Escola Infantil Unidade Bangu: Queda na Qualidade de Atendimento, Falhas na Alimentação e Riscos de Segurança

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Rio de Janeiro - RJ
22/05/2026 às 20:06
ID: 249438419
Minha filha entrou na Unidade de Bangu em 2025, com apenas 1 ano e 2 meses, ainda no berçário. Na época, a escola transmitia acolhimento, organização e confiança, principalmente através de ótimas profissionais que nos acolheram com muito carinho e dedicação. Infelizmente, após mudanças na gestão e na equipe, a qualidade do atendimento caiu de forma muito perceptível.
O que mais me causou desconforto foi a alta rotatividade de funcionários, incluindo a saída da professora e da coordenadora que acolheram minha filha e nossa família desde o início. Senti falta de transparência e postura ética da direção, que não comunicou adequadamente aos pais mudanças tão importantes na equipe e na gestão. Com o tempo, também percebi falhas graves na alimentação das crianças, principalmente após a saída da cozinheira e da auxiliar que cuidava da minha filha desde o berçário. Muitas vezes, o prato servido continha apenas caldo de feijão, pouca quantidade de arroz, quase nenhuma proteína e ausência de legumes. Minha filha chegava diariamente em casa com muita fome, e foi extremamente doloroso perceber isso.
Outro episódio extremamente grave aconteceu na saída da unidade. Por falta de auxiliar acompanhando as crianças, por cortes de custo minha filha correu em direção à rua e quase foi atropelada por um ônibus em movimento. Foi um momento desesperador, que evidenciou ainda mais a falta de organização e suporte adequado dentro da escola. Além disso, era visível o desgaste dos profissionais, a desorganização do ambiente e uma gestão sem abertura para ouvir críticas ou buscar melhorias reais.
As festas e eventos promovidos pela escola também geraram insatisfação. Os valores cobrados eram altos, mas o retorno entregue às crianças deixava muito a desejar, com brinquedos e lembranças de baixa qualidade. Esse ano percebi que não são feitas as manutenções do gramado do chão, podendo ocorrer quedas quando as crianças estiverem brincando nas atividades livres.
Diante de tantas situações, tentei conversar e buscar soluções diretamente com o dono da instituição, porém senti falta de empatia, acolhimento e interesse genuíno em resolver os problemas apresentados. Durante a conversa, ele demonstrou pouca paciência e chegou a informar que a transferência entre unidades era gratuita, postura que considerei inadequada diante da gravidade das questões levantadas.
A decisão de retirar minha filha da unidade não foi fácil, principalmente pelo vínculo criado desde o berçário e pelas ótimas profissionais que fizeram parte da trajetória dela. Porém, como mãe, priorizo o bem-estar, a segurança e a estabilidade emocional da minha filha.
Deixo aqui minha reclamação e também um alerta para outros pais que buscam uma instituição realmente acolhedora, organizada e comprometida com o cuidado infantil.