Falhas graves na vistoria de desocupação e na administração da locação

Reclamação em réplica

Em réplica

Reclamar dessa empresa

Porto Alegre - RS

30/06/2026 às 11:05

ID: 252680903

Sou proprietária de um imóvel administrado pela Crédito Real e infelizmente tive uma experiência extremamente frustrante durante o processo de desocupação do apartamento.

Importante destacar que, antes do início da locação, os proprietários já haviam substituído integralmente o mecanismo da válvula Hydra por meio de atendimento da Porto Seguro, entregando o imóvel com o sistema em perfeito funcionamento. Meses depois, diante de nova reclamação apresentada pela locatária, os proprietários, mesmo entendendo tratar-se de item sujeito ao desgaste natural pelo uso e cuja manutenção não lhes competia, optaram, por mera liberalidade e visando preservar a boa relação contratual, por providenciar novamente o envio de um técnico da Porto Seguro para avaliação e eventual substituição do reparo.

O atendimento foi previamente agendado e confirmado pela própria imobiliária junto à locatária. Contudo, no dia e horário marcados, a locatária não se encontrava no imóvel para permitir o acesso do técnico, frustrando completamente a realização do serviço. Posteriormente, o vazamento permaneceu e ocasionou danos ao piso laminado.

Durante todo o processo encaminhamos à imobiliária fotografias, vídeos e mensagens demonstrando os problemas existentes no imóvel, inclusive vídeos enviados pela própria locatária mostrando que o piso sofreu danos justamente nas áreas atingidas pela água.

Na primeira vistoria de desocupação foram apontadas diversas pendências para correção. Entretanto, na vistoria final, o imóvel foi liberado sem que fosse apresentado qualquer documento técnico demonstrando que essas pendências haviam sido efetivamente sanadas.

Além disso, diversos danos deixaram de ser registrados, entre eles:

piso laminado estufado e rodapés comprometidos;
sifões rompidos;
grade de proteção da janela completamente solta;
armários danificados;
caixa de gordura entregue sem a devida limpeza.

O que mais chama atenção é a falta de critério adotada pela empresa. Em uma locação anterior, a própria Crédito Real exigiu dos proprietários diversos reparos para disponibilizar novamente o imóvel para locação, demonstrando elevado rigor na análise do estado de conservação.

Já nesta desocupação, danos de igual ou maior relevância foram simplesmente desconsiderados, apesar das fotografias, vídeos e demais provas apresentadas pelos proprietários.

Outro ponto preocupante é que a imobiliária informou que não responsabilizaria a locatária, mesmo diante das evidências apresentadas e sem disponibilizar qualquer laudo técnico comparativo que justificasse essa conclusão.

Em razão dessa condução, tivemos que arcar com aproximadamente R$ 2.000,00 em reparos para restabelecer as condições do imóvel, prejuízo que entendemos poderia ter sido evitado caso a vistoria tivesse sido conduzida de forma técnica, criteriosa e imparcial.

Solicitamos diversas vezes:

os laudos completos das vistorias;
todas as fotografias produzidas durante as inspeções;
documento técnico que fundamentou a liberação do imóvel;
esclarecimentos sobre os critérios utilizados na vistoria.

Até o momento, não recebemos respostas satisfatórias.

Esperamos que a Crédito Real reveja sua posição, analise toda a documentação já encaminhada e apresente uma solução administrativa para o caso. Não sendo possível, adotaremos as medidas judiciais cabíveis para buscar o ressarcimento dos prejuízos sofridos.

Compartilhe

Resposta da empresa

07/07/2026 às 15:37

Olá, Luana!

Agradecemos por compartilhar conosco sua experiência e por nos permitir conduzir a análise da situação apresentada.

Compreendemos que todo o processo de desocupação gerou desgaste e insegurança, especialmente diante das divergências apontadas em relação à vistoria e às condições de entrega do imóvel. Sabemos que, como proprietária, sua expectativa era de que todas as questões fossem conduzidas com clareza e segurança, e lamentamos sinceramente pelos transtornos vivenciados durante esse período.

Desde o recebimento da sua manifestação, todos os apontamentos apresentados foram cuidadosamente analisados pela equipe responsável, considerando o histórico das tratativas, a documentação existente e as informações compartilhadas ao longo do processo. Nosso objetivo sempre foi buscar uma solução equilibrada e que contemplasse as particularidades do caso.

Ficamos satisfeitos por informar que, após as tratativas realizadas entre as partes, foi possível chegar a uma composição consensual, formalizada por meio de termo de acordo devidamente assinado.

Informamos também que a solicitação de repasse do valor acordado já foi realizada e seguirá o fluxo administrativo correspondente até a sua efetiva conclusão, conforme os procedimentos internos da administradora.

Por fim, agradecemos por trazer sua percepção sobre todo o processo. Manifestações como a sua são fundamentais para que possamos revisar procedimentos, identificar oportunidades de melhoria e aperfeiçoar continuamente a experiência oferecida aos nossos clientes.

Permanecemos à disposição sempre que necessário e esperamos que a condução das tratativas tenha demonstrado nosso empenho em buscar uma solução para a demanda apresentada.

Abraço,

Time CR.

Réplica do consumidor

07/07/2026 às 16:48

Agradeço o retorno.

Entretanto, não concordo com a forma como a resposta procura retratar a condução deste caso.

A solução não foi alcançada de forma espontânea, tampouco em um ambiente de colaboração desde o início. Ao longo de todo o procedimento, os proprietários tiveram seus apontamentos reiteradamente rejeitados, mesmo apresentando fotografias, vídeos, mensagens e demais documentos que demonstravam as inconsistências verificadas na desocupação do imóvel.

Durante as tratativas, a imobiliária sustentou, por exemplo, que o piso laminado já apresentava as avarias antes do início da locação, apesar de existirem registros que demonstravam a evolução dos danos após o vazamento. Da mesma forma, foi afirmado que os sifões já se encontravam rasgados e danificados anteriormente à locação, posição que igualmente divergia da vistoria de entrada e da documentação apresentada pelos proprietários.

Também foram desconsiderados diversos apontamentos realizados durante as vistorias, inclusive pela advogada que acompanhou presencialmente o procedimento, bem como questionamentos sobre itens que sequer constaram adequadamente nos registros finais.

A composição administrativa somente foi alcançada após meses de insistência, sucessivas manifestações formais, envio de ampla documentação comprobatória, atuação de assessoria jurídica e, por fim, o registro desta reclamação pública. Portanto, não corresponde aos fatos afirmar que houve, desde o início, uma condução voltada à busca de uma solução consensual.

O acordo firmado representa uma solução prática para encerrar a controvérsia, mas não altera a forma como todo o procedimento foi conduzido até que a empresa revisasse seu posicionamento inicial.

Neste momento, aguardo apenas o cumprimento integral do acordo, mediante a realização do pagamento nos termos ajustados.