Dificuldade de Renegociação de Empréstimo por Trabalhador Autônomo com Cooperativa de Crédito

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São Bernardo do Campo - SP

23/04/2026 às 11:34

ID: 246752829

No ano passado, realizei um empréstimo junto a esta cooperativa de crédito. Infelizmente, devido a severas dificuldades financeiras que enfrentei recentemente, não consegui manter o pagamento das parcelas em dia. Sou trabalhador autônomo e minha renda sofreu um impacto significativo, o que me impossibilitou de honrar o compromisso da forma como foi inicialmente firmado.

Entrei em contato para tentar renegociar a dívida, buscando uma solução amigável que fosse viável para a minha realidade atual. Fui atendido pela funcionária Camila (através do número *****), mas, para minha decepção, encontrei imensas barreiras.

Os juros cobrados pelo atraso transformaram a dívida em uma verdadeira bola de neve, tornando o saldo devedor desproporcional. A única proposta de renegociação oferecida pela cooperativa foi o parcelamento em 24 vezes de R$ 817,71. Esse valor é absolutamente incompatível com a minha capacidade de pagamento atual.

Como forma de demonstrar meu interesse em quitar a dívida, fiz uma contraproposta oferecendo parcelas mensais de R$ 500,00, valor que eu conseguiria assumir sem comprometer o meu sustento básico. No entanto, a empresa recusou a minha oferta e se mostrou inflexível.

Para piorar a situação, a cooperativa exigiu a apresentação de um comprovante de renda formal para dar continuidade à negociação. Como trabalhador autônomo, não possuo holerite ou contracheque tradicional, o que deveria ser compreendido pela instituição, especialmente em um cenário de renegociação onde o cliente já está relatando dificuldades financeiras.

Sinto que a empresa não tem o menor interesse em ajudar o cliente a resolver o problema. O Código de Defesa do Consumidor e os princípios da boa-fé objetiva orientam que as instituições financeiras devem buscar o equilíbrio nas relações de consumo, facilitando a renegociação de dívidas para evitar o superendividamento. No entanto, a postura da cooperativa tem sido exatamente a oposta: intransigente e punitiva.

Deixo aqui o meu relato como um alerta para outras pessoas que estejam pensando em fazer negócio com esta cooperativa de crédito. Pensem muito bem antes de fechar qualquer contrato. Se você passar por qualquer imprevisto financeiro, não espere flexibilidade, empatia ou vontade de ajudar por parte deles. A empresa prefere manter uma dívida impagável a aceitar um acordo justo e realista.

Espero, através deste canal, que a cooperativa reveja sua postura e me apresente uma proposta de renegociação que esteja dentro da minha realidade financeira, aceitando as parcelas de R$ 500,00 que propus, para que eu possa finalmente quitar esse débito de forma digna.

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