insistentes, e não porque reconheça a dívida.
Minha má avaliação é, portanto, consequência da falta de clareza, da postura invasiva e da prática que considero abusiva. Registro aqui não só minha insatisfação pessoal, mas também um alerta a outros consumidores para que avaliem com cautela antes de contratar este serviço.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
0