Contestação da resposta da empresa e alegação de responsabilidade solidária em caso de coação e omissão

Reclamação respondida

Respondida

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Belo Horizonte - MG

29/04/2026 às 01:16

ID: 247240659

RÉPLICA À RESPOSTA DA EMPRESA
Inicialmente, cumpre destacar que a resposta apresentada pela empresa revela-se gravíssima, contraditória e em frontal confronto com a prova documental já existente. Ademais, não enfrenta o núcleo da controvérsia, limitando-se a construir narrativa defensiva dissociada da realidade dos fatos.
Com efeito, importa consignar que a própria agência, por meio de seu representante, confessou expressamente, em mensagem enviada no dia 01 de abril de 2026, às 11h06: A Costa Cruzeiros está me ligando dizendo que estão forçando vc a desembarcar. Portanto, não há qualquer margem para tentativa de reconstrução posterior dos acontecimentos. Dessa forma, resta inequívoco que a agência tinha plena ciência da coação sofrida pela consumidora.
Outrossim, evidencia-se que a empresa acompanhava a situação em tempo real. Contudo, ao invés de adotar providências efetivas para cessar a violação de direitos, limitou-se a uma postura omissiva e conveniente. Assim, deixou de cumprir o dever de assistência inerente à sua atuação na [Editado pelo Reclame Aqui] de consumo.
Ademais, é absolutamente insustentável a tentativa de afirmar que não houve imposição ou pressão para desembarque. Com efeito, tal alegação é frontalmente desmentida pela própria confissão escrita da empresa. Logo, verifica-se contradição objetiva, direta e documental, que compromete integralmente a credibilidade da versão apresentada.
De mais a mais, causa extrema perplexidade o fato de que, após tomar ciência dos abusos, a agência tenha passado a adotar postura de constrangimento direcionada à consumidora. Nesse sentido, buscou impedir a exposição dos fatos, desencorajar a responsabilização e proteger sua própria imagem. Portanto, tal conduta configura tentativa evidente de silenciamento.
Nesse contexto, não se está diante de mera divergência de versões. Ao contrário, trata-se de situação em que a empresa, mesmo ciente dos fatos, opta por desviar o foco, minimizar os acontecimentos e afastar sua responsabilidade. Assim, evidencia-se comportamento incompatível com a boa-fé objetiva que rege as relações de consumo.
Ressalte-se, ainda, que a tentativa de transferir integralmente a responsabilidade à Costa Cruzeiros não encontra amparo jurídico. Com efeito, nos termos do Código de Defesa do Consumidor, todos os integrantes da [Editado pelo Reclame Aqui] de fornecimento respondem solidariamente pelos danos causados ao consumidor. Portanto, é irrelevante a tentativa de dissociação promovida pela agência.
Diante de todo o exposto, impugna-se integralmente a resposta apresentada, por não enfrentar os fatos centrais, por ignorar a prova documental existente e por não demonstrar qualquer atuação eficaz para cessar os abusos sofridos pela consumidora. Assim, resta mantida, em sua integralidade, a presente reclamação.
Por fim, cumpre informar que todas as provas serão oportunamente apresentadas nas vias competentes. Nesse sentido, incluem-se mensagens, registros documentais, comprovantes de pagamento, fotografias, gravações e ata notarial, que demonstram, de forma inequívoca, a sequência dos fatos e a responsabilidade dos envolvidos.

Segue, em anexo, a prova IRREFUTÁVEL que, vergonhosamente a agência [Editado pelo Reclame Aqui] descaradamente tentando se eximirem de sua RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.

No aguardo.

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Resposta da empresa

29/04/2026 às 10:14

A Sra. Cássia quer se pegar a um texto escrito rápido da rua pelo whatsapp e que não soube ou não quis interpretar de forma correta que enviamos em meio a nossa descida do navio para passeios em Itajaí-SC quando o que queríamos dizer foi que a Costa Cruzeiros entrou em contato conosco por telefone informando que ela estaria dizendo que a cia. marítima Costa Cruzeiros estava forçando-a a desembarcar o que de fato não ocorreu (tanto é que participou do cruzeiro até o final) e que vai contra qualquer norma razoável e ela havia informado pra nós nesse mesmo dia no café da manhã na frente de sua amiga que estava em outra cabine dizendo que iria desembarcar em Itajaí de qualquer jeito (essa informação consta no nosso texto da mensagem que ela postou) mesmo tendo que pagar em torno de R$ 6.000,00 de passagens aéreas para voltar para sua cidade, repito na frente da sua amiga e filhos que estavam em outra cabine e que em nenhum momento a defenderam ou intervieram a favor dela, caindo em grande contradição ao afirmar que a Costa Cruzeiros estava forçando-a a desembarcar o que extrapola qualquer lógica. O documento que ela alega ter sido obrigada a assinar para desembarcar e que postou na sua 1 reclamação é um documento que a Costa Cruzeiros disponibiliza para a pessoa assinar se responsabilizando quando quer interromper a viagem desembarcando antes do término do cruzeiro (mas não é obrigado) e não um documento forçando o desembarque sendo mais uma afirmação que não condiz com a verdade.

A Sra. Cassia Vieira não desembarcou e finalizou o cruzeiro até Santos-SP e só se referia a problemas com a Costa Cruzeiros como cárcere privado, arrombamento de porta da cabine e etc.... que alega ter sofrido e que não presenciamos e em 16 anos organizando cruzeiros com evento a bordo nunca vimos situação similar e só passou a atacar nossa agência depois do cruzeiro o que lamentamos esse tipo de comportamento.

A medida que respondemos suas duras mensagens tanto pelo whatsapp (envia mensagens por 2 contatos) como por aqui nessa plataforma ela continua a nos atacar e nos enviar milhares de mensagens, algumas repetidas, ficando até difícil responder todas pela grande quantidade de problemas que ela alegou ter. Tudo o que ocorre de bom sempre interpreta de forma maldosa como o fato da Costa Cruzeiros ter dado um mimo de cortesia com água e frutas na cabine que interpretou como se estivesse sido comprada para não reclamar e outras situações semelhantes.

Fizemos de tudo para que a Sra. Cassia Vieira que é de Belo Horizonte-MG participasse de nosso cruzeiro que antes de fechar estava sozinha pois uma outra pessoa que iria com ela desistiu e quando se vai sozinha em uma cabine acaba pagando quase o valor de 2 pessoas e pediu para que tentássemos conseguir alguém e encontramos uma senhora do Rio de Janeiro que concordou em compartilhar a cabine e dividir as despesas e fecharam o valor da cabine, contudo, a senhora do Rio teve que cancelar dias antes do embarque por questões de saúde e a Sra. Cassia Vieira acabou indo sozinha na cabine sem pagar nenhum valor a mais.